Conteúdo histórico revisado em 30 de julho de 2026. As duas imagens antigas foram identificadas pelo acervo fornecido ao Capixaba da Gema como registros dos anos 1970. Como não há, nas próprias fotografias, data, autoria e ponto exato de captura, as legendas preservam essa atribuição sem inventar informações.
A Praia da Costa antigamente tinha ruas pouco ocupadas, casas baixas, terrenos vazios e uma orla na qual os edifícios ainda eram exceção. Fotografias atribuídas aos anos 1970 mostram um bairro que já recebia banhistas, carros e ônibus, mas estava longe da muralha de prédios que hoje acompanha a curva da praia.
A comparação com imagens atuais ajuda a responder à pergunta central: como a Praia da Costa mudou tanto em cerca de cinco décadas? A resposta passa pelo loteamento do antigo Sítio da Costa, pela expansão de Vila Velha, pela verticalização imobiliária e pela integração com Vitória. As fotos, porém, foram feitas de ângulos diferentes e devem ser lidas como uma comparação da paisagem ao longo do tempo, não como um antes e depois milimetricamente alinhado.
O que salta aos olhos: o traçado da praia e o Morro do Moreno permanecem reconhecíveis. O que mudou radicalmente foi a ocupação entre a montanha e o mar, hoje marcada por edifícios, avenidas e conexão direta com Vitória.
Abrir índice
- O que as fotos antigas mostram
- Do Sítio da Costa ao novo bairro
- Como era a Praia da Costa nos anos 1970
- Quando a verticalização ganhou força
- O papel da Terceira Ponte
- Como ficou a paisagem atual
- O que permaneceu reconhecível
- É realmente um antes e depois?
- Como conhecer a Praia da Costa hoje
- Perguntas frequentes
- Fontes consultadas
O que as fotos antigas da Praia da Costa mostram
As imagens registram duas escalas do bairro. A fotografia aérea apresenta a curva da orla, o Morro do Moreno e uma malha de ruas com ocupação esparsa. Há casas e algumas construções maiores, mas os terrenos vazios ainda dominam boa parte da paisagem.
O segundo registro se aproxima da área hoje associada à Praia da Sereia. A praia aparece cheia, com veículos circulando junto à orla, árvores, casas e um edifício alto que se destaca praticamente sozinho. Essa cena é importante porque corrige uma impressão comum: a Praia da Costa dos anos 1970 não era uma faixa deserta ou isolada. O lugar já era usado para lazer e já passava por urbanização, apenas não tinha a densidade atual.
As duas fotografias não foram feitas no mesmo dia nem do mesmo ponto. Juntas, porém, revelam uma transição: a praia já estava incorporada à vida urbana de Vila Velha, enquanto o bairro ainda guardava uma escala horizontal e grandes espaços livres.
Do Sítio da Costa ao bairro Praia da Costa
O nome do bairro está ligado ao antigo Sítio da Costa. O acervo bibliográfico do Instituto Jones dos Santos Neves registra que o loteamento das terras da família Motta foi autorizado em 1941, marco associado à formação do atual bairro.
A ligação com o restante da cidade, no entanto, vinha sendo construída antes. A história institucional da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Espírito Santo informa que uma linha de auto-ônibus para a Praia da Costa já funcionava em Vila Velha em 1938. Isso indica que a área era conhecida e procurada antes de sua ocupação mais intensa.
O crescimento não aconteceu de uma vez. Primeiro vieram acessos, loteamento, casas e equipamentos de lazer. Depois, a valorização da frente marítima e a produção de edifícios residenciais alteraram o volume e a densidade do bairro. Essa sequência ajuda a entender por que as fotografias dos anos 1970 mostram simultaneamente sinais de cidade e grandes vazios.
Quatro marcos para ler a transformação
- Década de 1930: abertura de acessos e presença de transporte coletivo para a região.
- 1941: autorização do loteamento associado ao antigo Sítio da Costa.
- A partir dos anos 1980: aumento expressivo de edifícios verticais na orla de Vila Velha.
- 1989: inauguração da Terceira Ponte e integração mais direta entre Vila Velha e Vitória.
Como era a Praia da Costa nos anos 1970?
A Praia da Costa dos anos 1970 era um bairro em transformação. A imagem aérea permite enxergar quadras abertas e ruas que já organizavam o crescimento futuro. Ao mesmo tempo, casas térreas, vegetação e lotes sem construção ocupavam um espaço que hoje parece quase inteiramente preenchido.
Na orla, o prédio isolado funciona como uma pista visual do processo que viria a seguir. Ele não representa ainda a paisagem vertical atual, mas antecipa uma mudança de padrão: o terreno perto do mar passava a admitir construções mais altas, capazes de multiplicar o número de moradias e explorar economicamente a vista para o oceano.
O movimento de banhistas também merece atenção. A praia já possuía importância recreativa e afetiva. O contraste histórico não está entre “praia desconhecida” e “praia famosa”, e sim entre duas formas de ocupação de um lugar já valorizado: uma de baixa densidade, marcada por casas e vazios, e outra vertical, com muitos moradores concentrados em edifícios.
Quando a verticalização da Praia da Costa ganhou força
A dissertação A verticalização litorânea em Vila Velha/ES: um estudo de caso, apresentada por Schirley Holz à Universidade Federal do Espírito Santo, examinou a transformação da orla formada por Praia da Costa, Itapoã e Praia de Itaparica. A pesquisa identifica um aumento expressivo do número de edifícios especialmente a partir da década de 1980.
Essa informação combina com o que as fotografias sugerem. Nos anos 1970, o processo ainda aparecia de maneira pontual. Nas décadas seguintes, os prédios deixaram de ser exceções e passaram a formar uma frente urbana contínua em diferentes trechos da orla.
Verticalização não significa apenas trocar uma casa por um prédio. Ela altera a quantidade de moradores por quadra, o preço da terra, o trânsito, a demanda por água e esgoto, o comércio, a circulação de pedestres e a incidência de sombra e vento ao nível da rua. A fotografia registra a forma visível dessa mudança, mas seus efeitos alcançam o cotidiano inteiro do bairro.
Leitura correta: a transformação não pode ser atribuída a uma única obra ou a um único ano. Ela resultou de décadas de produção imobiliária, expansão metropolitana, valorização da orla e melhoria das conexões urbanas.
Qual foi o papel da Terceira Ponte nessa transformação?
A Terceira Ponte, oficialmente Ponte Deputado Darcy Castello de Mendonça, foi inaugurada em 23 de agosto de 1989. A história institucional da Ceturb resume seu efeito ao afirmar que a obra integrou definitivamente Vitória e Vila Velha.
Para a Praia da Costa, a conexão reduziu a separação prática em relação à capital. Morar em Vila Velha e trabalhar, estudar ou consumir serviços em Vitória tornou-se uma combinação mais direta. Isso ampliou a atratividade de bairros próximos ao acesso da ponte e reforçou o mercado imobiliário da orla.
Seria errado, porém, dizer que a Terceira Ponte iniciou sozinha a verticalização. A pesquisa da Ufes situa o aumento expressivo dos edifícios a partir dos anos 1980, enquanto a ponte foi aberta no fim daquela década. A obra deve ser entendida como um acelerador e um elemento de integração metropolitana dentro de um processo que já estava em curso.
Como ficou a paisagem atual da Praia da Costa
Na vista aérea atual, quase todos os elementos urbanos ganharam outra escala. As quadras antes marcadas por terrenos vazios aparecem densamente construídas. Edifícios acompanham a orla, avançam para o interior do bairro e continuam em direção a Itapoã. A Terceira Ponte cruza a baía e torna visível a relação cotidiana com Vitória.
A montanha ajuda a orientar a comparação. O Morro do Moreno aparece nas imagens antigas e atuais como um ponto fixo, enquanto a cidade ao redor muda. O litoral manteve a curva; o espaço construído entre a areia, o morro e os canais foi quase completamente reconfigurado.
Vista do alto, a concentração de edifícios pode parecer uniforme. Ao caminhar pelo bairro, porém, ainda é possível perceber camadas diferentes: construções mais antigas, casas remanescentes, prédios de períodos variados, avenidas movimentadas e ruas internas com escala menor. A paisagem atual não apagou todo o passado, mas tornou seus vestígios menos evidentes.
O que permaneceu reconhecível depois de cinco décadas
A primeira permanência é a própria linha da costa. A curva da Praia da Costa continua sendo o elemento que organiza a paisagem. O Morro do Moreno é a segunda grande referência: sua forma permite relacionar imagens feitas em épocas e posições diferentes.
Também permanece o uso coletivo da praia. A fotografia antiga com banhistas mostra que areia e mar já funcionavam como espaço de encontro. Hoje, o entorno é mais denso e oferece outra estrutura urbana, mas a praia continua reunindo moradores e visitantes para banho, caminhada, esporte e contemplação.
A imagem feita do Morro do Moreno concentra o contraste. A vegetação em primeiro plano recorda que a paisagem natural ainda resiste; logo abaixo, a massa construída ocupa quase todo o campo visual até a praia. É uma síntese da Praia da Costa contemporânea: natureza, cidade e mar comprimidos no mesmo enquadramento.
As fotos formam realmente um antes e depois?
Elas mostram o antes e depois da paisagem do bairro, mas não uma repetição exata do mesmo enquadramento. Os registros variam em altura, distância, lente e direção. Por isso, não é possível apontar em todas as imagens qual edifício atual substituiu determinada casa ou qual rua corresponde a cada linha antiga sem uma análise cartográfica adicional.
Isso não reduz o valor histórico do conjunto. Ao contrário, evita conclusões falsas. A comparação mais segura observa elementos amplos:
- Densidade: de lotes vazios e casas dispersas para quadras intensamente ocupadas.
- Altura: de poucos edifícios isolados para uma frente urbana vertical.
- Mobilidade: de acessos locais para uma ligação metropolitana marcada pela Terceira Ponte.
- Permanências: curva da praia, Morro do Moreno, uso recreativo da orla e relação visual com o mar.
Também é importante tratar os créditos com transparência. As duas fotografias históricas circularam em redes sociais e foram fornecidas como imagens dos anos 1970, mas o fotógrafo original e a data exata não foram confirmados. Caso o autor seja identificado, o crédito deve ser atualizado.
Quer conhecer a Praia da Costa hoje?
Este artigo explica a transformação histórica e não pretende repetir informações sobre banho de mar, estacionamento, estrutura ou escolha do melhor trecho. Para planejar uma visita, consulte o guia Praia da Costa: trechos, estrutura e como visitar.
Para observar o bairro do alto, veja também o conteúdo sobre o Morro do Moreno em Vila Velha e confirme a situação do acesso antes de sair. Quem quer aprofundar a memória arquitetônica da orla pode conhecer a história da Casa do Navio na Praia da Costa.
Perguntas frequentes
Como era a Praia da Costa antigamente?
Nos anos 1970, o bairro já tinha ruas, casas, banhistas, veículos e alguns edifícios, mas ainda apresentava muitos terrenos vazios e ocupação predominantemente baixa. A verticalização se intensificou especialmente a partir dos anos 1980.
As fotos antigas são realmente dos anos 1970?
As imagens foram fornecidas ao Capixaba da Gema com essa identificação e são publicadas como registros atribuídos aos anos 1970. Como elas não trazem metadados visíveis de autoria e data, o artigo não afirma um ano exato.
Quando começaram a surgir os prédios na Praia da Costa?
Já havia edifícios antes dos anos 1980, como mostram as próprias fotografias. A pesquisa acadêmica da Ufes aponta, porém, aumento expressivo do número de construções verticais na orla de Vila Velha especialmente a partir da década de 1980.
A Terceira Ponte causou a verticalização do bairro?
Não sozinha. A verticalização já estava em curso. Inaugurada em 1989, a ponte fortaleceu a integração com Vitória e aumentou a atratividade da região, funcionando como um acelerador dentro de um processo imobiliário e metropolitano mais amplo.
Por que o bairro se chama Praia da Costa?
O nome está relacionado ao antigo Sítio da Costa. O acervo do Instituto Jones dos Santos Neves associa a formação do bairro ao loteamento das terras da família Motta, autorizado em 1941.
Onde ver a Praia da Costa do alto?
O Morro do Moreno oferece uma das vistas mais conhecidas da orla, mas o acesso passa por mudanças e deve ser confirmado antes da visita. O Convento da Penha também proporciona perspectivas amplas de Vila Velha.
Fontes consultadas
- Programa de Pós-Graduação em Geografia da Ufes: pesquisa sobre a verticalização litorânea de Vila Velha.
- Repositório Institucional da Ufes: dissertação de Schirley Holz sobre Praia da Costa, Itapoã e Praia de Itaparica.
- Ceturb/ES: história do transporte coletivo e da integração entre Vitória e Vila Velha.
- Biblioteca do Instituto Jones dos Santos Neves: registros sobre o Sítio da Costa e o loteamento do bairro.
- Acervo digital do Instituto Jones dos Santos Neves: registro histórico da inauguração da Terceira Ponte.
- Portal de Turismo de Vila Velha: caracterização oficial atual da Praia da Costa.
Nota sobre as imagens: as fotografias antigas foram fornecidas como reproduções de redes sociais. Se você é autor de algum registro ou possui informação documental sobre data e local, entre em contato com a redação para atualização do crédito.













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