Diego, uma tartaruga-gigante das Galápagos, tornou-se um herói da conservação ao ajudar a salvar sua espécie da extinção.
Por: Capixaba da Gema
Graças ao impulso de Diego, uma única tartaruga mudou o destino de toda a sua espécie.
O Desastre
🔹 Anos 1970: na Ilha Española de Galápagos, havia apenas ~14 exemplares da espécie Chelonoidis hoodensis — 12 fêmeas e apenas 2 machos
O Escolhido
🔹 Diego, nascido na década de 1910 na Española, foi capturado e levado ao Zoológico de San Diego
🔹 Em 1976–77, testes de DNA confirmaram que ele pertencia à espécie ameaçada, e foi transportado para o programa de reprodução em Santa Cruz
O Protagonista
🔹 Na espécie haviam apenas 3 machos férteis; Diego se destacou por ser extremamente ativo sexualmente — agressivo, vocal e dominante
O Impacto
🔹 Ao longo de mais de quatro décadas, Diego gerou cerca de 800 filhotes, representando cerca de 40% da população atual da espécie
🔹 A população total chegou a mais de 2.000 indivíduos na Ilha Española
Sucesso da Conservação
🔹 Graças ao programa, a espécie deixou de ser criticamente ameaçada e tornou-se autossustentável
🔹 O programa de reprodução foi oficialmente encerrado em janeiro de 2020, após alcançar sua meta de conservação
A Aposentadoria
🔹 Em junho de 2020, Diego e outros 14 tartarugas reprodutoras foram libertados na Ilha Española, retornando ao seu habitat natural com tranquilidade
Longevidade e Legado
🔹 Com mais de 100 anos, Diego agora vive livre entre sua própria descendência e tornou-se símbolo vivo de um sucesso raro na conservação da vida selvagem
🔹 Estima-se que ele ainda possa viver até 150 anos