Vi a morte: Casal atacado por 15 em Porto de Galinhas

Um casal de turistas de Mato Grosso foi violentamente agredido em Porto de Galinhas, Pernambuco, após discutir com ambulantes sobre o valor do aluguel de cadeiras na praia. O episódio gerou revolta nas redes e reacendeu o debate sobre segurança e fiscalização em destinos turísticos.

No sábado (27), um casal de turistas é agredido em Porto de Galinhas após uma desavença com ambulantes locais. Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, de Mato Grosso, relataram ter alugado uma barraca por R$ 50, mas, no momento do pagamento, os comerciantes elevaram o valor para R$ 80. Ao recusarem o reajuste, as vítimas foram alvo de agressões físicas em plena faixa de areia.

Johnny contou que um dos vendedores jogou uma cadeira contra ele. Outros ambulantes se uniram ao ataque, chegando a reunir cerca de 15 pessoas. Os dois tentaram se abrigar em um veículo de salva-vidas, mas continuaram a ser atacados mesmo sob intervenção de socorristas.

Relato das vítimas e acusações de homofobia


O casal relatou sensação de pânico e abandono. “Iam matar a gente”, disse Cleiton nas redes sociais, lembrando que pediram socorro sem resposta imediata. Além da cobrança indevida, eles acreditam que o crime teve motivação homofóbica, já que as ofensas aumentaram após demonstrações de afeto entre os dois.

As vítimas seguem hospedadas em um hotel da região, com medo de sair e em busca de apoio jurídico. Ambas registraram boletim de ocorrência e afirmaram que vão acionar a Justiça contra o município e o estado de Pernambuco.

Falta de policiamento e demora no socorro


O episódio também reacendeu críticas sobre a falta de policiamento nas praias pernambucanas. Segundo os turistas, havia bombeiros próximos, mas a equipe demorou a agir. A prefeitura e o Corpo de Bombeiros negaram omissão e afirmaram que atuaram para impedir um linchamento.

Em muitos vídeos compartilhados online, é possível ver o casal ferido e pedindo ajuda, enquanto curiosos filmavam a cena. As imagens circularam amplamente nas redes sociais, gerando indignação e pedidos de punição aos agressores.

O que dizem as autoridades


A Prefeitura do Ipojuca repudiou o episódio, chamando-o de “grave e incompatível com os valores de acolhimento” que representam Porto de Galinhas. A gestão municipal informou que vem reforçando ações de fiscalização e recadastramento de ambulantes, com o uso de crachás e QR Codes de identificação.

A Secretaria de Defesa Social (SDS‑PE) informou que a Polícia Civil investiga o caso como lesão corporal. A pasta disse tratar o caso como prioridade e busca identificar todos os envolvidos para responsabilização.

Segurança turística em debate


O caso levanta reflexões sobre a segurança de turistas em Porto de Galinhas e a necessidade de regras claras na atuação de vendedores de praia. O destino, um dos mais visitados do Nordeste, é conhecido por sua beleza natural e hospitalidade, mas o episódio impactou a imagem local.

Especialistas em turismo defendem melhor fiscalização e treinamento de ambulantes para garantir um ambiente harmônico entre trabalhadores e visitantes. O turismo seguro e respeitoso é essencial para manter a reputação de Porto de Galinhas como um dos balneários mais procurados do Brasil.

Conclusão
O caso em que um casal de turistas é agredido em Porto de Galinhas reforça a necessidade de ações coordenadas entre autoridades e setor turístico. Além da punição aos agressores, é urgente estruturar políticas de ordenamento da orla e proteção ao visitante — valores fundamentais para o turismo responsável e inclusivo.

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