Uma forte tempestade no RS colocou grande parte do Rio Grande do Sul sob alerta de grande perigo nesta terça-feira, 28 de julho. O aviso do Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuva intensa, ventos fortes, granizo e elevado risco de alagamentos.
O alerta começou às 10h desta terça e permanece válido até as 12h de quarta-feira, 29. Segundo o Inmet, a chuva pode superar 60 milímetros em uma hora ou ultrapassar 100 milímetros durante o dia.
Quais regiões estão no alerta de grande perigo?
A área destacada pelo Inmet cobre grande parte do território gaúcho. Entre as regiões atingidas estão a Metropolitana de Porto Alegre, Serra, Noroeste, Centro Ocidental, Centro Oriental, Nordeste, Sudeste e Sudoeste do estado.
O aviso também alcança trechos do Oeste e do Sul de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Uruguaiana, Bagé e Santa Cruz do Sul aparecem entre os municípios localizados nas áreas de maior atenção.
| Início do aviso | Terça-feira, 28 de julho, às 10h |
|---|---|
| Fim previsto | Quarta-feira, 29 de julho, às 12h |
| Chuva | Acima de 60 mm por hora ou superior a 100 mm durante o dia |
| Vento | Possibilidade de rajadas superiores a 100 km/h no aviso de grande perigo |
| Outros riscos | Granizo, queda de árvores, cortes de energia, danos em construções e alagamentos |
Acumulados podem superar 150 milímetros
A previsão numérica do Inmet aponta áreas com acumulados superiores a 100 milímetros entre a noite de segunda-feira, 27, e o início de quinta-feira, 30.
Em pontos isolados, principalmente onde as tempestades permanecerem por mais tempo, os volumes podem passar de 150 milímetros durante todo o período analisado.
O Inmet explica que uma frente fria sobre o Oceano Atlântico, combinada com uma área alongada de baixa pressão e o transporte de ar quente e úmido, mantém a atmosfera instável sobre o Sul do país.
Rios têm risco muito alto de inundação
Além da chuva prevista, a Defesa Civil acompanha a elevação de rios que já receberam grandes volumes de água nos últimos dias.
Na manhã desta terça-feira, o órgão estadual publicou alertas vermelhos para o Rio Uruguai, em Itaqui e Uruguaiana, e para o Rio dos Sinos, em São Leopoldo.
O aumento da chuva também mantém a atenção sobre outras bacias importantes, como Taquari-Antas, Caí, Jacuí e Sinos. Os níveis podem continuar subindo mesmo depois que a chuva enfraquecer, pois a água leva algum tempo para percorrer os rios.
O Capixaba da Gema acompanha os temporais registrados no Rio Grande do Sul em julho de 2026 e a situação das inundações no estado.
Granizo já causou danos no Noroeste do RS
O novo alerta ocorre um dia depois de uma forte chuva de granizo atingir Santo Antônio das Missões. O temporal durou menos de cinco minutos, mas danificou aproximadamente 500 casas.
O episódio mostra que tempestades rápidas também podem causar prejuízos importantes. Telhados, janelas, veículos, plantações e redes elétricas estão entre as estruturas mais vulneráveis.
Veja também a reportagem sobre o granizo que danificou cerca de 500 casas em Santo Antônio das Missões.
Como se proteger durante a tempestade?
- Procure abrigo em uma construção segura e evite permanecer ao ar livre.
- Não fique perto de árvores, postes, placas ou estruturas que possam cair.
- Desligue aparelhos elétricos e, quando houver risco de alagamento, o quadro geral de energia.
- Guarde documentos, medicamentos e objetos importantes em sacos plásticos.
- Não atravesse áreas inundadas nem tente passar com veículos por ruas alagadas.
- Evite subir em telhados durante chuva, vento ou descargas elétricas.
- Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo 199 ou os Bombeiros pelo 193.
Quando o tempo deve melhorar?
Na quarta-feira, as áreas de instabilidade devem avançar em direção ao Paraná e ao sul de Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda podem registrar chuva e trovoadas.
A tendência é de diminuição gradual da instabilidade em parte do estado na quinta-feira. Entretanto, rios e áreas baixas podem permanecer sob risco depois do fim da chuva.
A população deve acompanhar os avisos mais recentes e não utilizar apenas imagens antigas dos mapas. A Defesa Civil também recomenda ativar os alertas enviados por celular e consultar as orientações do próprio município.






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