Um forte terremoto no Japão atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, nesta terça-feira, 28 de julho. O tremor provocou feridos, incêndios, apagões e interrupções nos transportes do sul do país.
A Agência Meteorológica do Japão divulgou magnitude preliminar de 7,1. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos revisou sua estimativa para 6,8. As diferenças podem ocorrer porque as instituições utilizam métodos próprios para calcular a magnitude.
Terremoto provocou danos em estradas e edifícios
Imagens divulgadas por emissoras japonesas mostraram construções danificadas, incêndios e grandes rachaduras em estradas. Uma composição ferroviária de carga também descarrilou.
Registros compartilhados nas redes sociais mostram danos severos em trechos da Via Expressa de Kyushu. Partes de uma ponte aparentam ter se deslocado e separado nas juntas de dilatação após o tremor.
Imagens compartilhadas no X mostram danos atribuídos ao terremoto em uma estrutura da Via Expressa de Kyushu.
A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o governo ainda avalia a extensão completa dos danos. Segundo ela, foram recebidos relatos de feridos, quedas de energia, incêndios e problemas em pontes, estradas e construções.
Um vídeo publicado nas redes sociais também mostra um edifício balançando durante os tremores intensos registrados em Kumamoto.
Registro compartilhado no X mostra a movimentação de um edifício durante o terremoto.
Parte das paredes de pedra do Castelo de Kumamoto também teria sido atingida. O monumento, um dos principais pontos turísticos da região, já havia sofrido danos durante a sequência de terremotos registrada em 2016.
| Local atingido | Província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, sul do Japão |
|---|---|
| Magnitude | 7,1 segundo a Agência Meteorológica do Japão; 6,8 na medição revisada do USGS |
| Feridos | Mais de 50 atendimentos relatados; balanço geral ainda preliminar |
| Falta de energia | Cerca de 40 mil imóveis afetados |
| Evacuações | Mais de 150 mil pessoas orientadas a procurar centros de evacuação |
| Tsunami | Aviso para ondas de até um metro foi emitido e posteriormente suspenso |
Alerta de tsunami foi suspenso
Após o terremoto, as autoridades emitiram um aviso de tsunami para áreas próximas aos mares de Ariake e Yatsushiro. A previsão inicial indicava possibilidade de ondas de até um metro.
Moradores de regiões costeiras receberam orientação para se afastar do mar. O aviso foi retirado posteriormente, sem registro de ondas destrutivas relacionadas ao tremor.
Trens foram suspensos e aeroporto fechou a pista
A JR Kyushu interrompeu temporariamente serviços ferroviários para realizar inspeções de segurança. A suspensão atingiu linhas locais e os trens-bala Shinkansen.
O Aeroporto de Aso Kumamoto fechou sua pista. Companhias aéreas cancelaram ou desviaram voos enquanto equipes avaliavam possíveis danos na estrutura.
As operadoras KDDI e Docomo também registraram falhas em serviços de telefonia móvel. Segundo as empresas, os problemas estavam relacionados a quedas de energia e falhas nas linhas de transmissão.
A fabricante de chips TSMC retirou funcionários de sua unidade na região por precaução. Sony e outras empresas com fábricas em Kyushu também iniciaram verificações internas.
Usinas nucleares não apresentaram irregularidades
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão informou que não foram identificadas anormalidades nas instalações nucleares próximas da região atingida.
As inspeções continuam porque terremotos fortes podem afetar redes elétricas, sistemas de resfriamento e rotas de acesso. Até a última atualização, não havia indicação de problema nuclear relacionado ao tremor.
Risco de réplicas e deslizamentos permanece
A Agência Meteorológica do Japão alertou que novos tremores fortes podem ocorrer durante aproximadamente uma semana. A atenção deve ser maior nos primeiros dias após o terremoto principal.
As autoridades também chamaram a atenção para o risco de deslizamentos. O tremor pode desestabilizar encostas, principalmente em locais com solo úmido ou estruturas naturais já fragilizadas.
Um vídeo compartilhado no X atribui ao terremoto um deslizamento ocorrido no Monte Mayu, em Shimabara, na província de Nagasaki.
Publicação atribui ao terremoto um deslizamento no Monte Mayu, em Shimabara. A informação depende de confirmação oficial.
- Evite entrar em prédios com rachaduras ou sinais de instabilidade.
- Mantenha distância de muros, postes, pontes e estruturas danificadas.
- Não retorne à costa enquanto houver restrições das autoridades.
- Prepare documentos, água, medicamentos e itens básicos para uma possível evacuação.
- Acompanhe informações de órgãos oficiais e emissoras locais.
Kumamoto sofreu grande terremoto em 2016
A região já enfrentou uma sequência de terremotos devastadores em abril de 2016. Naquele período, milhares de edifícios foram destruídos ou danificados, incluindo partes do Castelo de Kumamoto.
O histórico aumenta a preocupação com réplicas e estruturas que passaram por reparos após o desastre anterior. Equipes de emergência e integrantes das Forças de Autodefesa foram enviados para acompanhar a situação e auxiliar no levantamento dos danos.
O Japão possui sistemas avançados de alerta e construções projetadas para resistir a tremores. Entretanto, terremotos superficiais e próximos de áreas urbanas ainda podem provocar danos graves.
O caso não possui relação direta com o terremoto e tsunami que atingiram o Japão em 2011. O tremor atual ocorreu em outra região, e o aviso de tsunami foi suspenso.





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