As ferrovias do Espírito Santo têm funções muito diferentes. No norte e na região metropolitana, a Estrada de Ferro Vitória a Minas conecta minas, cidades e portos. No sul, a antiga linha da Leopoldina conserva valor histórico, mas não oferece transporte regular de passageiros.
Este guia mostra onde passam os trilhos, quais cargas circulam, como funciona o trem de passageiros e o que realmente está confirmado sobre os projetos futuros.
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Mapa das ferrovias do Espírito Santo
| Corredor | Trajeto resumido no Estado | Situação | Uso principal |
|---|---|---|---|
| Estrada de Ferro Vitória a Minas | Cariacica, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Colatina e Baixo Guandu, seguindo para Minas Gerais. | Ativa. | Cargas e passageiros. |
| Acessos portuários da EFVM | Complexo de Tubarão, Terminal de Vila Velha, Cais de Paul e ligação com Barra do Riacho. | Ativos conforme a operação logística. | Minério e carga geral. |
| Antiga Leopoldina / FCA | Vila Velha, Cariacica, Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Cachoeiro, Atílio Vivácqua, Muqui e Mimoso do Sul. | Muitos trechos desativados ou deteriorados. | Patrimônio ferroviário e projetos de reaproveitamento. |
| EF-118 | Projeto de ligação ferroviária entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. | Em estruturação para concessão. | Transporte de cargas e integração portuária. |
O quadro é um resumo, não um mapa cartográfico. Para o trajeto detalhado do trem de passageiros, consulte a imagem abaixo.
Estrada de Ferro Vitória a Minas
A EFVM é operada pela Vale e possui cerca de 905 quilômetros de linha férrea entre Espírito Santo e Minas Gerais. O corredor liga áreas de produção mineral e industrial aos terminais portuários capixabas.
Ela não é apenas uma ferrovia de minério. A ANTT informa que também circulam carvão, aço, calcário, granito, contêineres, ferro-gusa, produtos agrícolas, madeira, celulose, combustíveis e outras cargas.
Quais cargas passam pelas ferrovias capixabas?
| Grupo de carga | Exemplos | Destino ou conexão |
|---|---|---|
| Mineração | Minério de ferro, calcário, granito e ferro-gusa. | Complexos portuários e unidades industriais. |
| Indústria | Aço, carvão, coque, combustíveis e contêineres. | Tubarão, Vila Velha, Paul e conexões da malha. |
| Agronegócio e florestal | Produtos agrícolas, madeira e celulose. | Terminais ferroviários e portuários do Espírito Santo. |
A carga que circula em cada trecho varia conforme contratos, terminais e demanda. Por isso, a lista representa os produtos oficialmente associados à EFVM, não uma programação fixa de todos os trens.
Como funciona o trem de passageiros Vitória a Minas
O único serviço ferroviário regular de passageiros do Estado parte diariamente da Estação Pedro Nolasco, em Cariacica, às 7h, com chegada prevista a Belo Horizonte por volta das 20h30. No sentido contrário, o trem também sai às 7h.
O trajeto de passageiros tem aproximadamente 664 quilômetros. Há classes econômica e executiva, lanchonete, restaurante, ar-condicionado e espaço acessível para pessoas com mobilidade reduzida.
Estações com embarque no Espírito Santo
- Pedro Nolasco, em Cariacica;
- Flexal, em Cariacica;
- Fundão;
- Aricanga, em Ibiraçu;
- Piraqueaçu, em João Neiva;
- Colatina;
- Itapina, em Colatina;
- Mascarenhas, em Baixo Guandu;
- Baixo Guandu.
Além do trem diurno, a Vale passou a operar o Trem de Férias em janeiro, julho e dezembro, com viagens noturnas em períodos definidos. Para horários e compra, use o canal oficial do trem de passageiros.
Para detalhes da viagem, consulte também nosso guia do Trem Vitória-Minas e as orientações sobre como escolher a poltrona.
FCA e antiga Estrada de Ferro Leopoldina
O segundo eixo ferroviário capixaba é a antiga linha da Leopoldina, integrada à concessão da Ferrovia Centro-Atlântica. No Espírito Santo, o corredor histórico possui cerca de 257 quilômetros e atravessa 11 municípios entre a Grande Vitória e o sul do Estado.
Atualmente, muitos trechos estão desativados, deteriorados ou sem uso ferroviário regular. Não existe trem público de passageiros ligando Vitória a Cachoeiro de Itapemirim.
O antigo Trem das Montanhas Capixabas também não opera regularmente. A discussão atual envolve a devolução dos trechos inativos, a recuperação do patrimônio e possíveis usos turísticos. Veja o conteúdo sobre a reativação do Trem das Montanhas Capixabas e a história da Estação Leopoldina em Vila Velha.
Principais projetos ferroviários
A ANTT apresenta um corredor de 575 quilômetros entre Espírito Santo e Rio de Janeiro, com investimento estimado em R$ 4,2 bilhões. O modelo atual prioriza a ligação entre Santa Leopoldina e São João da Barra e inclui o trecho entre Anchieta e Santa Leopoldina.
A renovação da concessão avançou em 2026, mas as fontes oficiais ainda tratavam o processo como anterior à formalização. A proposta prevê investimentos e devolução de trechos inativos ao Governo Federal.
Municípios defendem a cessão dos trechos desativados para projetos turísticos e culturais, como ciclovias, trilhas e recuperação de estações. Isso não significa retorno confirmado de trens.
Perguntas frequentes
Existe trem de passageiros dentro do Espírito Santo?
Sim. O Trem Vitória-Minas faz embarques em cidades capixabas e segue até Belo Horizonte. Não existe, porém, serviço ferroviário urbano ou regional regular entre as cidades do sul do Estado.
O trem parte de Vitória?
A estação inicial fica em Cariacica, na Estação Pedro Nolasco, e não na Ilha de Vitória.
A ferrovia Vitória a Minas transporta apenas minério?
Não. A ANTT lista também aço, carvão, calcário, granito, contêineres, produtos agrícolas, madeira, celulose, combustíveis e outras cargas.
O Trem das Montanhas Capixabas está funcionando?
Não há operação turística regular confirmada. A recuperação do corredor da antiga Leopoldina continua sendo discutida.
A EF-118 já está em construção?
Não. A ferrovia está em processo de estruturação e concessão. O projeto ainda depende das etapas regulatórias, ambientais e contratuais.
- Vale — Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas
- ANTT — extensão, cargas e concessão da EFVM
- ANTT — projeto ferroviário EF-118
- ANTT — concessão da Ferrovia Centro-Atlântica
- Governo do Espírito Santo — reaproveitamento da antiga Leopoldina
- ANTT — andamento da renovação da FCA em 2026
Conteúdo revisado em 31 de julho de 2026. Horários, tarifas e projetos podem sofrer alterações.






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