Não vá a estes 5 lugares no Espírito Santo se você ama seu celular
Você é do tipo que entra em pânico quando o 4G cai para o 3G? Acha que ‘subida’ só deve ser feita de elevador? Então este post é um alerta de segurança para você. Separamos 5 destinos paradisíacos no Espírito Santo que são verdadeiros ‘pesadelos’ para quem não consegue desconectar. De Mestre Álvaro ao Caparaó: descubra onde o sinal morre e o tal do ‘contato com a natureza’ começa.
Se você é aquele tipo de pessoa que acredita que o auge do fim de semana é ficar rolando o feed do Instagram no ar-condicionado, ou se a sua definição de “vista bonita” é a tela 4K da sua sala, este artigo é um alerta vermelho.
O Espírito Santo está cheio de armadilhas para quem odeia suar, detesta ficar sem sinal de 4G e tem pavor de contato real com a natureza. Preparei uma lista de 5 lugares que você deve riscar do seu mapa se não estiver disposto a passar pelos “perrengues” de ver paisagens inesquecíveis e viver experiências reais.
Aqui estão as 5 trilhas que você não deve fazer de jeito nenhum (a menos que esteja pronto para isso):
Parque Estadual do Forno Grande (Castelo)
O Pesadelo da Desconexão Total
Se você é um “digital influencer” de tempo integral que entra em pânico se ficar 10 minutos sem postar um story em tempo real, fuja do Forno Grande.
Este lugar é uma verdadeira zona morta para quem vive de likes instantâneos. Localizado em Castelo, o parque possui uma das biodiversidades mais ricas do estado. Mas qual é o “problema”? O sinal de celular lá é praticamente inexistente em grande parte das trilhas e nos mirantes.
Você corre o gravíssimo risco de tirar uma foto espetacular do Pico do Forno Grande (que é majestoso) e ter que esperar horas — ou até voltar para a cidade — para postar. Imagine o horror de ter que curtir o momento, ouvir o som dos pássaros e respirar ar puro sem nenhuma notificação apitando no bolso?
O “Ponto Negativo”: Isolamento digital forçado. Você será obrigado a conversar com seus amigos presencialmente.
A Realidade: É um santuário ecológico preservado, perfeito para detox digital.
Mestre Álvaro (Serra)
Uma Tortura para Quem Odeia “Leg Day”
Você gosta de elevadores? Prefere escadas rolantes? Então o Mestre Álvaro é o seu inimigo número 1. Não cometa o erro de tentar subir essa montanha se você preza pelo conforto das suas panturrilhas.
Localizado na Serra, o Mestre Álvaro é uma “armadilha” de inclinação. São horas de subida íngreme, muita pedra, raízes e suor. É aquele tipo de lugar que vai fazer você questionar suas escolhas de vida no meio do caminho. E o pior: quando você chega lá em cima, a vista é tão ampla — dá para ver toda a Grande Vitória e o litoral — que você esquece o cansaço. Isso é perigoso, pois te vicia em trilhas difíceis.
Além disso, o sinal de internet oscila muito. Em alguns pontos da mata fechada, o 4G some, voltando apenas no topo (e olhe lá). Ou seja, nem dá para chamar um Uber helicóptero para te buscar.
O “Ponto Negativo”: Esforço físico brutal e muita ladeira.
A Realidade: A conquista do cume traz uma das vistas mais gratificantes da Grande Vitória e um senso de superação incrível.
Pico da Bandeira (Caparaó)
Terrível para Quem Gosta de Dormir Quentinho
Se o seu domingo perfeito envolve acordar meio-dia e tomar café na cama, o Pico da Bandeira é uma péssima ideia. A “moda” aqui é começar a trilha de madrugada, no frio, com lanterna na cabeça.
Localizado na divisa com Minas Gerais, é o ponto mais alto de toda a região Sudeste. O “problema” aqui é o frio e a altitude. Você vai caminhar no escuro, enfrentando ventos gelados, apenas para ver o sol nascer acima das nuvens.
E sobre a conexão? Esqueça. Na maior parte do trajeto e no cume, o sinal de celular é uma lenda urbana. Você estará a 2.892 metros de altitude, completamente incomunicável com o mundo lá embaixo, cercado apenas por um mar de nuvens e silêncio. Um tédio para quem não sabe apreciar a grandiosidade do mundo, não é?
O “Ponto Negativo”: Frio intenso, subida noturna exaustiva e zero sinal para fazer Live do nascer do sol.
A Realidade: O amanhecer mais bonito do Brasil. Uma experiência espiritual de tão intensa.

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Monte Mochuara (Cariacica)
Não Vá se Você Tem Medo de Altura (e de Granito)
O Mochuara é aquele gigante de pedra que vigia Cariacica. Se você é uma pessoa que gosta de tudo plano e asfaltado, não pise aqui.
A trilha é técnica em alguns pontos, exigindo que você use as mãos para se apoiar nas pedras (a famosa “escalaminhada”). É um terreno rústico, sem o glamour de calçadões. Lá em cima, o vento bate forte e a sensação de estar na beira do abismo é constante.
Para piorar a situação do “viciado em tecnologia”, a cobertura de sinal é inconstante devido à geografia rochosa que bloqueia as torres. Você pode até conseguir um pontinho de sinal para mandar um “tô vivo”, mas assistir a vídeos no YouTube enquanto descansa? Sem chance.
O “Ponto Negativo”: Terreno acidentado, muitas pedras e exposição ao sol.
A Realidade: Uma aventura raiz, com uma vista panorâmica privilegiada da região metropolitana e contato direto com a rocha bruta.

Cachoeira Iracema (Alfredo Chaves)
Um Horror para Quem Odeia Molhar o Pé
Por fim, se você é daqueles que acha que água só serve para beber e tomar banho morno no chuveiro, evite a região de Alfredo Chaves e a trilha da Cachoeira Iracema.
Ao contrário das trilhas de montanha seca, aqui o “risco” é a umidade. Você vai andar no meio da mata atlântica, sentir o respingo da água e, Deus me livre, talvez tenha que entrar na água gelada para se refrescar.
É um lugar péssimo para eletrônicos. A umidade e o barulho ensurdecedor da queda d’água atrapalham qualquer tentativa de gravar um áudio “limpo” para o WhatsApp. O sinal de operadora na região de Matilde e arredores costuma ser fraco ou inexistente. Você vai ficar ilhado num paraíso de águas cristalinas sem poder checar as notícias ruins do dia. Que tragédia!
O “Ponto Negativo”: Você vai se molhar, sujar o tênis de lama e ficar incomunicável no fundo do vale.
A Realidade: Uma das cachoeiras mais belas do estado, ideal para lavar a alma e esquecer que a civilização existe.
Conclusão: O “Perigo” é Querer Voltar
Se depois de ler todos esses “defeitos” — falta de internet, pernas doendo, frio, mato e água gelada — você ainda sentiu vontade de ir, sinto lhe informar: você é um aventureiro.
O Espírito Santo não é para quem quer vida fácil; é para quem quer vida bela. Essas trilhas nos forçam a desconectar do virtual para reconectar com o real. Se você tem coragem de deixar o celular no modo avião (ou sem sinal mesmo) e encarar a subida, esses lugares vão mudar a sua vida.
Mas não diga que eu não avisei!
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