Frio de 0°C no ES? Descubra as 5 cidades mais geladas do estado
Vinho, lareira e charme europeu: descubra as cidades mais frias das montanhas capixabas para seu roteiro de inverno.
Quem disse que o Espírito Santo é feito apenas de praias? Nas montanhas capixabas, o clima europeu, a gastronomia de excelência e as temperaturas que podem chegar a 0°C (ou menos!) transformam a região em um dos destinos de inverno mais cobiçados do Brasil.
Confira abaixo o guia definitivo das cidades mais frias do ES, com dicas atualizadas de o que fazer, onde comer e como chegar.
1. Domingos Martins (Região de Pedra Azul/Aracê)
A “cereja do bolo” do turismo de montanha capixaba.
Frequentemente registrando as menores temperaturas do estado (o distrito de Aracê chegou a 4,8°C em julho de 2025), Domingos Martins é o destino mais estruturado para quem busca luxo, conforto e natureza.
O que fazer:
Rota do Lagarto: Uma estrada cênica e pavimentada de 7km cercada por plátanos e hortênsias, perfeita para fotos.
Parque Estadual da Pedra Azul: Cartão-postal do estado. Vale a pena fazer a trilha até as piscinas naturais (reaberta recentemente, algumas dispensam guia, mas verifique a necessidade de agendamento prévio).
Rua do Lazer (Campinho): No centro da cidade, é um calçadão charmoso repleto de lojas de artesanato e restaurantes alemães.
Gastronomia: O forte é a cozinha alemã e italiana. Não deixe de provar o joelho de porco e os cafés especiais no “Quadrado de São Paulino”.
Como chegar: Acesso pela BR-262 (aprox. 50km de Vitória até o centro e 90km até Pedra Azul). A estrada é duplicada em boa parte e oferece paisagens incríveis.
Infraestrutura: Excelente, com pousadas de alto padrão e hotéis boutique.

2. Venda Nova do Imigrante
A capital nacional do Agroturismo.
Vizinha de Pedra Azul, Venda Nova é famosa por temperaturas baixas (mínimas de 7,7°C registradas em 2025) e pela imersão na cultura dos imigrantes italianos.
O que fazer:
Turismo de Experiência: Visite as fazendas das famílias locais para comprar socol (embutido típico com Indicação Geográfica), queijos premiados (como na Fazenda Carnielli) e cafés especiais.
Festa da Polenta: Ocorre em outubro, mas o “Polentamóvel” e a cultura da polenta estão presentes o ano todo.
Cervejarias Artesanais: A região se consolidou como um polo cervejeiro, com destaque para cervejarias como a Altezza e Tarvos.
Como chegar: Continuando pela BR-262, logo após a região de Pedra Azul.
Infraestrutura: Ótima para famílias, com muitos hotéis-fazenda e pousadas rurais acolhedoras.

3. Santa Teresa
A primeira cidade de colonização italiana do Brasil.
Conhecida como a “Doce Terra dos Colibris”, Santa Teresa une o frio da serra (mínimas em torno de 9°C) à biodiversidade da Mata Atlântica. É um destino romântico e histórico.
O que fazer:
Rua do Lazer: O ponto de encontro noturno, cheio de bares com música ao vivo, massas e vinhos.
Museu Mello Leitão (INMA): Fundado pelo naturalista Augusto Ruschi, é essencial para ver beija-flores e orquídeas.
Circuito Caravaggio: Rota turística que inclui a Casa dos Espumantes, vinícolas e fábricas de massas.
Como chegar: Acesso via Santa Leopoldina ou Fundão (ES-080/ES-261). A estrada é sinuosa e belíssima.
Dica Quente: Em 2025/2026, a cidade tem investido em festivais de inverno de jazz e blues, atraindo um público sofisticado.
4. Dores do Rio Preto (Pedra Menina) e Ibitirama
O frio extremo do Caparaó.
Se o seu objetivo é sentir o frio mais intenso possível, a região do Caparaó Capixaba é o lugar. Aos pés do Pico da Bandeira, as temperaturas negativas e geadas são comuns no inverno.
O que fazer:
Parque Nacional do Caparaó (Entrada ES): Subida ao Pico da Bandeira (3º maior do Brasil). A entrada por Pedra Menina (Dores do Rio Preto) é a mais estruturada do lado capixaba.
Pedra Roxa (Ibitirama): Famosa pelos poços de águas verdes e cristalinas (e geladas!). É um refúgio de natureza bruta.
Cafés Especiais: A região do Caparaó produz alguns dos melhores cafés do mundo. Visitar as cafeterias locais é obrigatório.
Como chegar: A viagem é mais longa (aprox. 4 a 5 horas de Vitória), via BR-101 Sul e depois entrando para Guaçuí/Dores do Rio Preto.
Infraestrutura: Mais rústica que Domingos Martins, focada em campings, pousadas domiciliares e turismo de aventura.

Foto: @drone_Caparaó
5. Santa Maria de Jetibá
Um pedaço da Pomerânia no Brasil.
Uma das cidades mais frias e culturalmente ricas, onde boa parte da população ainda fala o idioma pomerano.
O que fazer:
Caminho Pomerano: Um circuito turístico cultural com casas típicas, artesanato e gastronomia única (como o Brot, pão de milho e inhame).
Pedra do Garrafão: Para quem curte escalada e trilhas mais pesadas.
Infraestrutura: Simples e acolhedora, com foco no agroturismo e vendas de produtos orgânicos (é um dos maiores produtores de ovos e orgânicos do estado).

📝 Dicas Gerais para o Turista (Temporada 2025/2026)
Quando ir: A alta temporada de inverno vai de maio a agosto. Julho é o mês mais frio, mas também o mais cheio. Para economizar e pegar frio, considere junho ou agosto.
O que levar: O clima muda rápido. Leve casacos pesados (“jaquetas de nylon” ou lã), botas e segunda pele. À noite, a temperatura cai bruscamente.
Planejamento: Em feriados e no auge do inverno (especialmente em Domingos Martins e Pedra Azul), faça reservas de restaurantes e hotéis com semanas de antecedência, pois a região lota rapidamente.
Acesso: As estradas principais (BR-262) são boas, mas atenção à neblina densa no final da tarde, comum na região serrana.
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