Olá! Você é daquelas pessoas que desanimam quando o céu fecha e a chuva começa a cair no fim de semana? Ou pior, é um turista que chegou ao Espírito Santo esperando sol e mar, mas se deparou com um tempo nublado? Calma! Não cancele seus planos e nem fique trancado no hotel.
A Grande Vitória possui uma riqueza histórica e cultural que muitas vezes passa despercebida por quem foca apenas nas praias. Dias chuvosos são, na verdade, a oportunidade perfeita para uma imersão na alma capixaba, explorando museus de classe mundial, saboreando a gastronomia premiada e conhecendo a arquitetura que conta a história do Brasil.
Selecionamos e atualizamos as melhores dicas para você transformar um dia cinza em uma experiência inesquecível. Prepare o guarda-chuva (só para o trajeto entre o carro e a porta) e venha descobrir o lado indoor do Espírito Santo.

Convento de Nossa Senhora da Penha: Fé e História no Alto do Penhasco
Muitos pensam no Convento da Penha apenas como um mirante a céu aberto, mas o santuário é, acima de tudo, um tesouro arquitetônico e artístico que pode ser visitado com conforto mesmo sob chuva leve.
Localizado em Vila Velha, este é um dos santuários religiosos mais antigos do Brasil, fundado em 1558 pelo Frei Pedro Palácios. A subida, que em dias de sol é feita a pé pelos devotos, conta com serviço de vans que levam os visitantes do portão até o topo, garantindo que você chegue seco e seguro lá em cima.
Por que visitar na chuva? O interior da igreja é uma joia do barroco e rococó. Com o tempo nublado, a atmosfera dentro do santuário torna-se ainda mais mística e acolhedora. Aproveite para observar com calma os detalhes do altar-mor, revestido em talha dourada, e a histórica imagem da Virgem da Penha.
Além da igreja, a Sala dos Milagres é um local coberto fascinante, onde se pode ver os ex-votos deixados pelos fiéis, contando histórias de fé e superação do povo capixaba. As janelas do convento oferecem uma vista dramática da Baía de Vitória e do Oceano Atlântico, que ganham tons de cinza e azul profundo em dias chuvosos, rendendo fotos poéticas.
A Mata Atlântica que envolve o morro é o pulmão verde da cidade, abrigando 50 hectares de fauna e flora. O trabalho de reflorestamento iniciado na década de 1970 pela Vale, Governo do Estado e o Convento transformou o cenário, que hoje realça o branco das paredes históricas contra o verde vibrante da mata.
Endereço: Rua Vasco Coutinho, s/n° – Prainha, Vila Velha.
Horário de Funcionamento do Portão:
Segunda a sábado: 6h às 17h.
Domingo: 4h às 17h.
Missas: Diariamente (confira horários atualizados no site oficial, geralmente às 7h, 9h, 11h e 15h30 durante a semana).
Dica: Utilize as vans de transporte oficial do Convento (valor aproximado de R$ 6,00 a R$ 10,00 subida/descida) para evitar a caminhada na chuva.
Palácio Anchieta: Uma Viagem de 400 Anos
Se a chuva apertar em Vitória, corra para a Cidade Alta. O Palácio Anchieta não é apenas a sede do Governo do Estado; é um dos edifícios mais importantes da arquitetura jesuítica no Brasil.
Originalmente construído como uma igreja e colégio no século XVI, o prédio guarda em suas paredes a história da colonização capixaba. A restauração concluída em 2009 devolveu à população o acesso a salões nobres, móveis de época e obras de arte de valor inestimável.
Curiosidades que você descobrirá lá dentro:
Arqueologia: Durante as reformas, foram encontrados vestígios arqueológicos e corpos, provavelmente de fidalgos e religiosos, enterrados no terreno, lembrando sua função original de igreja.
A Relíquia: O Padre José de Anchieta, o “Apóstolo do Brasil”, frequentou o local. O Palácio abriga uma relíquia sagrada: um fragmento da tíbia do santo.
Arquitetura: É um dos quatro edifícios no Brasil que utilizam a técnica do Esgrafito, uma técnica mourisca de decoração em reboco. Observe as fachadas com atenção!
O passeio guiado é uma excelente opção para dias chuvosos, pois todo o trajeto é interno. Você visitará o Salão Dourado, o Gabinete do Governador e verá de perto o túmulo simbólico de Anchieta (embora ele tenha sido sepultado na antiga igreja, seus restos foram transladados, mas o local mantém a sacralidade).
Endereço: Praça João Clímaco, s/n, Cidade Alta, Centro, Vitória.
Horário de Visitação (Atualizado):
Terça a sexta: 9h às 17h.
Sábados, domingos e feriados: 9h às 16h.
Entrada: Gratuita.
O Legado das Paneleiras de Goiabeiras
Não há nada mais capixaba do que a Moqueca, e não existe Moqueca Capixaba sem a Panela de Barro. Em dias de chuva, visitar o Galpão das Paneleiras é um programa culturalmente rico e protegido das intempéries.
O galpão é um centro de produção onde dezenas de artesãs trabalham diariamente. O ofício das paneleiras foi o primeiro bem imaterial registrado pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil. Lá, você não apenas compra a panela; você vê a história sendo moldada.
O processo é fascinante e ancestral, herdado diretamente das tribos indígenas. O barro é retirado do Vale do Mulembá, moldado à mão (sem uso de torno), e depois “açoitado” com cascas de mangue vermelho e queimado a céu aberto. O cheiro do tanino e da terra queimada é inconfundível.
O local é coberto e oferece estacionamento, tornando a visita muito prática. É a chance de conversar com as artesãs, entender a técnica e levar para casa uma peça de arte funcional.
Endereço: Rua das Paneleiras, 55 – Goiabeiras, Vitória (próximo à UFES e à Ponte da Passagem).
Horário de Funcionamento:
Segunda a sábado: 8h às 18h30.
Domingo: 8h às 15h (sujeito a alterações em feriados).
Telefone: (27) 3327-0519.
Museu Vale: Atenção à Mudança de Local!
Aqui vai uma informação crucial e atualizada: O histórico edifício da Estação Pedro Nolasco, em Argolas (Vila Velha), onde tradicionalmente funcionava o Museu Vale, entrou em um processo de ampla restauração e readequação. Desde meados de 2022/2023, a sede física em Argolas encontra-se fechada para visitação interna enquanto se prepara para um novo futuro.
Mas não desanime! O Museu Vale continua vivo através do projeto “Museu Vale Extramuros”. As exposições de arte contemporânea e o acervo muitas vezes são levados para outros espaços culturais da Grande Vitória, como o Parque Cultural Reserva (na Enseada do Suá, em Vitória) ou espaços na Prainha.
Dica para substituir a visita a Argolas em dias de chuva: Se você busca a história ferroviária, recomendamos verificar a agenda do Museu Vale Extramuros nas redes sociais para saber onde está a exposição atual. Se o foco for história local em Vila Velha, visite a Casa da Memória, localizada na Prainha (bem perto do Convento). Ela funciona em um casarão do século XIX e possui um acervo rico sobre a colonização do solo espírito-santense, e é totalmente coberta.
Endereço (Sede Histórica em Obras): Antiga Estação Pedro Nolasco, Argolas. (Verifique se reabriu antes de ir).
Status: Atividades itinerantes. Consulte a programação oficial do Instituto Cultural Vale.
Vídeo (Memória): O charme do Museu Vale
Casa de Pedra do Neusso: Uma Curiosidade na Serra
Para quem gosta de arte inusitada e arquitetura orgânica, a Casa de Pedra em Jacaraípe, na Serra, é um destino imperdível.
Construída pelo artista Neusso Ribeiro a partir de 1990, a casa é um feito de determinação. Neusso ergueu a estrutura sozinho, pedra sobre pedra, utilizando materiais recolhidos nos arrecifes da praia e madeiras de reaproveitamento. O resultado é um ambiente que mistura residência, ateliê e galeria de arte, lembrando as obras de Gaudí, mas com uma identidade totalmente capixaba.
A casa é um “abrigo” no sentido literal e poético. Em dias de chuva, a atmosfera interna, com suas formas curvas e iluminação filtrada por vidros coloridos, torna-se extremamente acolhedora. É um local fotogênico e inspirador.
Endereço: Rua Donaldison da Rocha Barros, S/N – Jacaraípe, Serra.
Horário de Visitação: Diariamente, das 8h às 16h/17h (ligue antes para confirmar, pois é a residência do artista).
Contato: (27) 3252-6029 / (27) 99262-8663.
Museu Solar Monjardim: O Século XIX Vive
Voltando a Vitória, no bairro de Jucutuquara, encontra-se o Museu Solar Monjardim. Este é o único museu federal no Espírito Santo e funciona em um casarão colonial autêntico, cuja construção começou na década de 1780.
Visitar o Solar Monjardim em um dia chuvoso é como ser transportado para uma fazenda do século XIX. O casarão era a sede da antiga Fazenda Jucutuquara. O acervo conta com cerca de 4.000 peças, incluindo mobiliário, louças, cristais e utensílios domésticos que mostram como viviam as famílias abastadas da época.
A arquitetura do local, com sua varanda ampla, pátio interno e capela anexa, é preservada com rigor. É um passeio silencioso, educativo e totalmente protegido da chuva.
Endereço: Av. Paulino Müller, s/n, Jucutuquara, Vitória.
Horário de Funcionamento:
Terça a sexta: 9h às 12h e 13h30 às 16h30.
Sábados, domingos e feriados: 13h às 17h.
Entrada: Gratuita.
Ilha das Caieiras: O Conforto da Gastronomia
Quando chove, o apetite aumenta. E não há lugar melhor na Grande Vitória para saciar a fome de cultura e sabor do que a Ilha das Caieiras. Embora o passeio no calçadão seja ao ar livre, a verdadeira atração aqui são os restaurantes.
A Ilha das Caieiras é uma comunidade histórica de pescadores e desfiadeiras de siri. O cenário, cercado pelo manguezal, é de uma beleza rústica. A dica para o dia de chuva é escolher um dos vários restaurantes com varandas cobertas e vista para o mangue.
Peça uma Moqueca Capixaba autêntica ou a famosa Torta Capixaba (tradicionalmente consumida na Semana Santa, mas disponível o ano todo em alguns estabelecimentos). Enquanto a chuva cai lá fora sobre os barcos de pesca, você desfruta do prato mais famoso do estado. Aproveite para comprar doces caseiros e artesanato nas lojinhas locais.
Endereço: Região da Grande São Pedro, Vitória.
Dica: Vá na hora do almoço. A maioria dos restaurantes funciona até o final da tarde.
Centro Cultural Sesc Glória
Localizado em um edifício histórico de 1932 no coração de Vitória, o Sesc Glória é um verdadeiro refúgio cultural. Diferente de apenas um teatro, ele funciona como um complexo de artes com biblioteca, galerias de arte e cinema, tudo em um ambiente climatizado e protegido da chuva.
Destaque Atualizado (Janeiro 2026): O cinema do Sesc Glória está com uma programação especial de férias, exibindo filmes premiados nacionalmente e internacionalmente. As sessões ocorrem geralmente de quarta a sábado. A biblioteca no 4º andar é um espaço silencioso e aconchegante, ideal para ler e ver a chuva cair sobre o centro da cidade através das janelas históricas.
Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória.
Horário de Funcionamento:
Bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h.
Biblioteca: Quarta a sexta, das 10h às 19h; Sábado, das 10h às 18h.
Cinema: Sessões variadas (geralmente às 12h, 14h30, 17h30 e 18h30 – consulte a programação semanal no site).
Ingressos: Preços populares para cinema e teatro (frequentemente gratuitos ou R$ 5,00/R$ 10,00).

Museu do Chocolate Garoto (Chocotour)
Uma das atrações mais famosas do estado, a fábrica da Chocolates Garoto em Vila Velha, oferece uma experiência totalmente coberta. O “Chocotour” leva você para dentro da fábrica para ver a produção dos bombons famosos e termina na loja/museu.
Informação Importante: A visitação é muito concorrida e exige agendamento prévio pelo site (geralmente via Sympla). Não adianta ir sem agendar, especialmente em alta temporada ou dias de chuva.
Endereço: Praça Meyerfreund, 1 – Glória, Vila Velha.
Horário de Visitação (Chocotour):
Segunda a sexta: 09h às 17h (última entrada às 16h).
Sábado: 09h às 14h (última entrada às 13h).
Requisitos: É obrigatório o uso de calçados fechados (tênis) e calça comprida para entrar na área fabril.

Catedral Metropolitana de Vitória
Além de ser um local de fé, a Catedral é uma joia da arquitetura neogótica que merece ser visitada com calma. Em dias de chuva, o interior grandioso oferece um abrigo inspirador.
O que ver: Os vitrais coloridos que contam histórias bíblicas e a imponência de sua nave central. A Catedral oferece visitas guiadas gratuitas onde monitores explicam a história da construção (iniciada em 1920) e detalhes artísticos que passam despercebidos numa visita rápida.
Endereço: Praça Dom Luiz Scortegagna, s/n – Centro, Vitória.
Horário de Visitação:
Diariamente (Igreja aberta): 07h às 19h.
Visitas Guiadas: Quarta a domingo, das 13h às 17h.
Entrada: Gratuita.
MAES – Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo
Também no Centro de Vitória, o MAES é o principal espaço de arte contemporânea do estado. O prédio, projetado pelo arquiteto tcheco Joseph Pitlick na década de 1920, é por si só uma obra de arte.
Por que ir na chuva? As exposições são inteiramente internas. O museu passou por reformas recentes e oferece um ambiente moderno e acessível. É vizinho do Palácio Anchieta e do Sesc Glória, permitindo fazer um “circuito cultural a pé” (com um guarda-chuva) visitando os três no mesmo dia.
Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 631 – Centro, Vitória.
Horário de Funcionamento:
Terça a sexta: 10h às 18h.
Sábados, domingos e feriados: 10h às 16h.
Entrada: Gratuita.
Casa da Memória de Vila Velha
Localizada na charmosa Prainha, próxima ao Convento da Penha, a Casa da Memória funciona em um casarão do século XIX tombado pelo patrimônio histórico.
O Acervo: O museu abriga fotos antigas, documentos e objetos que contam a história da colonização do Espírito Santo e a evolução urbana de Vila Velha. Uma das atrações é o antigo bonde que circulava pela cidade, que fica em uma área coberta anexa. É uma excelente alternativa para quem gosta de história, especialmente enquanto o Museu Vale (em Argolas) passa por readequações.
Endereço: Rua Luciano das Neves, 14 – Prainha, Vila Velha.
Horário de Funcionamento:
Terça a sexta: 09h às 17h.
Sábados, domingos e feriados: 10h às 16h.
Entrada: Gratuita.
Planetário de Vitória (UFES): Uma Viagem ao Espaço
Se o céu lá fora está nublado, o céu do Planetário está sempre limpo e estrelado. Localizado dentro do campus da UFES em Goiabeiras, o Planetário é uma das melhores opções para famílias e curiosos sobre o universo.
Por que ir: A cúpula oferece uma imersão total com projeções do sistema solar, constelações e filmes educativos fulldome. É um ambiente climatizado, escuro e confortável.
Atualização 2025/2026: O Planetário preparou uma Programação Especial de Férias para janeiro, com sessões de terça a sexta-feira. Diferente do resto do ano, em janeiro as sessões costumam ocorrer também à tarde, atendendo ao público de férias escolares.
Endereço: Av. Fernando Ferrari, 514, Campus da Ufes, Goiabeiras, Vitória.
Entrada: Gratuita (chegue cedo, pois os ingressos são distribuídos por ordem de chegada cerca de 30 minutos antes de cada sessão e a capacidade é limitada).
Espaço Baleia Jubarte (Praça do Papa)
Muitos turistas passam pela Praça do Papa apenas para tirar fotos da cruz e da baía, mas ali existe um tesouro coberto: o Espaço Baleia Jubarte. É o único centro de visitação desse tipo em uma capital brasileira.
O que ver: O espaço conta com um centro interpretativo coberto que abriga uma réplica em tamanho real de uma baleia jubarte, além de exposições com esqueletos reais e painéis interativos sobre a vida marinha. É uma aula de biologia e conservação ambiental protegida da chuva.
Dica: Aproveite que você já está lá e tome um café nas cafeterias próximas da Enseada do Suá, observando a chuva cair sobre a Baía de Vitória.
Endereço: Praça do Papa, Enseada do Suá, Vitória.
Horário (Atualizado): Terça a domingo, das 9h às 17h.
Ingresso: R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). Crianças até 5 anos não pagam.
Santuário-Basílica de Santo Antônio
Se o Convento da Penha exige uma subida que pode ser complicada na chuva, a Basílica de Santo Antônio, em Vitória, é a alternativa perfeita de imponência e fácil acesso.
Por que visitar: Com sua arquitetura neorrenascentista inspirada em templos italianos, é um dos edifícios mais majestosos do estado. O interior é grandioso, repleto de afrescos e uma cúpula gigante que deixa qualquer um de boca aberta. É um local de paz, silêncio e arte sacra, totalmente à prova de chuva.
O Visual: Mesmo com tempo fechado, a vista da prainha de Santo Antônio e do manguezal lá de cima é poética e rende fotos lindas com um clima “europeu”.
Endereço: Rua Ludovico Pavoni, s/n – Santo Antônio, Vitória.
Visitação: Aberta diariamente para visitas, geralmente das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Entrada: Gratuita.

⚠️ Dica Importante “Antes de Ir” (Status 2025/2026)
Farol de Santa Luzia (Vila Velha): Se você estava planejando ir ao Farol, verifique antes. No final de 2025, o local passou por períodos de fechamento para manutenção da torre e estrutura. Como é um local 100% aberto e exposto ao vento, não recomendamos a visita em dias de chuva ou ventania forte.
Museu de Ciências da Vida (UFES): Um museu incrível com corpos plastinados (estilo “Bodies”), mas que costuma fazer recesso em janeiro, retornando às atividades normais apenas em fevereiro. Vale checar o Instagram deles (@mcv.ufes) antes de sair de casa para não perder a viagem.
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