O Túmulo de Maria Gilda, no cemitério municipal de Santa Leopoldina, tornou-se conhecido pela água que permanece na parte superior da sepultura. A história reúne documentos jornalísticos, tradição oral, devoção popular e perguntas ainda sem resposta científica publicada.
Visitantes procuram o local por curiosidade, fé e interesse pela memória da cidade. O ponto mais importante, porém, é separar o que foi registrado sobre a criança dos relatos de milagres transmitidos entre gerações.
Conteúdo revisado e atualizado em 4 de agosto de 2026.
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Quem foi Maria Gilda?
Segundo reportagens que reuniram registros e relatos locais, Maria Gilda nasceu em 4 de setembro de 1922 e morreu em 19 de janeiro de 1923, antes de completar cinco meses.
A tradição oral afirma que a criança morreu em um acidente doméstico enquanto era banhada pela avó, Maria Zelinda Avancini. O relato mais repetido diz que a avó se afastou por alguns instantes para buscar uma toalha e encontrou a menina sem vida ao retornar.
As datas de nascimento e morte e a identificação da família aparecem em reportagens locais. Os detalhes do acidente, a colocação de uma bacia dentro da sepultura e as explicações religiosas pertencem principalmente à memória oral da comunidade.
Por que o túmulo de Maria Gilda tem água?
A água fica acumulada em uma cavidade na estrutura de concreto. Moradores e visitantes afirmam que ela permanece no local mesmo em períodos de pouca chuva e volta a aparecer depois de ser retirada.
Apesar da fama do fenômeno, não foi localizado até agosto de 2026 um estudo científico público com análise da estrutura, da água, do solo ou de possíveis infiltrações. Por isso, não é correto afirmar que a água brota de uma fonte subterrânea, que possui origem sobrenatural ou que desafia uma explicação física.
O que está documentado
- a sepultura é visitada há décadas;
- há água acumulada na estrutura;
- a história faz parte da memória local;
- visitantes deixam flores e fazem orações.
O que não foi comprovado
- a origem exata da água;
- a existência de uma nascente;
- qualquer poder de cura;
- uma explicação sobrenatural.
Vídeo mostra o túmulo e conta a história
O vídeo abaixo apresenta a sepultura, a água acumulada e os relatos transmitidos em Santa Leopoldina.
Pode beber a água do túmulo?
Não há laudo público que comprove sua potabilidade. Reportagens locais informam ainda que produtos para controle de larvas de mosquitos já foram aplicados no reservatório.
Relatos de pessoas que atribuem curas à água são testemunhos de fé e não substituem diagnóstico, tratamento ou acompanhamento médico.
O Ministério da Saúde orienta que água destinada ao consumo precisa atender ao padrão de potabilidade. Aparência transparente, ausência de cheiro ou tradição religiosa não garantem que uma água seja segura.
Como visitar o Túmulo de Maria Gilda?
O túmulo fica no cemitério municipal, na área urbana de Santa Leopoldina. Como não foi encontrada uma página oficial com horário específico de visitação, confirme o acesso antes de sair, especialmente em domingos e feriados.
Localizar o cemitério no mapaA Secretaria Municipal de Cultura e Turismo informa o telefone (27) 3940-0026, ramal 1028, e o e-mail turismo@santaleopoldina.es.gov.br.
- respeite o silêncio e as cerimônias realizadas no cemitério;
- não suba, sente ou coloque peso sobre as sepulturas;
- não retire água, objetos, flores ou partes da estrutura;
- evite fotografar outras pessoas sem autorização;
- crianças devem permanecer acompanhadas.
Galeria de Santa Leopoldina
A visita ao cemitério pode ser combinada com uma caminhada pelo Centro Histórico e com o Museu do Colono. As imagens abaixo mostram parte da paisagem urbana preservada do município.
Perguntas frequentes
A água do túmulo é um milagre?
Essa interpretação pertence à fé dos visitantes. Não existe estudo científico público que comprove origem sobrenatural ou propriedade terapêutica.
Existe explicação científica para a água?
Não foi localizado estudo conclusivo sobre infiltração, chuva, condensação, estrutura ou solo. Qualquer explicação definitiva seria especulação.
É permitido beber a água?
Não é recomendado. A água não possui comprovação pública de potabilidade e pode conter microrganismos ou produtos usados no controle de mosquitos.
O túmulo fica no Centro Histórico?
Ele fica na área urbana de Santa Leopoldina. A visita pode ser combinada com o Centro Histórico e o Museu do Colono, mas confirme a rota e o acesso antes de sair.
A visita é gratuita?
Não foi localizada cobrança oficial para entrar no cemitério. Confirme horários e eventuais restrições com a Secretaria de Cultura e Turismo.
Leia também: faça o roteiro a pé pelo Centro Histórico de Santa Leopoldina, veja onde ficar em Santa Leopoldina e conheça o Eco Parque Cachoeira Moxafongo.
- A Gazeta: datas, história local e ausência de estudo aprofundado
- Tribuna Online: relatos, visitação e orientação para não beber a água
- Ministério da Saúde: padrão de potabilidade da água
- Secult-ES: preservação da memória e do Sítio Histórico de Santa Leopoldina
- Secult-ES: Museu do Colono
- Prefeitura de Santa Leopoldina: contatos oficiais
Nota editorial: fatos históricos, crenças religiosas e relatos de supostas curas foram separados neste conteúdo. Não há comprovação científica pública de que a água possua efeito medicinal.






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