Esqueça o “gourmet” por um minuto. Vamos falar daquela felicidade que custa menos de R$ 15,00 e vem acompanhada de um copo de inox gelado. O pastel de feira (ou de beira de estrada) é uma instituição capixaba sagrada. Se você quer saber onde a massa é crocante de verdade e o recheio não é de vento, este guia é para você.
Não importa se você é CEO ou estagiário: diante de um pastel frito na hora e um caldo de cana com limão, todo mundo é igual. O Espírito Santo tem uma rota da “baixa gastronomia” fortíssima, que vai das feiras de bairro às paradas obrigatórias na BR-101.
Fizemos a curadoria (com fome e critério) dos lugares que você precisa conhecer para zerar a vida no quesito pastel.
A “Meca” do Pastel: Parada Ibiraçu (BR-101)
Não dá para começar essa lista sem falar de Ibiraçu. A cidade é praticamente a capital nacional do pastel de estrada.
O Clássico: A Pastelaria Califórnia é parada obrigatória para quem sobe para o Norte ou volta para a capital. Há décadas, é o ponto de referência para um pastel de carne sequinho e um caldo de cana que parece nunca acabar.
A Inovação: Logo ali perto, a Parada Ibiraçu inovou com as massas saborizadas e coloridas (tem de pimenta, chocolate e até ervas finas), transformando o lanche rápido em uma experiência turística completa aos pés do Buda gigante.
O Campeão da Ilha: Feira de Jardim da Penha (Vitória)
Aos sábados de manhã, a Praça Regina Frigeri Furno vira um campo de batalha — no bom sentido. A disputa pelo melhor pastel ali é séria e a Geração Z já elegeu seus favoritos.
O Vencedor: Em avaliações recentes, a Barraca da Núbia e a Pastelaria do Nanai (famosa pelo sabor “Bauru” com massa fresca) costumam levar nota máxima dos frequentadores pela crocância e recheio generoso.
Quando ir: Sábado, das 06h às 12h. Chegue cedo para pegar mesa!
Raiz e Tradição: Garapa da Cidade (Centro de Vitória)
Se você quer sentir a “alma” do capixaba raiz, vá ao Centro. Escondido na agitação da Avenida Jerônimo Monteiro, o Garapa da Cidade funciona desde 1957.
A Experiência: É aquele lugar sem frescura, onde o pastel é frito na hora e o caldo de cana é, para muitos, o melhor da capital. É um marco histórico que resiste ao tempo, perfeito para um lanche rápido entre uma compra e outra na Vila Rubim.
O Gigante de Vila Velha: Pastelonça
Para quem acha que tamanho é documento, Vila Velha tem um representante de peso.
O Desafio: Conhecida pelo pastel de 30cm a 35cm, a Pastelonça (perto da orla de Itaparica) virou febre por oferecer um salgado que vale por um almoço. A massa é caseira e o ambiente, apesar de simples, vive lotado de famílias.
Dica Extra: Se preferir o clima de feira, a Barraca Tropical Caldo de Cana, na Feira de Itapuã, também figura entre as melhores avaliadas da cidade.
O Tesouro da Serra: Feira de Laranjeiras
A maior cidade do estado não fica para trás. A feira de Laranjeiras é um universo à parte.
O Destaque: A Pastelaria Correia é a queridinha local. Dentro de uma Kombi adaptada, a dona Dinamara frita pastéis que ganharam nota 5/5 em avaliações locais, especialmente o sabor “Maravilha” (frango, bacon e queijo).
💬 Batalha dos Bairros: Defenda o Seu!
Sabemos que mexemos em um vespeiro. Todo capixaba jura que o pastel da feira do seu bairro é o melhor do mundo.
Agora é com você: O pastel da sua feira foi injustiçado e ficou de fora? 👇 Comente abaixo: Qual o nome da barraca e do bairro? Se tiver muitos votos, vamos lá provar para a Parte 2 deste guia!
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