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Caso raro com enguia leva pescador a cirurgia de emergência

Pescador de 55 anos sofreu uma perfuração intestinal durante uma pescaria em Bangladesh e precisou passar por cirurgia de emergência.

Por · 25 de julho de 2026 · 4 minutos

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Um pescador foi hospitalizado após uma enguia perfurar seu intestino durante uma pescaria em Bangladesh. O caso médico raro voltou a repercutir em julho de 2026, embora tenha sido publicado originalmente em uma revista científica no segundo semestre de 2024.

O paciente, de 55 anos, procurou atendimento depois de sentir dores intensas no abdômen. Segundo o relato apresentado aos médicos, o animal entrou acidentalmente por dentro de sua roupa enquanto ele pescava e alcançou o reto.

O que aconteceu A enguia permaneceu viva dentro do paciente e causou uma perfuração no cólon sigmoide. Diante do risco de infecção generalizada, a equipe médica realizou uma cirurgia de emergência.
Imagem ilustrativa de uma enguia-de-pântano
Imagem ilustrativa de uma enguia-de-pântano. O animal fotografado não é o mesmo envolvido no caso. Foto: Surajit Koley/Wikimedia Commons, CC0.

Exames identificaram uma perfuração intestinal

Ao chegar ao hospital, o homem apresentava dor abdominal generalizada e sinais compatíveis com peritonite, uma inflamação grave da membrana que recobre a parte interna do abdômen.

Os exames de imagem mostraram a presença de ar fora do intestino, sinal que pode indicar uma perfuração. Durante a cirurgia, os profissionais encontraram a enguia ainda viva e uma abertura de cerca de cinco centímetros no cólon sigmoide, região final do intestino grosso.

A equipe retirou o animal e realizou uma colostomia temporária. Nesse procedimento, uma parte do intestino é conectada a uma abertura no abdômen, permitindo que a área lesionada permaneça protegida durante a recuperação.

Paciente Pescador de 55 anos
Local Bangladesh
Lesão Perfuração de aproximadamente cinco centímetros no cólon sigmoide
Tratamento Cirurgia de emergência e colostomia temporária
Evolução Alta hospitalar quatro dias após o procedimento

Paciente demorou a procurar atendimento

O estudo informa que o homem não procurou ajuda imediatamente após o incidente. Ele buscou o hospital apenas no dia seguinte, quando as dores se intensificaram.

Essa demora aumentou o risco de complicações, pois uma perfuração permite que bactérias e outros conteúdos do intestino alcancem a cavidade abdominal. Por isso, os médicos destacaram que o diagnóstico rápido e a intervenção cirúrgica foram essenciais para a recuperação.

Quando buscar atendimento Dor abdominal intensa, endurecimento do abdômen, febre, vômitos ou piora rápida do quadro exigem avaliação médica urgente. A causa só pode ser identificada por profissionais e exames adequados.

Caso foi publicado em 2024

Embora várias reportagens tenham voltado a divulgar o episódio em 2026, o artigo científico foi publicado em outubro de 2024 e integra a edição de novembro daquele ano da revista International Journal of Surgery Case Reports.

O estudo foi escrito por médicos de instituições de Bangladesh e do Nepal. Segundo os autores, lesões intestinais provocadas por animais vivos são extremamente incomuns na literatura médica.

O paciente apresentou boa recuperação após a cirurgia. Quatro dias depois, recebeu alta sem dores ou outras queixas importantes registradas pelos profissionais responsáveis.

Informação importante O caso voltou a circular nas redes e nos portais de notícias, mas não ocorreu em julho de 2026. Trata-se da repercussão de um relato científico publicado quase dois anos antes.

Relato destaca importância do atendimento rápido

Para os médicos, o episódio reforça a necessidade de relatar com clareza as circunstâncias de um acidente. Informações sobre o trabalho, o ambiente e o momento em que os sintomas começaram podem ajudar a equipe a chegar ao diagnóstico com maior rapidez.

O artigo completo está disponível no PubMed, base mantida pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

Outros comportamentos incomuns envolvendo animais aquáticos também têm despertado interesse científico. Entre eles estão as orcas que fragmentam peixes-lua e os cachalotes que soltam bolhas durante o descanso.

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