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123milhas faliu? O que mudou para quem comprou viagem

A 123milhas faliu? Veja o que aconteceu com a empresa, a recuperação judicial, lista de credores, pagamentos e orientação aos consumidores.

Por · 7 de julho de 2026 · 14 minutos

Qual foi sua reação?

A 123milhas faliu? Essa é a pergunta que muita gente começou a fazer depois que a empresa suspendeu passagens e pacotes promocionais, entrou em recuperação judicial e deixou milhares de consumidores esperando uma solução. A resposta precisa ser dada com cuidado: até as fontes oficiais consultadas, o caso da 123milhas é tratado como recuperação judicial, não como falência decretada.

Na prática, isso significa que a empresa não teve uma quebra formal declarada pela Justiça nos materiais oficiais consultados. O grupo pediu proteção judicial para tentar reorganizar dívidas, apresentar proposta de pagamento aos credores e continuar parte das atividades sob supervisão do Judiciário e dos administradores judiciais. A diferença é grande, principalmente para quem tem dinheiro a receber.

Resposta direta

Não trate a 123milhas como falida sem decisão judicial confirmando isso. O termo correto, até o ponto verificado, é empresa em recuperação judicial. Quem comprou passagem, pacote ou hospedagem e ficou sem receber o serviço deve acompanhar o processo e consultar os canais oficiais.

Este artigo explica o que aconteceu com a 123milhas, por que tanta gente pergunta se a empresa faliu, o que é recuperação judicial, qual é a situação dos consumidores, onde consultar se você é credor e quais cuidados tomar antes de comprar viagem em sites de passagens e pacotes.

123milhas faliu ou entrou em recuperação judicial
A dúvida sobre a 123milhas cresceu após a suspensão de produtos promocionais e a abertura da recuperação judicial.
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123milhas faliu?

A resposta curta é: não é correto afirmar que a 123milhas faliu sem uma decisão judicial de falência. O processo que aparece nas fontes oficiais é de recuperação judicial, que tem outra finalidade.

A Defensoria Pública de Minas Gerais explica, em cartilha voltada aos consumidores da 123milhas, que a recuperação judicial é um mecanismo previsto na Lei 11.101/2005 para evitar a falência, permitindo que a empresa tente reorganizar suas atividades, sob supervisão da Justiça e dos administradores judiciais, para gerar caixa e pagar dívidas com credores. A cartilha também informa que empresas em recuperação podem seguir operando e vendendo produtos ou serviços, dentro das regras do processo.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que o processo do Grupo 123 Milhas tramita na 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, sob o número 5194147.26.2023.8.13.0024, e envolve mais de 772 mil credores, sendo tratado como a maior recuperação judicial do Brasil em número de possíveis beneficiários.

Falência

É uma situação mais grave, com liquidação de bens e pagamento de credores conforme ordem legal.

Recuperação judicial

É uma tentativa de reorganizar dívidas, manter atividade e apresentar proposta aos credores.

O erro comum

Chamar recuperação judicial de falência pode confundir consumidores sobre prazos, direitos e próximos passos.

O que era a 123milhas

A 123milhas ficou conhecida por vender passagens aéreas, pacotes, hotéis e outros serviços ligados a viagens. A empresa ganhou espaço no mercado prometendo preços abaixo do comum, em parte por modelos de compra relacionados a milhas, datas flexíveis e ofertas promocionais.

O maior problema veio com a linha chamada “Promo”, que vendia passagens e pacotes com datas flexíveis. Nesse modelo, o consumidor comprava com antecedência, indicava datas possíveis e aguardava a emissão mais perto da viagem. O preço chamava atenção, mas o risco também era maior: o cliente dependia da capacidade da empresa de emitir a passagem no futuro.

Quando a empresa suspendeu a emissão de passagens e pacotes promocionais, muitos consumidores ficaram sem o serviço comprado e sem uma solução imediata em dinheiro. A partir daí, a expressão 123milhas faliu passou a crescer nas buscas, mesmo antes de existir uma falência decretada.

Para o leitor que acompanha viagens e quer evitar problema parecido, vale ler também guias práticos do Capixaba da Gema sobre planejamento, como roteiros pelo Espírito Santo, o que fazer no Espírito Santo e onde passar o fim de semana no Espírito Santo. Comprar viagem barata é bom, mas entender regras, prazos e reputação do fornecedor é parte do planejamento.

O que aconteceu com a 123milhas

O caso ganhou força em agosto de 2023. Segundo registros sobre a recuperação judicial, a empresa anunciou a suspensão da emissão de passagens e pacotes da linha promocional com embarque previsto entre setembro e dezembro daquele ano. A suspensão atingiu clientes que haviam comprado produtos com datas flexíveis.

Depois da suspensão, a empresa informou que devolveria valores por meio de vouchers, com correção. Essa proposta gerou forte reação de consumidores, órgãos de defesa do consumidor e Ministério Público, porque muita gente esperava reembolso em dinheiro ou cumprimento da viagem comprada.

Em 29 de agosto de 2023, a 123milhas pediu recuperação judicial no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. De acordo com publicação da Licks Associados sobre o edital do caso, o valor da causa foi estimado em R$ 2,3 bilhões, e a Justiça mineira acolheu o pedido dois dias depois.

O edital de recuperação judicial convocou cerca de 800 mil credores e orientou consumidores sobre habilitação e contestação de créditos. A publicação também indicou as empresas do grupo relacionadas à recuperação, como 123 Viagens e Turismo Ltda, MM Turismo & Viagens S.A, Lance Hotéis Ltda, Art Viagens e Turismo e Novum Investimentos e Participações S/A.

Consumidores da 123milhas em recuperação judicial
O caso envolve consumidores, fornecedores, funcionários e outros credores ligados ao grupo empresarial.

O que é recuperação judicial e por que isso importa

Recuperação judicial não é perdão de dívida nem encerramento automático da empresa. É um processo supervisionado pela Justiça para tentar preservar a atividade empresarial e organizar o pagamento dos credores.

A cartilha da Defensoria Pública de Minas Gerais resume bem a lógica: a empresa em dificuldade ganha uma oportunidade para reorganizar a atividade e apresentar propostas de pagamento. Os credores, por sua vez, participam do processo por listas, habilitações, divergências, objeções e eventual assembleia.

Para o consumidor, isso importa porque o caminho deixa de ser apenas uma reclamação comum de compra não entregue. Se o crédito estiver dentro da recuperação judicial, o pagamento passa a depender das regras do processo, da lista de credores, das etapas administrativas e do plano que será analisado pela Justiça e pelos credores.

Esse é o ponto que muita gente não entende quando pergunta se a 123milhas faliu. Se houvesse falência decretada, o caminho seria outro. Na recuperação, a empresa tenta aprovar um plano. Se o plano for rejeitado ou descumprido, podem surgir consequências mais duras, incluindo a possibilidade de falência em determinadas situações previstas em lei.

O que acontece com quem comprou passagem, pacote ou hotel

Quem comprou produto da 123milhas e ficou sem o serviço pode estar na condição de credor. Isso quer dizer que a pessoa pode ter um valor a receber dentro da recuperação judicial, desde que esse crédito seja reconhecido no processo.

A Defensoria Pública de Minas Gerais informou que a lista de credores foi sendo atualizada no site da Administração Judicial e que consumidores deveriam conferir se estavam incluídos, se os dados estavam certos e se o valor indicado correspondia ao que tinham a receber.

O TJMG também informou que uma fase prévia de revisão de créditos foi criada para facilitar a conferência dos valores devidos. Nessa etapa, os credores devem se cadastrar, enviar documentos e preencher formulários para solicitar inclusão, alteração ou correção de valores pela plataforma da Administração Judicial.

Esse cuidado é importante: se o consumidor não confere a lista, não guarda documentos ou perde prazos, pode ter mais dificuldade para corrigir valores depois.

Guarde tudo

Pedido, comprovante de pagamento, e-mails, prints, contrato, voucher e protocolo de atendimento.

Confira a lista

Veja se seu nome, valor e dados aparecem corretamente na Administração Judicial.

Não perca prazo

Prazos do processo podem mudar. Consulte os canais oficiais antes de tomar decisão.

Como consultar se você é credor da 123milhas

O caminho indicado nas fontes oficiais é acompanhar o site da Administração Judicial do caso, no endereço rj123milhas.com.br. É nesse ambiente que os consumidores devem buscar informações sobre listas de credores, etapas administrativas e orientações do processo.

A Central de Ajuda da 123milhas também mantém área de perguntas frequentes e aponta uma seção de recuperação judicial. A página informa canais de atendimento, como formulário, chat e telefones. Mesmo assim, para questões ligadas ao processo judicial, o site da Administração Judicial e as publicações do TJMG são mais importantes.

A Defensoria Pública de Minas Gerais publicou cartilha para orientar consumidores. O material explica fases do processo, lista de credores, propostas de pagamento e necessidade de eventual atendimento jurídico em pedidos feitos fora das etapas administrativas.

O consumidor deve consultar:

Quando os consumidores podem receber?

Essa é a parte mais sensível. Não existe resposta simples para todos os consumidores, porque o pagamento depende do plano de recuperação judicial, da homologação pela Justiça, da classe do crédito, das regras aprovadas e das opções previstas no plano.

A Defensoria Pública de Minas Gerais informou que o plano apresentado pelas empresas trouxe propostas com prazos longos, descontos e parcelamentos. Entre as opções citadas pela Defensoria estavam pagamentos iniciando apenas após a homologação do plano, com prazos que variavam conforme a alternativa escolhida.

A própria Defensoria alertou que escolher uma opção no plano não significava pagamento imediato. Os prazos começariam a correr somente após a homologação do plano de recuperação judicial pela 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte.

O TJMG informou também que foi autorizado um sistema híbrido de votação do plano, com possibilidade de termo de adesão e participação em Assembleia Geral de Credores, a ser designada. Isso mostra que o processo ainda depende de etapas formais.

Se você tem valor a receber, a atitude mais prudente é acompanhar a Administração Judicial, conferir lista de credores, salvar documentos e procurar orientação da Defensoria ou de advogado quando houver dúvida sobre inclusão, valor ou prazo.

Ainda é seguro comprar na 123milhas?

Essa pergunta não tem uma resposta única para todos. A empresa mantém site e Central de Ajuda em funcionamento, e a recuperação judicial não impede, por si só, que uma empresa siga operando. A própria explicação da Defensoria sobre recuperação judicial afirma que empresas nesse regime podem continuar vendendo produtos e serviços para gerar recursos e pagar compromissos.

Mas isso não significa que o consumidor deva comprar sem cuidado. Depois de um caso desse tamanho, qualquer nova compra exige atenção redobrada. Leia regras de emissão, prazo, política de cancelamento, reputação recente, forma de pagamento e possibilidade de contestação no cartão.

Quem pretende viajar com data fixa, evento marcado, lua de mel, prova, concurso ou compromisso familiar deve evitar produto que dependa de emissão futura incerta. Nesses casos, passagens emitidas diretamente pela companhia aérea ou por agência com bilhete confirmado podem reduzir dor de cabeça.

Quem procura economia precisa comparar preço com risco. Às vezes, uma diferença pequena no valor não compensa a insegurança de comprar sem bilhete emitido, sem hospedagem confirmada ou com regras pouco claras.

O que aprender com o caso 123milhas

O caso 123milhas mostra que preço baixo demais precisa ser analisado com calma. Promoção existe, mas viagem envolve data, disponibilidade, companhia aérea, hotel, intermediário, contrato e forma de pagamento. Quando tudo depende de emissão futura, o consumidor deve entender exatamente o que comprou.

Antes de comprar qualquer passagem ou pacote, confira:

  • se o bilhete é emitido na hora;
  • se o localizador já aparece no site da companhia aérea;
  • qual é a regra de cancelamento;
  • qual é a regra de reembolso;
  • se a empresa vende produto com data flexível;
  • se há reclamações recentes sobre não emissão;
  • se o pagamento no cartão permite contestação;
  • se a hospedagem foi confirmada diretamente com o hotel.

Para viagens pelo Espírito Santo, use guias locais para planejar melhor o gasto e evitar depender só de oferta relâmpago. No Capixaba da Gema, você pode começar por Guarapari, Vitória, Vila Velha, Anchieta e onde ficar em Guarapari.

O que fazer se você comprou na 123milhas e não recebeu

O primeiro passo é separar a documentação. Isso inclui número do pedido, comprovante de pagamento, e-mails, prints da compra, contrato, conversas com atendimento, voucher, protocolos e qualquer mensagem sobre cancelamento ou promessa de devolução.

Depois, consulte a Administração Judicial para verificar se seu crédito aparece na lista. Se o valor estiver errado ou seu nome não aparecer, veja se há prazo e procedimento aberto para correção. Em caso de dúvida, procure a Defensoria Pública, Procon ou advogado.

Evite confiar em grupos, mensagens de WhatsApp ou perfis que prometem “liberar pagamento” mediante taxa. Um processo com centenas de milhares de credores vira alvo fácil para golpe. Use somente canais oficiais e desconfie de qualquer cobrança antecipada sem base clara.

Aviso importante

Este texto é informativo e não substitui atendimento jurídico. Se você tem valor alto a receber, prazo vencendo ou divergência na lista de credores, procure a Defensoria Pública, Procon ou advogado de confiança.

123milhas, HotMilhas e MaxMilhas: é tudo a mesma coisa?

As fontes da Defensoria e documentos do processo tratam o caso como Grupo 123 Milhas, incluindo empresas como 123 Milhas, HotMilhas, MaxMilhas, Lance Hotéis e Novum. Isso não significa que todos os produtos, contratos e situações sejam idênticos, mas mostra que o processo envolve mais de uma empresa ligada ao grupo.

Na hora de consultar seu crédito, use exatamente os dados da compra: CNPJ, nome da empresa vendedora, número do pedido e comprovante. Isso evita confusão entre marcas e ajuda na conferência da lista.

Perguntas frequentes sobre 123milhas faliu

A 123milhas faliu?

Até as fontes oficiais consultadas, não é correto afirmar que a 123milhas faliu. O caso é de recuperação judicial, que busca reorganizar dívidas e apresentar proposta de pagamento aos credores.

Qual é a diferença entre falência e recuperação judicial?

Na recuperação judicial, a empresa tenta reorganizar dívidas e seguir operando sob supervisão da Justiça. Na falência, há liquidação de bens e pagamento de credores conforme ordem legal.

Por que a 123milhas entrou em recuperação judicial?

O pedido ocorreu após a suspensão de emissões de passagens e pacotes promocionais, grande volume de consumidores afetados e dívidas bilionárias apontadas no processo.

Quem comprou passagem vai receber?

O recebimento depende da lista de credores, do plano de recuperação judicial, da homologação pela Justiça e das regras aprovadas no processo. Não há pagamento imediato para todos.

Onde consultar se estou na lista de credores?

O principal canal é o site da Administração Judicial: rj123milhas.com.br. A Defensoria Pública de Minas Gerais também publicou cartilha de orientação.

Preciso de advogado?

Depende da fase e do tipo de pedido. Algumas etapas administrativas podem ser feitas pelo próprio credor. Pedidos judiciais, divergências fora do prazo ou situações mais complexas podem exigir Defensoria ou advogado.

A 123milhas ainda vende passagens?

O site e a Central de Ajuda seguem disponíveis. Mesmo assim, consumidores devem ler regras, verificar emissão, forma de pagamento e reputação recente antes de comprar.

Vale a pena aceitar proposta do plano?

Essa decisão depende do valor, do prazo, da sua situação e das regras do processo. Avalie com cuidado e procure orientação se tiver dúvida.

Conclusão

A busca por 123milhas faliu cresceu porque muitos consumidores ficaram sem viagem, sem reembolso imediato e sem entender o que estava acontecendo. Mas a palavra certa, até o momento verificado nas fontes oficiais, é recuperação judicial.

Isso não diminui a gravidade do caso. O processo envolve centenas de milhares de credores, propostas de pagamento com prazos longos e etapas que exigem atenção. Quem tem dinheiro a receber deve acompanhar a Administração Judicial, conferir dados na lista, guardar documentos e buscar ajuda quando necessário.

Para quem continua comprando viagens online, o aprendizado é direto: preço baixo precisa vir acompanhado de regra clara, bilhete emitido, fornecedor confiável e documentação salva. Uma viagem barata pode sair cara quando o consumidor não sabe exatamente o que está comprando.

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