Túmulo de Maria Gilda: O mistério da água em Santa Leopoldina (ES)
Milagre ou ciência? Descubra o mistério do túmulo que nunca seca em Santa Leopoldina e atrai fiéis em busca de cura.
Em meio às montanhas capixabas, um fenômeno desafia a lógica e atrai milhares de fiéis há quase um século. Localizado no Cemitério Campo Santo, em Santa Leopoldina, o túmulo da menina Maria Gilda tornou-se um dos pontos de peregrinação mais intrigantes do Espírito Santo.
A razão? Segundo relatos locais e visitantes, a sepultura permanece constantemente cheia de água, mesmo durante as secas mais severas, e o líquido é considerado milagroso por muitos devotos.
Se você deseja conhecer essa história de fé e mistério, preparamos um guia completo com tudo o que você precisa saber.
💧 A Lenda: Quem foi Maria Gilda?
A história remonta ao início do século XX. Maria Gilda era uma criança que teve sua vida abreviada tragicamente em 1923. De acordo com a tradição oral da cidade, a menina faleceu vítima de um acidente doméstico (afogamento) enquanto era banhada por sua avó, Maria Zelinda Avancini.
A avó, uma figura conhecida na cidade por sua caridade e bondade, também é peça central nessa história. Muitos acreditam que a fé de Dona Zelinda e a inocência da neta contribuíram para o fenômeno que se seguiu após o sepultamento.
O Fenômeno da Água
O que atrai cientistas e religiosos é a física do local. O túmulo foi construído acima do solo, em uma estrutura de concreto. Logicamente, não deveria reter água, muito menos brotar.
No entanto, há décadas a sepultura se mantém com água limpa. Visitantes relatam que, ao retirarem a água para levar para casa (em busca de cura), o túmulo volta a se encher inexplicavelmente, sem canos ou fontes visíveis.
📍 Onde Fica e Como Chegar
O túmulo está localizado na zona urbana de Santa Leopoldina, cidade histórica a cerca de 47 km de Vitória.
Local: Cemitério Campo Santo.
Endereço de Referência: O cemitério fica no alto de uma colina no centro da cidade. O acesso é íngreme, mas pavimentado.
Como Chegar de Carro: Saindo de Vitória, siga pela Rodovia ES-080 passando por Cariacica e Santa Leopoldina. A viagem dura cerca de 1 hora.
Dica: Ao chegar no cemitério, pergunte aos funcionários ou moradores onde fica o “túmulo da menina da água”. É o local mais visitado e fácil de identificar pela quantidade de garrafas e flores deixadas por fiéis.
🙏 O Que Fazer: Turismo Religioso e Cultural
A visita ao túmulo é rápida, mas pode ser combinada com um roteiro cultural pela cidade, que é um berço da imigração europeia no estado.
Visita ao Túmulo: Momento de oração e curiosidade. Muitos levam garrafas vazias para coletar um pouco da água, atribuindo a ela poderes de cura para aflições físicas e espirituais.
Centro Histórico: Santa Leopoldina possui um dos conjuntos arquitetônicos mais preservados do ES. Visite a Rua do Comércio, onde casarões antigos contam a história dos imigrantes.
Museu do Colono: Fica na rua principal e é parada obrigatória para entender a história das famílias locais (como a família de Maria Gilda).
🎒 Infraestrutura e Dicas Importantes
Acesso: O cemitério é um local público e gratuito. Respeite o silêncio e a fé dos peregrinos.
Horário: Funciona em horário comercial (geralmente das 7h às 17h), mas confirme com a prefeitura em feriados.
Acessibilidade: Por ficar em um morro, a subida a pé exige fôlego. De carro, é possível chegar até o portão.
Onde Comer: A cidade tem ótimos restaurantes de comida caseira e pomerana no centro, próximos ao cemitério.
Conclusão: Milagre ou Mistério?
Para a ciência, uma incógnita geológica ou pluvial. Para o povo, um milagre. O túmulo de Maria Gilda transcende explicações lógicas e se firma como um patrimônio imaterial de Santa Leopoldina.
Independentemente da sua crença, visitar o local é uma experiência antropológica fascinante e uma oportunidade de conectar-se com as raízes profundas da fé capixaba.
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