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Frente fria provoca ventos de 125 km/h e deixa cinco mortos em SP e RJ

A passagem de uma frente fria provocou rajadas superiores a 100 km/h, mortes, quedas de árvores, apagões e interrupções nos transportes de São Paulo e do Rio.

Por · 29 de julho de 2026 · 8 minutos

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A passagem de uma frente fria provocou uma forte ventania em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29), deixando cinco mortos e causando danos em cidades do interior, do litoral e das regiões metropolitanas dos dois estados.

Em São Paulo, três mortes foram relacionadas aos ventos fortes. No Rio de Janeiro, duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na região central da capital.

As rajadas ultrapassaram 100 km/h, derrubaram árvores e estruturas, interromperam o fornecimento de energia e afetaram portos, travessias marítimas, aeroportos, metrô e trens urbanos.

Atualizado em 29 de julho de 2026, às 20h10.

Resumo da ventania em SP e RJ
  • Mortes: três em São Paulo e duas no Rio de Janeiro.
  • Maior rajada em SP: 124,9 km/h em Itaporanga.
  • Maior rajada no Rio: 105,5 km/h no Aeroporto do Galeão.
  • Cidades paulistas com mortes: Santos, Cesário Lange e São Sebastião.
  • Ocorrência fatal no Rio: queda de muro em Santa Teresa.
  • Principais impactos: árvores caídas, apagões e interrupções nos transportes.
  • Previsão: o risco de rajadas ainda exige atenção até a manhã de quinta-feira (30).
Balanço ainda pode mudar

Equipes de emergência continuam atendendo ocorrências e avaliando os danos. Os números de árvores caídas, imóveis afetados, voos cancelados e pessoas atendidas podem ser atualizados pelas autoridades.

Abrir índice
  1. Cinco mortes confirmadas
  2. Onde o vento foi mais forte
  3. Estragos em Santos
  4. Porto e travessias interrompidos
  5. Mortes e ocorrências no Rio
  6. Metrô, trens e aeroportos afetados
  7. Por que o vento ficou tão forte
  8. O risco continua?
  9. Como se proteger
  10. Perguntas frequentes

Ventania deixa cinco mortos em São Paulo e no Rio

Três mortes foram registradas no estado de São Paulo. Em Santos, uma pessoa morreu após ser atingida pela queda de uma árvore durante a passagem da ventania.

Em Cesário Lange, na região de Sorocaba, um homem morreu depois que uma árvore caiu sobre o veículo em que ele estava.

A terceira morte paulista ocorreu em São Sebastião, no litoral Norte. A vítima estava em uma embarcação que virou durante os ventos fortes registrados no mar.

No Rio de Janeiro, duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa. O Corpo de Bombeiros confirmou as mortes no início da noite.

Até a atualização desta matéria, as autoridades não haviam divulgado um balanço consolidado de todas as pessoas feridas nos dois estados.

Ventos chegaram a 124,9 km/h em São Paulo

A maior velocidade divulgada em São Paulo foi registrada em Itaporanga, onde a rajada alcançou 124,9 km/h.

Outras cidades também registraram ventos considerados muito fortes. Os dados foram atualizados ao longo do dia, por isso alguns balanços publicados anteriormente apresentavam velocidades menores.

Local Rajada registrada
Itaporanga, SP 124,9 km/h
Taquarituba, SP 117 km/h
Itanhaém, SP 111 km/h
Itaberá, SP 88,6 km/h
Santos, SP 83,7 km/h
Aeroporto do Galeão, RJ 105,5 km/h
Aeroporto Santos Dumont, RJ 70,3 km/h

Uma rajada é a elevação repentina da velocidade do vento durante um período curto. Por isso, ela não representa necessariamente a velocidade mantida durante toda a passagem do sistema.

Santos teve morte, árvores caídas e danos em estruturas

Santos foi uma das cidades mais afetadas pela frente fria. A ventania derrubou árvores, postes, semáforos e estruturas em diferentes bairros.

Também foram registrados destelhamentos, quedas de muros e danos em veículos. Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da prefeitura foram mobilizadas para liberar ruas e retirar árvores.

Uma das ocorrências mais graves terminou com a morte de um homem atingido por uma árvore. A vítima estava em uma área próxima a um dos canais da cidade.

Os moradores receberam alertas da Defesa Civil para procurar abrigo e evitar permanecer perto de árvores, postes, coberturas e estruturas metálicas.

Vento superou a previsão inicial

A previsão indicava rajadas próximas de 90 km/h na Baixada Santista, mas diferentes pontos do litoral paulista registraram velocidades superiores a 100 km/h.

Porto de Santos e travessias foram interrompidos

A navegação no canal do Porto de Santos foi temporariamente interrompida por segurança durante o período de rajadas mais intensas.

As operações na região da Ilha Barnabé também sofreram restrições. Dentro da área portuária, houve queda de árvores, movimentação de estruturas e danos em instalações.

As travessias de balsas entre Santos e Guarujá, Santos e Vicente de Carvalho e Bertioga e Guarujá foram suspensas enquanto as condições de navegação permaneciam inseguras.

A interrupção provocou filas e obrigou motoristas a buscar caminhos alternativos pela malha rodoviária da Baixada Santista.

Rio teve duas mortes e 185 ocorrências atendidas

No Rio de Janeiro, a chegada da frente fria provocou rajadas fortes e muito fortes durante a tarde.

O Corpo de Bombeiros informou que havia atendido 185 ocorrências relacionadas ao vento no estado até o início da noite.

  • 93 atendimentos relacionados a árvores;
  • 31 salvamentos de pessoas;
  • cinco ocorrências de desabamento;
  • outras chamadas por objetos e estruturas em risco.

As duas mortes ocorreram em Santa Teresa, depois que um muro caiu durante a ventania. Árvores também bloquearam ruas e atingiram veículos em diferentes regiões da capital.

O Centro de Operações do Rio manteve equipes acompanhando ocorrências em vias importantes, incluindo áreas do Recreio, Zona Oeste, Centro e acessos à Avenida Brasil.

Apagão interrompeu metrô, trens e voos no Rio

A queda de energia atingiu bairros da Zona Sul, Centro, Tijuca, Barra da Tijuca e outras áreas da capital fluminense.

A falha afetou a circulação do MetrôRio. A Linha 2 chegou a ser interrompida, enquanto as linhas 1 e 4 também tiveram restrições. Por volta das 19h, os intervalos estavam em processo de normalização.

Nos trens urbanos, quase todos os ramais continuavam paralisados às 19h30. O ramal Santa Cruz, operando como parador, havia iniciado a retomada.

Passageiros devem conferir a operação

Como a situação pode mudar ao longo da noite, os usuários devem verificar os canais oficiais das concessionárias antes de se dirigir às estações.

Aeroporto Santos Dumont suspendeu pousos e decolagens

O Aeroporto Santos Dumont suspendeu as operações às 16h52 devido às condições meteorológicas.

Até o início da noite, sete voos haviam sido desviados para outros aeroportos e sete decolagens foram canceladas. O terminal também acionou geradores durante uma interrupção de energia.

O Aeroporto Internacional do Galeão manteve as operações, embora tenha registrado rajadas de 105,5 km/h e recebido parte das aeronaves desviadas.

Por que a frente fria provocou ventos tão fortes?

A frente fria avançou pelo Sudeste acompanhada por uma área de baixa pressão sobre o oceano. Ao mesmo tempo, havia ar mais quente sobre parte do continente.

Esse contraste aumentou a diferença de pressão atmosférica entre as regiões. Quanto maior essa diferença em uma distância relativamente curta, maior pode ser a velocidade do vento.

A chegada do sistema também favoreceu tempestades e correntes descendentes capazes de transportar ventos mais fortes das camadas superiores da atmosfera até a superfície.

Embora os danos possam lembrar os provocados por tornados, a ventania atingiu áreas extensas. O Capixaba da Gema explica a diferença entre tornado, ciclone, furacão e ventos costeiros.

Rajadas acima de 100 km/h não significam automaticamente que houve tornado. Vendavais associados a frentes frias também podem produzir ventos destrutivos.

O risco de vento forte continua?

O alerta meteorológico no Rio de Janeiro permanecia válido até as 7h de quinta-feira (30), principalmente para regiões litorâneas.

Em São Paulo, a Defesa Civil havia alertado para chuva, raios, queda de temperatura e ventos fortes entre quarta e quinta-feira.

Mesmo com a redução das rajadas em algumas cidades, árvores e estruturas danificadas podem continuar oferecendo risco depois da passagem do sistema.

A orientação é evitar áreas isoladas e respeitar bloqueios realizados pelas equipes de emergência.

Como se proteger durante ventos fortes

  • permaneça dentro de uma construção resistente;
  • mantenha distância de janelas e portas de vidro;
  • não fique debaixo de árvores, postes ou placas;
  • retire objetos soltos de varandas e quintais;
  • não estacione o veículo sob árvores;
  • evite praias, costões, píeres e embarcações;
  • não toque em fios elétricos caídos;
  • acompanhe os alertas da Defesa Civil.

Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193. Ocorrências relacionadas à rede elétrica devem ser comunicadas à concessionária responsável pela região.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas morreram durante a ventania?

Cinco mortes haviam sido confirmadas até as 20h10: três no estado de São Paulo e duas no Rio de Janeiro.

Onde ocorreu a maior rajada de vento?

A maior velocidade divulgada em São Paulo foi de 124,9 km/h em Itaporanga. No Rio, o Aeroporto do Galeão registrou 105,5 km/h.

A ventania foi causada por um tornado?

Não há indicação de que os danos generalizados em São Paulo e no Rio tenham sido provocados por um único tornado. As rajadas estavam associadas à passagem de uma frente fria e a diferenças de pressão atmosférica.

O Porto de Santos foi fechado?

A navegação no canal foi temporariamente interrompida por segurança durante as rajadas mais fortes. As operações podem ser retomadas conforme as condições meteorológicas e marítimas.

O metrô e os trens do Rio voltaram a funcionar?

O metrô estava em processo de normalização às 19h. Nos trens, apenas o ramal Santa Cruz havia iniciado a retomada, enquanto os demais permaneciam paralisados no balanço das 19h30.

Outro evento meteorológico severo registrado nesta semana foi o tornado que atingiu Giruá e cidades vizinhas no Rio Grande do Sul.

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