Espírito Santo

Rochas ornamentais no Espírito Santo: cidades produtoras, exportações e empregos

Das jazidas aos portos, entenda por que o Espírito Santo lidera o mercado brasileiro de pedras naturais e quais cidades sustentam essa cadeia.

Por · 28 de julho de 2026 · 16 minutos

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Atualizado em 28 de julho de 2026

As rochas ornamentais no Espírito Santo formam uma cadeia que começa nas jazidas, passa pelo corte e acabamento de blocos e chapas e termina em obras, lojas ou contêineres enviados ao exterior. Cachoeiro de Itapemirim é o centro histórico e industrial mais conhecido, mas o mapa do setor também inclui o noroeste do estado, Colatina e a Grande Vitória.

Resposta rápida: o Espírito Santo é o maior exportador brasileiro de rochas naturais. Em 2025, vendeu US$ 1,16 bilhão ao exterior, 78,5% do total nacional. Cachoeiro concentra empresas e empregos; Barra de São Francisco, Castelo, Colatina, Vargem Alta, Atílio Vivácqua e Nova Venécia integram polos de extração ou beneficiamento; Serra se destaca pelo processamento, pela logística e pelo valor exportado.
US$ 1,16 biValor exportado pelo Espírito Santo em 2025, recorde nominal do setor no estado.
17.359Empregos formais em cinco atividades diretamente ligadas às rochas, segundo a Rais 2023.
1.378Estabelecimentos formais nessas atividades no Espírito Santo, também na Rais 2023.

Por que o Espírito Santo lidera o setor de rochas ornamentais?

A liderança capixaba resulta da combinação de reservas geológicas, conhecimento acumulado, empresas especializadas, fornecedores de máquinas e insumos, mão de obra treinada e infraestrutura de transporte e exportação. O estado não apenas retira blocos da natureza: desenvolveu capacidade para serrar, polir, resinar, cortar, classificar, comercializar e embarcar materiais de maior valor agregado.

Essa distinção é importante. Um município pode ter jazidas e extração, mas exportar pouco em seu próprio CNPJ; outro pode comprar blocos de diferentes origens, beneficiá-los e aparecer no topo do comércio exterior. Por isso, rankings de “cidades produtoras” mudam conforme o indicador utilizado.

O Instituto Jones dos Santos Neves destaca Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Barra de São Francisco, Vargem Alta e Castelo pela geração de emprego e renda. Já os dados de exportação de 2025 colocam Serra e Cachoeiro na frente em valor vendido ao exterior.

Como ler os números: exportação é medida pelo domicílio fiscal do exportador, enquanto empregos e empresas são classificados por atividade econômica. Nenhuma dessas bases, isoladamente, informa de qual pedreira saiu cada bloco.

Granito, mármore e quartzito: qual é a diferença?

“Mármore e granito” virou uma expressão popular para quase toda pedra usada em bancadas, pisos, fachadas e revestimentos. Geologicamente e comercialmente, porém, o setor trabalha com uma variedade maior de materiais.

Granitos e rochas silicáticas

São materiais geralmente resistentes e muito usados em bancadas, pisos e áreas externas. No comércio, a família chamada de “granitos” pode incluir outras rochas silicáticas com aparência e propriedades distintas.

Mármores

São rochas metamórficas compostas principalmente por minerais carbonáticos. Costumam aceitar bom polimento, mas exigem avaliação cuidadosa para usos sujeitos a ácidos, abrasão e intempéries.

Quartzitos

Ganharam peso no mercado internacional por sua estética e resistência. Em 2025, foram o principal destaque da pauta capixaba, com US$ 703,3 milhões exportados.

Rochas naturais não são todas iguais

Cor e nome comercial não bastam para definir a aplicação. Absorção de água, resistência, porosidade, acabamento e exposição ao sol ou à chuva precisam entrar na especificação.

O Atlas de Rochas Ornamentais do Serviço Geológico do Brasil reúne informações técnicas e cartográficas sobre a diversidade capixaba. Para o consumidor, a lição prática é simples: peça o nome comercial, a origem, o acabamento e a recomendação de uso, em vez de escolher apenas pela fotografia.

Como funciona a cadeia produtiva das rochas?

  1. Pesquisa e licenciamento: a jazida é estudada, o direito mineral é regularizado e o empreendimento precisa cumprir exigências ambientais.
  2. Extração: a rocha é separada do maciço e transformada em blocos transportáveis, com planejamento para reduzir perdas e riscos.
  3. Desdobramento: teares ou equipamentos multifio transformam os blocos em chapas de diferentes espessuras.
  4. Tratamento e acabamento: chapas podem ser secas, resinadas, teladas, polidas, escovadas ou submetidas a outros acabamentos.
  5. Corte e aplicação: marmorarias e indústrias produzem bancadas, pisos, fachadas, peças sob medida e objetos de design.
  6. Logística e venda: blocos, chapas e produtos acabados seguem para o mercado interno ou para portos e compradores internacionais.

A cadeia ainda movimenta transportadoras, fabricantes e oficinas de máquinas, ferramentas diamantadas, abrasivos, resinas, embalagens, engenharia, laboratórios, despachantes, comércio exterior, arquitetura e construção. É por isso que o impacto econômico ultrapassa a atividade registrada como extração ou beneficiamento.

Quais são as principais cidades produtoras e polos de beneficiamento?

Não existe uma única lista definitiva. A tabela abaixo combina dados formais de emprego, presença industrial, referências públicas e desempenho exportador. Ela mostra a função predominante de cada território, sem afirmar que toda a produção ocorre dentro de seus limites.

Cidade ou eixo Papel na cadeia Dado que ajuda a dimensionar
Cachoeiro de Itapemirim Maior concentração industrial, beneficiamento, serviços, formação técnica, máquinas e negócios. 5.915 empregos e 465 estabelecimentos formais em 2023; US$ 355,6 milhões exportados em 2025.
Serra Beneficiamento, armazenagem, comércio exterior e conexão logística com a Grande Vitória. 1.733 empregos formais em 2023 e liderança estadual nas exportações de 2025, com US$ 381,7 milhões.
Barra de São Francisco Extração e beneficiamento no noroeste; reconhecida por lei como Capital Estadual do Granito. 1.796 empregos e 72 estabelecimentos formais em 2023.
Vargem Alta Integra o polo do sul e abriga pedreiras, serrarias e unidades de beneficiamento. 94 estabelecimentos formais em 2023, segundo maior total do estado.
Castelo Extração e transformação no eixo sul, conectado ao parque industrial de Cachoeiro. 1.039 empregos formais em 2023; exportações cresceram 29,8% em valor em 2025.
Colatina Beneficiamento e serviços para o eixo centro-noroeste. 937 empregos formais em 2023, quinto maior total capixaba.
Atílio Vivácqua Empresas de extração, processamento e apoio próximas ao polo de Cachoeiro. 57 estabelecimentos formais em 2023; exportações avançaram 23,8% em 2025.
Nova Venécia e entorno Referência do núcleo de extração do norte, com empresas, jazidas e conexão com Barra de São Francisco. É citada pelo Governo do Estado entre as cidades mais expostas às mudanças do mercado norte-americano.
Cariacica e Viana Áreas industriais e logísticas da Região Metropolitana, com beneficiamento, armazenagem e transporte. Cariacica teve alta de 39,3% no valor exportado pelo setor em 2025.

Para conhecer melhor os territórios, veja também os guias de Cachoeiro de Itapemirim, Nova Venécia, Barra de São Francisco, Colatina e Serra.

Por que Cachoeiro de Itapemirim é tão importante?

Cachoeiro não se resume à presença de mármore no subsolo. O município tornou-se o principal centro de conhecimento, transformação e prestação de serviços da cadeia capixaba. É onde se concentram empresas de beneficiamento, fornecedores, manutenção industrial, instituições de ensino e uma feira que reúne compradores e profissionais de várias etapas do setor.

Na Rais 2023, compilada pelo Observatório Findes, Cachoeiro tinha 465 dos 1.378 estabelecimentos formais capixabas classificados nas cinco atividades analisadas. Também reunia 5.915 dos 17.359 empregos formais. Isso equivale a aproximadamente um terço das empresas e dos postos diretos capturados por esse recorte.

A cidade abriga o Campus Cachoeiro do Ifes, que mantém pesquisa e formação ligada ao setor, e instituições como o Cetemag. Esse ambiente explica por que o município continua relevante mesmo quando uma jazida, um bloco ou uma empresa exportadora está registrada em outra cidade.

Quanto o Espírito Santo exporta e para onde vende?

Em 2025, as exportações brasileiras de rochas naturais chegaram a US$ 1,48 bilhão. O Espírito Santo respondeu por US$ 1,16 bilhão, ou 78,5% do valor nacional, segundo a Centrorochas. O resultado capixaba cresceu 12,2% em relação a 2024 e foi o maior da série em faturamento nominal.

Indicador de 2025 Resultado O que significa
Exportação do Espírito Santo US$ 1,16 bilhão Recorde nominal e 12,2% acima de 2024.
Participação no Brasil 78,5% Quase quatro de cada cinco dólares exportados pelo país tiveram origem fiscal no estado.
Quartzitos US$ 703,3 milhões Crescimento de 32,5%, compensando quedas em granito e mármore.
Estados Unidos US$ 744,2 milhões Continuaram como o maior mercado comprador das empresas capixabas.
Serra US$ 381,7 milhões 33,4% do valor exportado pelo estado.
Cachoeiro de Itapemirim US$ 355,6 milhões 31,1% do total capixaba.

O crescimento não foi uniforme. Os quartzitos avançaram, enquanto granito e mármore recuaram 10,1% e 7%, respectivamente. Isso mostra por que um recorde geral não significa que todas as pedreiras e empresas tiveram um ano positivo.

Há ainda uma dependência elevada do mercado norte-americano. Em 2025, os Estados Unidos compraram cerca de 64% do valor capixaba exportado. Mudanças tarifárias, construção civil, juros, câmbio e preferência de arquitetos nesse país podem repercutir diretamente em cidades do Espírito Santo. China, México, Itália, Canadá e Espanha também aparecem entre os destinos relevantes, mas ainda não substituem o peso dos EUA.

Quantos empregos o setor gera e quais profissões existem?

O dado oficial mais consistente reunido no relatório estadual mais recente é o da Rais 2023: 17.359 empregos formais em 1.378 estabelecimentos capixabas de extração e aparelhamento de rochas. Cachoeiro liderava com 5.915 vínculos, seguido por Barra de São Francisco, Serra, Castelo e Colatina.

Por que não usar números grandiosos de “empregos indiretos”? Estimativas antigas circulam sem metodologia atualizada. A Rais permite verificar vínculos formais em atividades definidas, mas não inclui automaticamente caminhoneiros, portos, fabricantes de máquinas, arquitetos e outros trabalhadores que atendem vários setores. Por isso, 17.359 é um recorte direto e comparável, não o impacto total da cadeia.

As ocupações mais numerosas no levantamento incluíam cortador e polidor de pedras, operador de ponte rolante, alimentador de linha de produção, motorista, marmorista, auxiliares administrativos e profissionais de manutenção. Há ainda oportunidades para técnicos em mineração, segurança do trabalho, mecânica, elétrica e automação; engenheiros; geólogos; designers; vendedores; analistas de qualidade, logística e comércio exterior.

Como se preparar para trabalhar com rochas ornamentais

  • Produção: procure qualificação em leitura de medidas, classificação de materiais, operação segura de máquinas, movimentação de chapas e controle de qualidade.
  • Manutenção e automação: conhecimentos em mecânica, elétrica, sensores, comandos e manutenção preventiva ampliam as possibilidades.
  • Mineração: formação técnica ou superior, habilitação compatível e domínio de segurança e licenciamento são essenciais.
  • Comercial e exportação: inglês, negociação, documentação, fotografia de chapas, logística e atendimento a arquitetos e distribuidores fazem diferença.
  • Projeto e aplicação: marmoristas, arquitetos e designers precisam entender desempenho, paginação, acabamento, instalação e manutenção da pedra.

O Ifes Campus Cachoeiro oferece especialização em tecnologias de produção de rochas ornamentais, com abertura por edital. Senai, Cetemag e empresas também promovem cursos e treinamentos, mas turmas e pré-requisitos mudam. Para vagas atuais, consulte o painel das agências do Sine no Espírito Santo e pesquise termos como “marmorista”, “polidor”, “ponte rolante”, “produção”, “manutenção” e “rochas”.

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Onde entram tecnologia e inovação?

A imagem de uma atividade puramente braçal está incompleta. A indústria moderna usa fio diamantado na extração, teares multifio, resinas, secagem controlada, linhas automáticas de polimento, corte por comando numérico, leitura digital de chapas, softwares de aproveitamento, tratamento de água e sistemas de rastreabilidade.

A tecnologia busca resolver quatro problemas econômicos ao mesmo tempo: aumentar o aproveitamento do bloco, manter padrão de acabamento, reduzir paradas e entregar peças com maior valor agregado. Também pode reduzir consumo de água e geração de perdas, embora não elimine os impactos da mineração.

Em 2025, o Ifes anunciou um projeto para avaliar o ciclo de vida das rochas ornamentais brasileiras e criar uma plataforma de desempenho ambiental. O trabalho indica uma mudança relevante: compradores internacionais, arquitetos e grandes obras exigem cada vez mais informações verificáveis sobre origem, energia, água, resíduos e emissões.

O Espírito Santo também possui um ecossistema de inovação que pode aproximar indústria, universidades e startups. Soluções de visão computacional, manutenção preditiva, gestão de resíduos, logística e eficiência energética têm aplicação direta na cadeia. Essa conexão é especialmente relevante para empresas que precisam elevar produtividade e comprovar desempenho ambiental sem depender apenas da compra de máquinas.

Quais são os principais impactos ambientais e riscos do trabalho?

A importância econômica não elimina os custos ambientais. A extração altera a paisagem, movimenta solo e rocha, gera ruído, poeira, vibração, tráfego pesado e áreas que precisam de recuperação. O beneficiamento consome água e energia e produz fragmentos e finos, material conhecido pela sigla FIBRO.

O Iema mantém regras específicas para o licenciamento e o gerenciamento dos finos do beneficiamento. A Instrução Normativa nº 12-N/2023 define critérios de controle preventivo para as empresas do Espírito Santo. Entre as medidas esperadas estão circuito de água, decantação ou filtragem, armazenamento adequado, destinação regular e registros que permitam rastrear o resíduo.

Parte dos resíduos pode ser aproveitada em materiais de construção e novos produtos, desde que haja caracterização técnica e atendimento às normas. Chamar qualquer reaproveitamento de “sustentável”, porém, é precipitado: é preciso avaliar transporte, energia, estabilidade, contaminação, durabilidade e escala real de uso.

Saúde e segurança

Na extração, a NR-22 disciplina segurança e saúde na mineração. No corte e acabamento, a exposição a poeiras minerais, inclusive sílica, exige controle. A NR-15 determina sistemas de umidificação em máquinas e ferramentas para minimizar ou eliminar a geração de poeira, além de proibir jateamento com areia como abrasivo.

A movimentação de blocos e chapas também requer treinamento, equipamentos adequados, inspeção de cabos, cintas, garras, cavaletes e pontes rolantes, além de isolamento da área. Para o trabalhador, segurança não deve ser reduzida ao uso de EPI: projeto da máquina, proteção coletiva, manutenção, procedimento e supervisão são igualmente importantes.

Quais são as principais feiras do setor?

Cachoeiro Stone Fair

A 37ª Cachoeiro Stone Fair está marcada para 25 a 27 de agosto de 2026, das 14h às 20h, no Parque de Exposição Carlos Caiado Barbosa. O evento reúne rochas, máquinas, ferramentas, insumos, tecnologia, compradores, marmoristas, distribuidores e profissionais da construção.

O credenciamento e as regras de acesso devem ser confirmados no site oficial da Cachoeiro Stone Fair. A edição de 2026 foi desenhada para público profissional e inclui o Stone Tec, espaço voltado a conteúdo técnico e demonstrações.

E a Vitória Stone Fair?

A antiga feira realizada na Grande Vitória mudou de nome, escala e cidade. Ela passou a integrar a marca Marmomac Brazil e ocorre em São Paulo. A edição de 2026 foi realizada de 24 a 26 de fevereiro; a organização anunciou a próxima para 2 a 4 de março de 2027.

Atenção a calendários desatualizados: páginas antigas ainda associam a Vitória Stone Fair ao Espírito Santo. Para planejar viagem ou exposição, confira sempre o endereço no site oficial do evento.

Existe turismo industrial de rochas ornamentais no Espírito Santo?

O Governo do Estado já divulgou uma Rota do Mármore e do Granito voltada principalmente ao turismo de negócios. Porém, até a atualização deste artigo, não foi localizado um calendário público contínuo que permita ao turista chegar a pedreiras ou fábricas sem agendamento.

Na prática, as experiências mais acessíveis ocorrem durante feiras, missões técnicas, visitas de universidades, compradores e grupos previamente autorizados. Uma pedreira ativa não é um mirante: há detonações, cortes, equipamentos pesados, desníveis e circulação de blocos. Entrar sem autorização coloca o visitante e os trabalhadores em risco.

Quem deseja conhecer o setor deve procurar a organização da Cachoeiro Stone Fair, instituições de ensino, associações empresariais ou a empresa a ser visitada. Confirme por escrito data, responsável, idade mínima, vestimenta, calçado, equipamentos de proteção e permissão para fotografar. Para um passeio turístico convencional, combine a viagem com o patrimônio cultural e natural de Cachoeiro de Itapemirim, sem contar com acesso espontâneo a áreas industriais.

Perguntas frequentes

Qual cidade mais produz rochas ornamentais no Espírito Santo?

A resposta depende do indicador. Cachoeiro lidera em estabelecimentos e empregos formais no recorte da Rais 2023. Serra liderou o valor exportado em 2025. Extração física por município exige consulta específica aos dados minerais, porque exportação não revela a origem geológica do bloco.

Por que Cachoeiro é chamado de Capital do Mármore e do Granito?

Porque concentra há décadas beneficiamento, fornecedores, conhecimento técnico, empregos e negócios ligados à pedra natural. Sua relevância é industrial e institucional, não apenas geológica.

Barra de São Francisco é a Capital do Granito?

Sim. A Lei Estadual nº 9.928 concedeu ao município o título de Capital Estadual do Granito. A cidade integra o polo de extração e beneficiamento do noroeste capixaba.

Quantos empregos o setor gera no estado?

A Rais 2023 registrou 17.359 empregos formais em cinco atividades diretamente ligadas à extração e ao aparelhamento de rochas no Espírito Santo. O número não representa automaticamente toda a cadeia indireta.

Qual é o principal destino das rochas capixabas?

Os Estados Unidos. Em 2025, compraram US$ 744,2 milhões em rochas naturais exportadas pelo Espírito Santo, cerca de 64% do valor estadual.

A Vitória Stone Fair ainda acontece em Vitória?

Não. O evento foi transformado em Marmomac Brazil e passou a ocorrer em São Paulo. No Espírito Santo, a feira setorial confirmada é a Cachoeiro Stone Fair.

É possível visitar uma pedreira?

Somente com autorização e organização prévia. Não há visitação livre. Confirme as regras com a empresa ou instituição responsável e siga todas as exigências de segurança.

Rochas naturais são uma escolha sustentável?

Não existe resposta automática. A durabilidade pode ser uma vantagem, mas extração, energia, água, perdas, transporte e destinação de resíduos precisam ser avaliados. Origem rastreável e dados ambientais são mais úteis do que slogans.

Fontes e metodologia

O artigo cruza comércio exterior, mercado de trabalho, geologia, licenciamento, formação profissional e agendas oficiais de eventos. Valores de exportação se referem a 2025; empregos e estabelecimentos usam a Rais 2023, base consolidada apresentada no relatório estadual publicado em 2025.

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