Malta é o menor país da União Europeia e um dos destinos mais completos do Mediterrâneo: tem cidades históricas, praias de água azul, templos mais antigos que as pirâmides, vilarejos de pescadores, ilhas pequenas, comida marcante e uma logística fácil para quem quer conhecer muito em poucos dias.
Resumo rápido: Malta fica no Mar Mediterrâneo, ao sul da Itália e ao norte da África. O país tem cerca de 316 km² e é formado principalmente pelas ilhas Malta, Gozo e Comino. O roteiro ideal inclui Valletta, Mdina, Rabat, Three Cities, Marsaxlokk, Blue Lagoon, Gozo, St. Peter’s Pool, Blue Grotto, templos megalíticos e praias como Golden Bay, Mellieha Bay e Ghajn Tuffieha.
Links internos para planejar melhor: veja também nossos guias de destinos internacionais incríveis, países da Europa para visitar, destinos na Europa, como economizar em passagem para Portugal, lugares românticos na Itália, melhores praias da Itália e Ibiza na Espanha.
Atenção para brasileiros: Malta faz parte do Espaço Schengen. Brasileiros podem viajar a turismo por até 90 dias dentro de um período de 180 dias sem visto, desde que cumpram as regras de entrada. O ETIAS ainda não exige ação do viajante neste momento e, segundo a União Europeia, deve começar no último trimestre de 2026. Antes de comprar passagem, confira sempre as regras oficiais atualizadas.
Índice do artigo
Onde fica Malta?
Malta fica no centro do Mar Mediterrâneo, entre a Sicília, no sul da Itália, e o norte da África. O país é pequeno, mas extremamente estratégico: por causa da localização, foi ocupado e influenciado por fenícios, romanos, árabes, normandos, cavaleiros da Ordem de São João, franceses e britânicos.
Essa mistura aparece na arquitetura, na comida, na língua e no jeito do destino. O maltês tem raiz semítica, o inglês é língua oficial, dirige-se pela esquerda e a moeda é o euro. Para o turista, isso facilita bastante: muita gente fala inglês, as distâncias são curtas e o país combina praia, história e vida urbana em poucos quilômetros.
Malta
Ilha principal, onde ficam Valletta, Mdina, Sliema, St Julian’s, Marsaxlokk, St. Peter’s Pool e a maior parte da estrutura turística.
Gozo
Ilha mais tranquila, com praias, trilhas, templos, salinas, vilarejos e clima rural. Boa para dormir uma ou duas noites.
Comino
Ilha pequena famosa pela Blue Lagoon. É linda, mas exige planejamento por causa do controle de visitantes e da lotação no verão.
Como chegar em Malta
Não há voos diretos regulares do Brasil para Malta. O caminho mais comum é voar para algum hub europeu, como Lisboa, Madrid, Roma, Milão, Paris, Frankfurt, Londres ou Istambul, e de lá seguir para o Aeroporto Internacional de Malta, em Luqa.
Do aeroporto até regiões como Valletta, Sliema e St Julian’s, dá para ir de ônibus, táxi, transfer, aplicativo ou carro alugado. Para primeira viagem, ônibus e transfer costumam resolver bem. Carro alugado ajuda em praias e Gozo, mas lembre que em Malta a direção é pela esquerda.
| Trecho | Como fazer | Dica prática |
|---|---|---|
| Brasil até Malta | Voo com conexão em cidade europeia ou hub internacional. | Compare chegada por Lisboa, Roma, Madrid, Paris, Frankfurt e Istambul. |
| Aeroporto até Valletta | Ônibus, táxi, transfer ou aplicativo. | Valletta é boa para quem quer história e deslocamento central. |
| Malta até Gozo | Ferry entre Cirkewwa e Mgarr, em Gozo. | O ferry de passageiro custa cerca de €4,65; carro com motorista custa cerca de €15,70. |
| Malta até Comino | Barco ou ferry saindo de Cirkewwa, Marfa, Sliema, Bugibba ou tours organizados. | Para desembarcar na Blue Lagoon, verifique o sistema de booking gratuito. |
Preços e custos de viagem em Malta
Malta pode ser uma viagem econômica ou cara, dependendo da temporada e da base escolhida. O verão europeu encarece hotéis, passeios de barco e beach clubs. Fora de julho e agosto, os preços costumam melhorar, e o destino fica mais agradável para caminhar.
| Item | Preço aproximado | Observação |
|---|---|---|
| Ônibus 7 dias | €25 no Explore Adult 7 Day | Cartão individual com viagens ilimitadas em rotas diurnas e noturnas, conforme regras da Malta Public Transport. |
| Cartão 12 viagens | €19 | Pode ser compartilhado e inclui transferências dentro de 2 horas. |
| St John’s Co-Cathedral | €15 adulto | Inclui audioguia. Fecha aos domingos e feriados públicos. |
| Grand Master’s Palace | €8 a €12 | Preço varia por tipo de ingresso. |
| Hypogeum | €35 adulto; last-minute €50 | Ingresso limitado. Reserve com antecedência. |
| Heritage Malta Multisite Pass | €30 a €60 | Vale para quem pretende visitar vários museus e sítios históricos. Não inclui Hypogeum. |
| Ferry Malta-Gozo | €4,65 passageiro; €15,70 carro + motorista | Valores de referência da Gozo Channel. Confira antes da viagem. |
| Ferry para Comino | Geralmente €13 a €15 ida e volta | Varia por operador, temporada e ponto de saída. |
| Refeição simples | €8 a €18 | Pastizzi e lanches são baratos; restaurantes turísticos custam mais. |
| Hotel | Variável | Valletta, Sliema e St Julian’s sobem muito no verão. |
O que fazer em Malta: lugares imperdíveis
1. Valletta
Valletta, a capital de Malta, é pequena, intensa e cheia de história. A cidade foi construída pelos Cavaleiros de São João e concentra igrejas, palácios, museus, varandas coloridas, muralhas, cafés e mirantes para o Grand Harbour.
É o melhor ponto para começar a viagem, principalmente se você gosta de caminhar. Reserve pelo menos um dia inteiro para circular sem pressa.
2. Co-Catedral de São João
A St John’s Co-Cathedral é uma das visitas mais importantes de Malta. Por fora, parece relativamente discreta; por dentro, é um espetáculo barroco com piso de mármore, capelas ornamentadas e obras de Caravaggio.
3. Grand Master’s Palace e Upper Barrakka Gardens
O Grand Master’s Palace mostra o lado político e militar da história maltesa, com salões restaurados e ligação direta com os Cavaleiros de Malta. Já o Upper Barrakka Gardens oferece uma das vistas mais bonitas para o Grand Harbour e as Três Cidades.
4. Mdina
Mdina, conhecida como Cidade Silenciosa, é a antiga capital de Malta. Suas ruas medievais, muralhas, portas de pedra e atmosfera calma fazem dela uma das experiências mais marcantes do país.
É um lugar para caminhar devagar, entrar nos becos, visitar cafés e ver Malta de outro ritmo.
5. Rabat e Catacumbas de São Paulo
Rabat fica ao lado de Mdina e merece entrar no mesmo dia de roteiro. A cidade guarda catacumbas, igrejas, ruínas romanas e uma parte menos cenográfica, mais local, da história maltesa.
6. Three Cities: Vittoriosa, Senglea e Cospicua
As Três Cidades mostram uma Malta mais antiga, portuária e menos óbvia que Valletta. Vittoriosa, Senglea e Cospicua têm fortalezas, marinas, igrejas, ruas estreitas e ótimos ângulos para fotografar o Grand Harbour.
7. Marsaxlokk
Marsaxlokk é o vilarejo de pescadores mais famoso de Malta, conhecido pelos barcos coloridos chamados luzzu. Aos domingos, o mercado de peixe deixa a vila mais movimentada, mas também mais turística.
8. St. Peter’s Pool
St. Peter’s Pool é uma piscina natural de pedra perto de Marsaxlokk. A água costuma ter tons lindos, mas o acesso é rústico e não é ideal para todo mundo. Não há sombra confortável nem estrutura de praia tradicional.
9. Blue Grotto, Hagar Qim e Mnajdra
A região da Blue Grotto tem falésias, mar azul e passeios de barco por cavernas, quando o tempo permite. Perto dali ficam Hagar Qim e Mnajdra, templos megalíticos entre os sítios arqueológicos mais importantes de Malta.
10. Blue Lagoon em Comino
A Blue Lagoon, em Comino, é o cartão-postal de água azul mais famoso de Malta. O lugar é realmente bonito, mas pode ficar lotado no verão. Desde 2025, há sistema de reserva gratuita para controlar o número de visitantes que desembarcam na área.
11. Gozo
Gozo é a ilha para quem quer desacelerar. Ela tem Victoria, Citadel, templos de Ggantija, Ramla Bay, Dwejra Bay, Inland Sea, Blue Hole, salinas e vilarejos menores. Dá para fazer bate-volta, mas dormir uma noite melhora muito a experiência.
12. Golden Bay, Ghajn Tuffieha e Mellieha Bay
Malta não é cheia de praias de areia, então essas três entram forte no roteiro. Golden Bay tem estrutura e pôr do sol bonito. Ghajn Tuffieha é mais natural e exige escadas. Mellieha Bay é uma das melhores para famílias por ter mar mais raso.
13. Dingli Cliffs
Dingli Cliffs é uma área de falésias no ponto mais alto de Malta. É passeio de paisagem, vento, caminhada leve e pôr do sol. Não é lugar de banho, mas rende uma pausa bonita no roteiro.
14. Hypogeum, Tarxien e Ghar Dalam
Para quem gosta de arqueologia, Malta é muito forte. O Hal Saflieni Hypogeum é um sítio subterrâneo pré-histórico com entrada limitada e reserva concorrida. Tarxien mostra templos megalíticos, e Ghar Dalam combina caverna, fósseis e história natural.
15. Sliema e St Julian’s
Sliema e St Julian’s são bases práticas para quem quer hotel, restaurantes, bares, compras, passeio à beira-mar e transporte fácil. St Julian’s é mais forte em vida noturna; Sliema é mais funcional para primeira viagem.
Onde ficar em Malta
A escolha da hospedagem muda a viagem. Malta é pequena, mas o trânsito e os deslocamentos podem cansar. Para primeira viagem, o melhor é escolher base conforme seu estilo.
| Região | Melhor para | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Valletta | História, charme, restaurantes, museus e deslocamento central. | Hotéis podem ser caros e quartos pequenos. |
| Sliema | Primeira viagem, transporte, compras, ferry para Valletta e bom custo-benefício. | É prática, mas não tão charmosa quanto Valletta. |
| St Julian’s | Bares, vida noturna, restaurantes e viajantes jovens. | Pode ser barulhenta, especialmente perto de Paceville. |
| Mellieha | Praia, família, resorts e acesso ao ferry para Gozo/Comino. | Fica mais distante de Valletta. |
| Gozo | Descanso, natureza, trilhas, praias e viagem mais lenta. | Menos prático para quem quer sair à noite em Malta. |
| Three Cities | Charme histórico e menos multidão. | Menos oferta de hospedagem que Sliema e St Julian’s. |
Onde comer em Malta
A gastronomia maltesa mistura Mediterrâneo, Sicília, mundo árabe e influência britânica. O país é ótimo para comer frutos do mar, massas, coelho, pastizzi, ftira, queijos, azeite e pratos de forno.
Valletta
Melhor para restaurantes históricos, bares de vinho, cafés, comida maltesa e jantar mais arrumado.
Marsaxlokk
Boa escolha para almoço de frutos do mar, especialmente em roteiro pelo sul de Malta.
Sliema e St Julian’s
Maior variedade: comida maltesa, italiana, asiática, bares, pizzarias, brunch e opções rápidas.
O que provar: pastizzi, ftira, coelho à maltesa, bragioli, lampuki quando estiver na época, queijo de Gozo, ensopados, frutos do mar e doces com amêndoas. Para economizar, pastizzi e padarias locais resolvem lanches por pouco dinheiro.
Roteiros prontos em Malta
Roteiro de 3 dias
Dia 1: Valletta, St John’s Co-Cathedral, Grand Master’s Palace, Upper Barrakka Gardens e ferry para Three Cities.
Dia 2: Mdina, Rabat, Catacumbas de São Paulo e Dingli Cliffs no fim da tarde.
Dia 3: Marsaxlokk, St. Peter’s Pool, Blue Grotto e Hagar Qim/Mnajdra.
Roteiro de 5 dias
Dias 1 a 3: faça o roteiro de 3 dias acima.
Dia 4: Blue Lagoon em Comino, com reserva de acesso e ida cedo.
Dia 5: Gozo: Victoria, Citadel, Ggantija, Ramla Bay e Dwejra.
Roteiro de 7 dias
Dias 1 a 5: faça o roteiro de 5 dias sem pressa.
Dia 6: praias do norte: Golden Bay, Ghajn Tuffieha e Mellieha Bay.
Dia 7: Hypogeum, Tarxien, Ghar Dalam ou um dia extra em Gozo.
Melhor época para ir a Malta
A melhor época para visitar Malta é entre abril e junho ou entre setembro e outubro. Nesses meses, o clima costuma ser agradável, os preços são melhores que no pico do verão e dá para aproveitar praias, cidades históricas e passeios ao ar livre com menos sufoco.
| Período | Como é | Vale a pena? |
|---|---|---|
| Julho e agosto | Muito calor, praias cheias e preços altos. | Bom para praia, ruim para quem odeia multidão. |
| Abril a junho | Clima agradável, menos lotação e dias longos. | Uma das melhores épocas. |
| Setembro e outubro | Mar ainda agradável e turismo mais controlado. | Excelente equilíbrio. |
| Novembro a março | Mais fresco, menos praia e mais foco em história. | Bom para economizar e caminhar. |
O que levar para Malta
- Passaporte válido e documentos de hospedagem, passagem de volta e seguro viagem.
- Seguro viagem Schengen com cobertura adequada.
- Calçado confortável para pedra, escada e cidades antigas.
- Protetor solar, boné e óculos escuros.
- Sapatilha aquática para praias de pedra e piscinas naturais.
- Adaptador de tomada tipo G, padrão britânico.
- Reserva antecipada para Blue Lagoon, Hypogeum e atrações disputadas.
- Cartão internacional e alguns euros em espécie.
Fontes externas e links úteis
- Visit Malta: site oficial de turismo de Malta, Gozo e Comino
- Visit Malta: Comino e Blue Lagoon
- Blue Lagoon Comino: sistema de reserva de acesso
- Malta Public Transport: tarifas e cartões
- Gozo Channel: tarifas do ferry para Gozo
- St John’s Co-Cathedral: horários e ingressos
- Heritage Malta: museus, templos e sítios históricos
- Heritage Malta: ingressos do Hal Saflieni Hypogeum
- União Europeia: informações oficiais sobre ETIAS
Perguntas frequentes sobre Malta
Onde fica Malta?
Malta fica no Mar Mediterrâneo, ao sul da Itália e ao norte da África. O país é formado principalmente pelas ilhas Malta, Gozo e Comino.
Brasileiro precisa de visto para Malta?
Para turismo de curta duração, brasileiros podem entrar no Espaço Schengen por até 90 dias em um período de 180 dias sem visto, desde que cumpram as exigências de entrada. Verifique regras oficiais antes da viagem.
Malta usa euro?
Sim. A moeda de Malta é o euro.
Quantos dias ficar em Malta?
O mínimo recomendado é 3 dias. Com 5 dias, dá para incluir Comino e Gozo. Com 7 dias, a viagem fica mais completa e menos corrida.
Qual é a melhor região para se hospedar em Malta?
Para primeira viagem, Sliema é prática e bem localizada. Valletta é melhor para história e charme. St Julian’s é boa para vida noturna. Mellieha é melhor para praia e família.
Blue Lagoon precisa reservar?
Sim, se você pretende desembarcar e permanecer na área da Blue Lagoon, confira o sistema de reserva gratuita de acesso por horário.
Malta é cara?
Malta pode ser moderada ou cara. Hospedagem e passeios sobem muito no verão. Transporte público, lanches e atrações públicas ajudam a controlar o orçamento.
Vale a pena dormir em Gozo?
Sim. O bate-volta funciona, mas dormir em Gozo permite conhecer a ilha com mais calma, ver o pôr do sol e fugir um pouco do ritmo mais cheio da ilha principal.
Opinião Capixaba da Gema
Na opinião do Capixaba da Gema, Malta é um destino pequeno só no mapa. Na prática, entrega uma viagem enorme: cidade murada, mar transparente, ruína pré-histórica, comida mediterrânea, vilarejo de pescador, ilha quase vazia, praia lotada, igreja barroca, penhasco e pôr do sol no mesmo roteiro.
O erro é tratar Malta como se fosse apenas praia. A força do país está na mistura. Vá para entrar no mar, mas também para caminhar por Valletta, se perder em Mdina, comer em Marsaxlokk, atravessar para Gozo e entender por que uma ilha tão pequena acumulou tanta história.





