Atletas capixabas de destaque
Esporte capixaba
Do único capixaba campeão de uma Copa do Mundo de futebol a medalhistas olímpicos, campeões mundiais, uma lenda da NBA e recordistas do vôlei de praia: esta seleção reúne os atletas nascidos no Espírito Santo com maior impacto nacional e internacional.
Estes atletas capixabas famosos não podem ser comparados apenas pelo número bruto de troféus. Há uma diferença importante entre título, medalha e prêmio individual: uma prata olímpica não é contada como título, embora possa ser a maior conquista de uma carreira. No futebol, as contagens variam quando uma fonte inclui torneios amistosos ou uma taça conquistada sem o atleta entrar em campo. Por isso, este guia adota o número mais conservador e explica as exceções.
Sobre “onde moram”: residência e endereço pertencem à vida privada. O texto informa somente a cidade-base profissional ou função pública atual quando isso foi divulgado pelo atleta, clube ou entidade. Se não há confirmação recente, o dado não é inventado.
Resumo: os grandes nomes e suas maiores conquistas
Em telas pequenas, deslize a tabela para o lado para ver todas as colunas.
| Atleta | Esporte | Maior conquista | Situação em 2026 |
|---|---|---|---|
| Fontana | Futebol | Campeão da Copa do Mundo de 1970 | Legado histórico; morreu em 1980 |
| Geovani Silva | Futebol | Campeão, artilheiro e melhor jogador do Mundial Sub-20 de 1983 | Morreu em maio de 2026 |
| Sávio Bortolini | Futebol | Três Ligas dos Campeões pelo Real Madrid | Empresário e gestor esportivo |
| Maxwell | Futebol | 35 títulos confirmados na contagem mais cautelosa | Aposentado; trabalhou na gestão do Paris Saint-Germain |
| Richarlison | Futebol | Ouro olímpico e Copa América | Atacante do Tottenham |
| Anderson Varejão | Basquete | 13 temporadas na liga norte-americana de basquete (NBA) e campeão da Euroliga | Consultor e embaixador do Cleveland Cavaliers |
| Larissa França | Vôlei de praia | 62 títulos no circuito internacional | Aposentada; Hall da Fama desde 2023 |
| Alison Cerutti | Vôlei de praia | Ouro e prata olímpicos; bicampeão mundial | Aposentado; eleito para o Hall da Fama de 2026 |
| José Loiola | Vôlei de praia | 55 títulos e campeão mundial em 1999 | Técnico da Universidade da Carolina do Sul |
| Fábio Luiz | Vôlei de praia | Campeão mundial e prata olímpica | Técnico de base e professor universitário |
| Neymara Carvalho | Bodyboard | Cinco títulos mundiais | Segue competindo e dirige instituto social |
| Bruno Xavier | Futebol de areia | Bicampeão mundial e melhor do mundo em 2014 | Despediu-se da Seleção, mas segue em clubes |
| Esquiva Falcão | Boxe | Prata olímpica em Londres 2012 | Pugilista profissional e dono de academia |
| Yamaguchi Falcão | Boxe | Bronze olímpico em Londres 2012 | Pugilista e organizador do Falcão Fight |
Os capixabas que marcaram o futebol
Fontana: o único capixaba campeão de uma Copa do Mundo
Nascido em Santa Teresa, José de Anchieta Fontana foi revelado pelo Vitória-ES, passou pelo Rio Branco, tornou-se referência no Vasco e chegou à Seleção quando defendia o Cruzeiro. Na Copa de 1970, disputou os 90 minutos da vitória por 3 a 2 sobre a Romênia e terminou campeão ao lado de Pelé, Tostão, Jairzinho e companhia.
Fontana morreu em 1980, aos 39 anos. Seu lugar na lista não depende de longevidade ou fama atual: nenhuma conquista do futebol capixaba superou o título mundial de 1970. A trajetória é confirmada pela CBF.
Geovani Silva: campeão e melhor jogador do mundo Sub-20
O “Pequeno Príncipe da Colina” nasceu em Vitória e surgiu na história da Desportiva Ferroviária. Pelo Vasco, fez 408 jogos, marcou 50 gols e venceu cinco Campeonatos Cariocas.
Depois da carreira, Geovani foi deputado estadual e vice-presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo. Ele morreu em 18 de maio de 2026, aos 62 anos. O levantamento do ge registra títulos, números e a função exercida até seus últimos dias.
Sávio Bortolini: três vezes campeão europeu
Nascido em Vila Velha e formado inicialmente na Desportiva, Sávio virou ídolo do Flamengo e participou de uma das eras mais vitoriosas do Real Madrid. Foram 160 partidas oficiais e 30 gols pelo clube espanhol.
Hoje atua como empresário e gestor ligado ao futebol, com projetos no Espírito Santo. A página de lendas do Real Madrid confirma as três conquistas europeias; o Flamengo também o reconhece como um dos grandes nomes do clube nos anos 1990.
Maxwell: uma coleção de taças em quatro países
O lateral de Cachoeiro de Itapemirim venceu ligas e copas por Ajax, Inter de Milão, Barcelona e Paris Saint-Germain. A contagem mais criteriosa do ge aponta 35 títulos; parte da imprensa europeia chega a 37 ao incluir duas taças nas quais ele não entrou em campo.
Maxwell se aposentou em 2017 e depois trabalhou na direção esportiva do Paris Saint-Germain. Não há uma cidade de residência atual confirmada em fonte institucional recente. A diferença entre 35 e 37 títulos está detalhada no levantamento de carreira.
Richarlison: ouro olímpico, Copa América e gol premiado
Natural de Nova Venécia, Richarlison é o principal nome capixaba ainda em atividade no futebol europeu. Entre os títulos coletivos de maior peso estão a Copa América de 2019, o ouro olímpico de Tóquio e a Liga Europa de 2024/25 com o Tottenham.
A bicicleta contra a Sérvia foi eleita pela Fifa como o gol do torneio no Catar. Em agosto de 2026, o atacante continuava no elenco oficial do Tottenham; rumores de transferência não foram tratados como fato.
A presença de Fontana, Geovani e Sávio mostra por que a formação local importa. O estado ainda busca mais força em competições nacionais, mas sua rede de categorias de base já revelou jogadores capazes de chegar a Copas do Mundo, Olimpíadas e finais europeias.
Da NBA ao domínio capixaba no vôlei de praia
Anderson Varejão: 13 temporadas na NBA
Nascido em Colatina, Anderson Varejão disputou 13 temporadas da NBA, quase todas pelo Cleveland Cavaliers, além de uma passagem pelo Golden State Warriors. Ele chegou a três finais da liga. Não deve ser apresentado como campeão da NBA: sua grande marca nos Estados Unidos foi a longevidade e a entrada no segundo time de defesa da temporada 2009/10.
A franquia de Cleveland oficializou sua função em 2023 e ainda o apresentava como embaixador na temporada 2025/26. A Federação Internacional de Basquete (Fiba) o colocou entre os 20 maiores jogadores da história da AmeriCup, destacando os títulos de 2005 e 2009.
Larissa França: a recordista do circuito mundial
Nascida em Cachoeiro de Itapemirim, Larissa é a atleta com mais vitórias internacionais na história do vôlei de praia: 62 títulos no Circuito Mundial da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Com Juliana, ganhou 45 torneios, incluindo o Mundial de 2011.
Larissa está aposentada e foi incluída no International Volleyball Hall of Fame em 2023. A entidade confirma os 62 títulos, as três participações olímpicas e a liderança histórica. Não há cidade de residência recente divulgada oficialmente.
Alison Cerutti: ouro, prata e dois Mundiais
O “Mamute”, de Cachoeiro de Itapemirim, subiu ao pódio em duas Olimpíadas: prata em Londres 2012 com Emanuel e ouro no Rio 2016 com Bruno Schmidt. Também foi campeão mundial em 2011 e 2015.
Alison encerrou a carreira em outubro de 2025. Disse à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que pretende voltar ao alto rendimento como gestor. A cerimônia de entrada no Hall da Fama está marcada para 17 de outubro de 2026; portanto, o correto agora é dizer “eleito”, e não “já empossado”.
José Loiola: campeão mundial e técnico nos Estados Unidos
Nascido em Vitória, Loiola acumulou 55 títulos: 35 no circuito norte-americano (AVP) e 20 na Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Foi campeão mundial em 1999, venceu o King of the Beach de 1997 e recebeu quatro vezes o prêmio de melhor jogador ofensivo da AVP.
Desde 2025, Loiola é técnico principal do vôlei de praia da Universidade da Carolina do Sul. A função pública atual confirma que sua influência continuou fora das quadras.
Fábio Luiz: campeão mundial que voltou como professor
Natural de Marataízes, Fábio Luiz foi campeão mundial em 2005 e conquistou a prata olímpica em Pequim 2008, sempre ao lado de Márcio Araújo. Também foi eleito o melhor bloqueador do Circuito Brasileiro em quatro temporadas consecutivas.
Depois de quase dez anos afastado da modalidade, voltou ao vôlei como técnico da equipe masculina do Espírito Santo nos Jogos da Juventude. O Comitê Olímpico do Brasil registrou a mudança de atleta para formador.
Campeões nas ondas, na areia e no ringue
Neymara Carvalho: pentacampeã mundial
Nascida em Vila Velha, Neymara conquistou os Mundiais de 2003, 2004, 2007, 2008 e 2009. Em 2025, completou 30 anos no circuito mundial e chegou ao décimo título brasileiro. Aos 50 anos, ainda aparecia em competições nacionais e internacionais em 2026.
Além das ondas, organiza o Wahine Bodyboarding Pro e mantém um projeto de formação de jovens no Espírito Santo. O IBC World Tour a identifica como pentacampeã e responsável pelo evento.
Bruno Xavier: bicampeão mundial e melhor do planeta
O capixaba de Vitória foi capitão do Brasil no título mundial de 2017 e voltou a levantar a taça em 2024. Em 2014, recebeu o prêmio de melhor jogador do mundo do futebol de areia.
Em março de 2026, despediu-se da Seleção Brasileira, mas esclareceu que ainda tinha dois anos de contrato no exterior e continuaria atuando por clubes. A distinção evita anunciar uma aposentadoria que não ocorreu. O relato e os números são do ge.
Esquiva Falcão: a primeira prata olímpica do boxe brasileiro
Nascido em Vitória, Esquiva fez história em Londres 2012 ao chegar à final dos médios. Antes, já havia conquistado bronze no Mundial amador de 2011. No profissional, disputou o cinturão mundial da Federação Internacional de Boxe (IBF) em 2023.
Esquiva mantém academia própria no Espírito Santo e segue como pugilista profissional. Em junho de 2026, perdeu por nocaute técnico para Wilkens Mathieu na disputa do cinturão da Federação Norte-Americana de Boxe (NABF). A Confederação Brasileira de Boxe confirma a prata olímpica; o resultado profissional foi publicado após o combate.
Yamaguchi Falcão: bronze olímpico e promotor do boxe capixaba
Nascido em São Mateus, Yamaguchi conquistou bronze nos meio-pesados em Londres 2012 e prata no Pan de Guadalajara 2011. Como profissional, reuniu cinturões regionais, mas não venceu um dos quatro títulos mundiais principais — uma diferença que precisa ficar clara.
Yamaguchi segue ligado ao ringue e à promoção de eventos no Espírito Santo. A medalha de Londres está registrada pela CBBoxe; em julho de 2026, ele divulgava uma nova edição do Falcão Fight.
Novos nomes que já merecem acompanhamento
Uma lista histórica não deve esconder quem está construindo o próximo capítulo. Estes atletas ainda não têm a mesma projeção popular dos 14 perfis principais, mas já alcançaram resultados mundiais ou olímpicos.
Maíra Viana
Campeã mundial profissional de bodyboard em 2024. O título foi o primeiro da carreira e é confirmado pela Sesport.
Yuri Falcão
Vice-campeão do Mundial de Boxe de 2025 e campeão da etapa brasileira da Copa do Mundo de Boxe em 2026. Em junho de 2026, ocupava o terceiro lugar do ranking mundial dos 65 kg, segundo a World Boxing.
Luan Garcia
Zagueiro nascido em Vitória e integrante da Seleção que ganhou o primeiro ouro olímpico do futebol brasileiro, no Rio 2016. A medalha consta no perfil oficial do Comitê Olímpico do Brasil.
Quem foi o maior atleta capixaba?
Não há resposta única. Fontana tem a conquista mais simbólica do futebol; Larissa é a recordista internacional de sua modalidade; Alison combina ouro e prata olímpicos com dois Mundiais; Neymara dominou o bodyboard em cinco temporadas; Maxwell empilhou dezenas de troféus em clubes europeus; e Varejão construiu a carreira capixaba mais longa na NBA.
O ponto em comum é mais relevante que o ranking: atletas de cidades como Santa Teresa, Vitória, Vila Velha, Cachoeiro de Itapemirim, Marataízes, Colatina, Nova Venécia e São Mateus chegaram ao nível máximo de esportes completamente diferentes. Para acompanhar a estrutura que tenta revelar novos nomes, veja o guia do futebol capixaba e suas competições.
Perguntas frequentes
Qual capixaba ganhou a Copa do Mundo de futebol?
José de Anchieta Fontana, nascido em Santa Teresa, integrou a Seleção campeã em 1970 e jogou uma partida inteira no torneio. Ele continua sendo o único capixaba campeão mundial pela Seleção principal masculina.
Quem tem mais títulos entre os atletas capixabas?
A resposta depende do critério. Larissa venceu 62 etapas/títulos do circuito internacional de vôlei de praia. Maxwell aparece com 35 troféus coletivos na contagem conservadora do futebol. As marcas não devem ser comparadas diretamente porque as modalidades organizam temporadas e competições de maneiras diferentes.
Quais atletas capixabas ganharam medalhas olímpicas?
Entre os nomes deste guia estão Geovani, Sávio, Fábio Luiz, Larissa França, Alison Cerutti, Esquiva Falcão, Yamaguchi Falcão e Richarlison. Luan Garcia, citado entre os nomes mais recentes, também conquistou ouro no futebol em 2016.
Bruno Xavier se aposentou?
Ele se despediu da Seleção Brasileira em março de 2026, mas afirmou que seguiria atuando por clubes do exterior. Portanto, “aposentado da Seleção” e “aposentado do esporte” não são a mesma coisa.
Alison já entrou no Hall da Fama?
Alison foi eleito para a classe de 2026 do International Volleyball Hall of Fame. A cerimônia está marcada para 17 de outubro de 2026; até lá, a formulação mais precisa é “eleito para o Hall da Fama”.
Fontes principais
- Comitê Olímpico do Brasil: perfil e local de nascimento de Alison.
- Olympics.com: resultados oficiais do boxe em Londres 2012.
- International Volleyball Hall of Fame: recordes de Larissa.
- International Volleyball Hall of Fame: eleição de Alison para a classe de 2026.
- Cleveland Cavaliers: função atual de Anderson Varejão.
- Fifa: prêmio de gol do torneio de Richarlison.
- IBC World Tour: títulos e atuação atual de Neymara.
- Universidade da Carolina do Sul: títulos e função de José Loiola.
- World Boxing: ouro de Yuri Falcão na Copa do Mundo de 2026.
- Comitê Olímpico do Brasil: ouro olímpico e local de nascimento de Luan Garcia.






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