O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o recurso de Jairinho que buscava anular o julgamento do caso Henry Borel. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16).
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado em junho a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte e tortura do menino Henry Borel.
Resumo da decisão
- Pedido: anulação do julgamento;
- Argumento: repercussão do caso poderia comprometer a imparcialidade dos jurados;
- Decisão: recurso negado pelo Tribunal de Justiça;
- Pena de Jairinho: 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão.
Defesa questionou local do julgamento
O recurso contestava uma decisão da 7ª Câmara Criminal, que havia rejeitado o pedido para transferir o júri da cidade do Rio de Janeiro para outra comarca.
A defesa alegou que a ampla repercussão do caso poderia influenciar os integrantes do Conselho de Sentença. Caso o pedido fosse aceito, o julgamento poderia ser anulado e realizado novamente.
A segunda vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, rejeitou o recurso. Segundo a decisão, a defesa não apresentou elementos suficientes para demonstrar ilegalidade na análise anterior.
O que muda: com a negativa do recurso, permanece válida a decisão que manteve o julgamento no município do Rio de Janeiro.
Jairinho foi condenado em junho
O julgamento foi concluído em 4 de junho, no 2º Tribunal do Júri do Rio. Jairinho recebeu pena em regime inicialmente fechado.
O ex-vereador era padrasto de Henry. O menino tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e Jairinho.
O Conselho de Sentença também analisou a responsabilidade de Monique Medeiros, mãe da criança. O crime atribuído a ela foi desclassificado para homicídio culposo, e a Justiça concedeu perdão judicial.
Monique também recebeu pena de um ano e quatro meses por tortura por omissão. Como já havia permanecido presa preventivamente, a punição foi considerada cumprida.
Júri durou 11 dias
O julgamento começou em 25 de maio e terminou após 11 dias de sessões. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, foi o júri mais longo da história do Judiciário fluminense.
Com a nova decisão, a condenação de Jairinho continua em vigor.
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