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Raia-jamanta de 5,8 metros é registrada em Guarapari

Uma raia-jamanta adulta permaneceu cerca de 45 minutos perto de pesquisadores no litoral de Guarapari e foi medida com imagens de drone.

Por · 30 de julho de 2026 · 2 minutos

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Uma raia-jamanta com aproximadamente 5,8 metros de envergadura foi registrada em alto-mar, a cerca de 37 quilômetros da costa de Guarapari, no Sul do Espírito Santo. O encontro ocorreu na segunda-feira (27), durante uma expedição científica que monitorava baleias na região.

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Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial; não corresponde ao animal registrado durante a pesquisa.

O animal permaneceu por cerca de 45 minutos ao redor da embarcação. A aproximação permitiu que as pesquisadoras fizessem imagens com celular e drone. Depois, os registros aéreos foram usados para estimar o tamanho da raia por fotogrametria, técnica que transforma proporções observadas nas imagens em medidas.

A expedição integrava o Programa de Monitoramento de Cetáceos do Porto de Tubarão, realizado pelo Instituto O Canal por meio do Projeto Amigos da Jubarte/Jubarte.lab. A equipe navegava a aproximadamente 20 milhas náuticas da costa quando percebeu um animal próximo ao barco.

Informações verificadas e atualizadas em 30 de julho de 2026.

O que se sabe sobre o registro
  • Espécie: raia-jamanta ou raia-manta-oceânica (Mobula birostris).
  • Local: alto-mar, a cerca de 37 quilômetros da costa de Guarapari.
  • Data: segunda-feira, 27 de julho de 2026.
  • Medida estimada: 5,8 metros entre as pontas das nadadeiras peitorais.
  • Tempo de observação: aproximadamente 45 minutos.

Equipe confundiu a raia com golfinho e tubarão

Nos primeiros instantes, a parte do animal visível acima da água levou a equipe a considerar outras possibilidades. A primeira impressão foi de que poderia ser a nadadeira dorsal de um golfinho. Pelo modo de nadar, surgiu também a hipótese de um tubarão.

A identificação ocorreu quando a bióloga marinha Bruna Rezende Gonçalves observou o animal de um ponto mais alto da embarcação. A pesquisadora, que coordena o Projeto Amigos da Jubarte/Jubarte.lab e cursa mestrado em Oceanografia Ambiental na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), reconheceu a raia-jamanta.

O trabalho com as baleias foi interrompido por alguns minutos para acompanhar a visitante. Baleias-jubarte chegaram a aparecer nas proximidades, porém se afastaram sem interação com a raia. A passagem desses cetáceos pelo estado ocorre durante a temporada de baleias-jubarte no Espírito Santo.

Drone permitiu medir a raia-jamanta

A análise das imagens indicou uma envergadura de cerca de 5,8 metros, medida de uma ponta à outra das nadadeiras peitorais. De acordo com a equipe, o tamanho mostra que se trata de um indivíduo adulto.

Não foi possível determinar o sexo. Para isso, seria necessário obter uma imagem nítida da parte inferior do corpo, onde ficam as estruturas reprodutivas. A região ventral também apresenta um padrão de manchas próprio de cada indivíduo, semelhante a uma impressão digital, que pode ajudar em trabalhos de fotoidentificação.

O avistamento é considerado incomum. Segundo o projeto, esta foi apenas a terceira vez em dez anos que uma raia-jamanta apareceu durante os monitoramentos científicos realizados no litoral capixaba.

Animal registrado5,8 metros
Espécie pode atingircerca de 8 metros
Peso máximocerca de 2 toneladas
Longevidade estimadaaté 45 anos
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Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial; não corresponde ao animal registrado durante a pesquisa.

Maior espécie de raia do mundo

A Mobula birostris é considerada a maior espécie de raia do planeta. Ela ocorre em águas tropicais, subtropicais e temperadas de diferentes oceanos e se alimenta principalmente de organismos do plâncton. As nadadeiras cefálicas, localizadas diante da boca, ajudam a direcionar a água e o alimento durante a filtragem.

Apesar do tamanho, a raia-jamanta não caça grandes animais e não possui ferrão funcional. A espécie cresce lentamente e tem baixa taxa reprodutiva: em geral, a fêmea dá à luz um filhote a cada dois ou três anos. Essas características tornam a recuperação das populações mais demorada.

Espécie ameaçada

A raia-manta-oceânica está classificada globalmente como “Em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre as principais ameaças estão a pesca direcionada e acidental. Colisões com embarcações, emalhe em resíduos e redes, além da poluição marinha, também representam riscos.

Fontes consultadas

Nota editorial: os dados específicos do encontro foram fornecidos pelo Projeto Amigos da Jubarte/Jubarte.lab em relato divulgado à imprensa. As informações biológicas foram confrontadas com bases científicas atualizadas.

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