O macaco hippie no ES, como é conhecido o muriqui-do-norte, foi avistado na Reserva Biológica Augusto Ruschi, em Santa Teresa. O registro animou pesquisadores por indicar uma possível fêmea grávida.
O avistamento aconteceu durante uma atividade de monitoramento da saíra-apunhalada, ave rara e ameaçada de extinção. A equipe do Programa de Conservação da Saíra-Apunhalada registrou o animal no dia 28 de abril, mas as imagens só foram divulgadas agora.
O muriqui-do-norte é considerado o maior primata das Américas. Apesar do porte, ele é conhecido entre pesquisadores pelo comportamento social tranquilo. Por isso, ganhou o apelido de “macaco hippie”.
Macaco hippie no ES vira símbolo de esperança
Segundo pesquisadores, o animal observado aparentava ser uma fêmea prenhe. Se confirmado, o registro reforça a importância da reserva para a reprodução e proteção da espécie.
Por que o registro é importante
O muriqui-do-norte vive na Mata Atlântica e está criticamente ameaçado de extinção. A espécie sofre principalmente com a perda de habitat, a fragmentação das florestas, a caça e o isolamento das populações.
No Espírito Santo, os principais grupos conhecidos estão em áreas de floresta de Santa Teresa e Santa Maria de Jetibá. Por isso, cada novo registro ajuda pesquisadores a entender melhor como a espécie está resistindo nos fragmentos de mata.
A Reserva Biológica Augusto Ruschi fica em Santa Teresa e é uma das áreas protegidas mais importantes do Espírito Santo. O local abriga espécies raras da fauna e da flora, além de ter papel estratégico para a conservação da Mata Atlântica.
O que é o muriqui-do-norte
- É o maior primata das Américas.
- Também é chamado de muriqui-do-norte.
- Tem comportamento social considerado tranquilo.
- Ajuda a dispersar sementes pela floresta.
- É uma espécie endêmica da Mata Atlântica.
- Está criticamente ameaçado de extinção.
A curiosidade sobre o jatobá
Uma curiosidade que circula sobre os muriquis é a relação deles com frutos como o jatobá. Esses animais se alimentam de frutos, folhas e outros recursos da floresta, e esse comportamento ajuda na dispersão de sementes.
Também há relatos populares de que o consumo de jatobá pode deixar as fezes dos muriquis com cheiro adocicado. No entanto, essa informação deve ser tratada com cautela, porque ainda precisa de confirmação científica direta em fonte especializada.
O que dá para afirmar com segurança
Os muriquis comem frutos, contribuem para espalhar sementes e são fundamentais para a regeneração da Mata Atlântica. Já a história do “cocô cheiroso” por causa do jatobá deve ser apresentada como relato curioso, não como fato científico comprovado.
Animal ajuda a manter a floresta viva
O muriqui-do-norte se alimenta de frutos, folhas e outros recursos da floresta. Ao se deslocar por grandes áreas, ele espalha sementes e contribui para a regeneração da Mata Atlântica.
Por isso, a presença do animal indica que o ambiente ainda oferece alimento, abrigo e condições mínimas para a sobrevivência da espécie. O registro também mostra como o monitoramento de uma espécie ameaçada pode revelar a presença de outras igualmente importantes.
Espécie guarda-chuva
Pesquisadores tratam o muriqui-do-norte como uma espécie guarda-chuva. Isso significa que, ao proteger o animal e seu habitat, outras espécies da mesma floresta também acabam sendo beneficiadas.
Reserva Augusto Ruschi protege biodiversidade rara
A Reserva Biológica Augusto Ruschi é administrada pelo ICMBio e fica na região de Lombardia, em Santa Teresa. A unidade tem foco em proteção, pesquisa e monitoramento ambiental.
Segundo o ICMBio, a reserva está inserida no bioma Mata Atlântica e desenvolve ações de proteção, fiscalização, pesquisa e monitoramento.
Embora a reserva tenha regras específicas de acesso, Santa Teresa também oferece roteiros turísticos de natureza, cultura e gastronomia. Veja opções em o que fazer em Santa Teresa e outros conteúdos sobre municípios capixabas.
Resumo do registro
Animal: muriqui-do-norte, conhecido como “macaco hippie”
Local: Reserva Biológica Augusto Ruschi
Município: Santa Teresa, Espírito Santo
Data do avistamento: 28 de abril
Contexto: monitoramento da saíra-apunhalada
Destaque: pesquisadores acreditam que o animal observado pode ser uma fêmea prenhe.






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