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Imagens inéditas do Sol revelam redemoinhos nunca vistos em sua superfície

Observações com resolução de cerca de 19 quilômetros revelaram pequenos vórtices que misturam plasma e deformam campos magnéticos na fotosfera solar.

Por · 6 de agosto de 2026 · 5 minutos

O telescópio solar mais poderoso do mundo registrou as imagens mais detalhadas já obtidas da superfície visível do Sol. As observações revelaram pequenos redemoinhos de plasma que não haviam sido identificados anteriormente com esse nível de precisão.

O fenômeno foi observado pelo Telescópio Solar Daniel K. Inouye, instalado na ilha de Maui, no Havaí. Os resultados foram publicados pela revista científica Nature em .

Conteúdo verificado e atualizado em .

Resolução Cerca de 19 quilômetros
Camada observada Fotosfera solar
Descoberta Pequenos vórtices de plasma
Não tente observar o Sol diretamente

As imagens foram produzidas por um telescópio especializado, com sistemas próprios de proteção e correção óptica. Nunca olhe diretamente para o Sol sem filtros certificados para observação solar. Óculos escuros comuns não oferecem proteção adequada.

O que as novas imagens revelaram?

As imagens mostram a fotosfera, camada visível que normalmente chamamos de superfície do Sol. Ela não é uma superfície sólida, mas uma região formada por plasma em movimento, atravessado por campos magnéticos.

Nas bordas de áreas com maior concentração magnética, os pesquisadores encontraram estruturas onduladas e pequenos redemoinhos. Eles aparecem quando camadas próximas de plasma se deslocam em velocidades diferentes.

A equipe analisou 47 vórtices. As estruturas tinham dimensões entre aproximadamente 25 e 170 quilômetros, com uma separação característica próxima de 65 quilômetros.

Veja a imagem científica em resolução ampliada

A Figura 1 do estudo apresenta o disco solar, a região ativa observada e ampliações dos pequenos vórtices identificados pelos pesquisadores.

Abrir a Figura 1 no site da Nature

O que é a instabilidade de Kelvin–Helmholtz?

A instabilidade de Kelvin–Helmholtz ocorre quando duas camadas de um fluido ou gás passam uma pela outra em velocidades diferentes. O atrito e a diferença de movimento deformam a região de contato, produzindo ondas e redemoinhos.

Um exemplo mais próximo acontece quando o vento sopra sobre a água e contribui para a formação de ondas. Estruturas semelhantes também já foram identificadas em nuvens terrestres e nas atmosferas de planetas como Júpiter e Saturno.

Por que a observação é inédita?

O fenômeno já era previsto por modelos teóricos para a fotosfera, mas ocorre em escalas pequenas demais para telescópios solares anteriores. A resolução aproximada de 19 quilômetros permitiu enxergar essas estruturas diretamente.

Como os cientistas conseguiram enxergar tantos detalhes?

As observações foram realizadas em , em uma região magneticamente ativa próxima de uma mancha solar.

O telescópio utilizou uma câmera experimental de alta velocidade chamada FastCam. O equipamento registrou a fotosfera em um comprimento de onda de 416 nanômetros, correspondente à região azul-violeta do espectro visível.

A câmera produziu até 740 quadros por segundo. Depois, milhares de registros foram combinados e processados para reduzir as distorções provocadas pela atmosfera terrestre.

Espelho de quatro metros

O Telescópio Solar Daniel K. Inouye possui um espelho principal de quatro metros, capaz de captar mais luz e distinguir estruturas menores do que instrumentos solares anteriores.

Simulações confirmaram o fenômeno

Os cientistas compararam as observações com simulações computacionais. Os redemoinhos reproduzidos nos modelos apresentaram formas e movimentos semelhantes aos registrados pelo telescópio.

Veja os redemoinhos na superfície do Sol

A sequência abaixo mostra o movimento do plasma nas bordas das regiões magnéticas. As ondulações crescem e se enrolam, formando os vórtices associados à instabilidade de Kelvin–Helmholtz.

Imagens do Telescópio Solar Daniel K. Inouye mostram pequenos vórtices de plasma na fotosfera solar.

Por que a descoberta é importante?

Os vórtices podem ajudar a explicar como matéria, energia e campos magnéticos são transportados e misturados na superfície do Sol.

Esse movimento também pode torcer e entrelaçar linhas do campo magnético. O acúmulo de energia magnética está relacionado a fenômenos como erupções solares, jatos de plasma e ejeções de massa coronal.

A descoberta não representa um novo alerta imediato para a Terra. Ela oferece informações para aperfeiçoar os modelos usados no estudo da atividade solar e do clima espacial.

O que isso tem a ver com a Terra?

Grandes erupções solares podem afetar satélites, comunicações, navegação por GPS e redes elétricas. Entender os pequenos processos que armazenam e transportam energia no Sol é uma etapa necessária para melhorar futuramente a compreensão desses eventos.

Leia também: veja onde será possível acompanhar o eclipse solar total de agosto de 2026 .

Perguntas frequentes

As imagens mostram a superfície sólida do Sol?

Não. O Sol não possui uma superfície sólida como a Terra. As imagens mostram a fotosfera, camada visível formada por plasma.

Qual foi a resolução alcançada?

As melhores imagens atingiram resolução espacial aproximada de 19 quilômetros na superfície solar.

Os redemoinhos representam perigo para a Terra?

Não há um novo risco imediato. Os vórtices ajudam os pesquisadores a compreender processos que participam do armazenamento e do transporte de energia magnética no Sol.

É seguro olhar para o Sol para tentar ver o fenômeno?

Não. As estruturas são pequenas demais para serem vistas sem equipamentos científicos. Nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção específica e certificada para observação solar.

imagens mais detalhadas da superfície do Sol
Source: Nature

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