Clima no Espírito Santo
Plano do ES contra o El Niño é reforçado após novo alerta
O Plano do ES contra o El Niño foi reforçado após um novo boletim estadual apontar avanço da seca, redução das vazões dos rios e temperaturas acima da média em todo o Espírito Santo.
O fenômeno já está estabelecido no Oceano Pacífico e pode alcançar intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão.
O primeiro boletim do Centro Integrado de Comando e Controle para o Enfrentamento dos Impactos do El Niño 2026/2027 foi produzido com dados da Defesa Civil, Agerh, Cesan, Corpo de Bombeiros, Iema, Cemaden, ANA e INPE.
O documento mostra que os efeitos ainda estão em uma fase inicial no Espírito Santo.
Mesmo assim, alguns sinais já preocupam.
A seca fraca avançou por todo o território capixaba, 20 pontos de captação de água entraram em atenção e rios importantes apresentam vazões abaixo dos níveis de referência.
O número de focos de calor também cresceu antes do período historicamente mais crítico para incêndios em vegetação.
Apesar do cenário, o boletim não aponta uma crise generalizada de abastecimento.
Também não há, por enquanto, uma tendência definida para as chuvas entre julho e setembro.
Conteúdo atualizado em 21 de julho de 2026 com base no primeiro boletim oficial do CICC El Niño 2026/2027.
Plano do ES contra o El Niño: entenda rapidamente
Há 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro.
Os modelos indicam calor acima da média em todo o Espírito Santo entre julho e setembro.
A seca fraca já alcança todo o território capixaba, principalmente com efeitos de curto prazo.
Vinte pontos de captação estão em atenção, mas 81% dos sistemas permanecem em situação normal.
Foram detectados 197 focos de calor no estado entre os dias 13 e 19 de julho.
O Estado mantém caminhões-pipa, barragens, monitoramento dos rios e reforço no combate ao fogo.
Por que o Espírito Santo reforçou o plano contra o El Niño?
O El Niño é um fenômeno natural associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
Essa mudança altera a circulação dos ventos e pode influenciar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.
No Espírito Santo, a preocupação não está apenas no aumento do calor.
O principal risco é a combinação entre temperaturas elevadas, chuva irregular, solo mais seco, rios com vazões reduzidas e maior facilidade de propagação do fogo.
O boletim estadual também mostra que os efeitos podem ficar mais evidentes a partir da segunda quinzena de agosto.
Setembro e outubro serão meses especialmente importantes para o monitoramento.
É nesse período que a estação seca normalmente se intensifica e os atendimentos a incêndios em vegetação aumentam.
Para entender o fenômeno de maneira mais ampla, leia também o guia sobre o El Niño no Espírito Santo .
Esta página tem outro objetivo: mostrar as medidas adotadas pelo governo e os dados que justificam o reforço da prevenção.
El Niño pode ficar muito forte
As projeções apontam 81% de probabilidade de intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026.
Um fenômeno mais forte aumenta a possibilidade de impactos, mas não significa que todas as previsões mais severas necessariamente acontecerão.
O que os dados mostram sobre o fortalecimento do El Niño
O aquecimento observado no Pacífico Equatorial apresenta o padrão característico de um El Niño em desenvolvimento ativo.
A área com temperatura acima da média se estende pelas regiões central e leste do oceano.
O chamado índice Niño 3.4 passou de aproximadamente 0,7°C em junho para 1,2°C em julho.
Esse crescimento foi acompanhado por uma resposta da atmosfera compatível com o acoplamento entre oceano e circulação dos ventos.
Em termos simples, o fenômeno não está aparecendo apenas nas temperaturas do mar.
A atmosfera também começou a responder ao aquecimento.
Os modelos indicam continuidade do aquecimento ao longo do inverno.
A expectativa é de consolidação de um evento forte ou muito forte até o final da estação.
O boletim indica ainda elevada probabilidade de o El Niño continuar ativo durante o verão.
O fenômeno poderá se estender até o trimestre de fevereiro, março e abril de 2027.
Fenômeno forte não significa desastre garantido
A intensidade do El Niño influencia o clima, mas os impactos no Espírito Santo também dependem do Oceano Atlântico, das frentes frias, da umidade disponível e de outros sistemas atmosféricos.
Temperaturas devem ficar acima da média em todo o ES
A previsão de temperatura é uma das informações mais consistentes do boletim.
Os modelos climáticos indicam alta probabilidade de temperaturas acima da média em todos os municípios capixabas durante julho, agosto e setembro.
Isso não quer dizer que todos os dias serão extremamente quentes.
Frentes frias e massas de ar polar ainda podem provocar quedas temporárias de temperatura.
Essas mudanças podem ser mais perceptíveis nas regiões Serrana, Sul e do Caparaó.
A previsão sazonal considera a média de todo o trimestre.
Quando o período completo for analisado, a tendência é de temperaturas superiores ao padrão histórico.
O calor pode acelerar a perda de umidade do solo e aumentar a necessidade de irrigação.
Também pode elevar o desconforto térmico nas cidades e deixar a vegetação mais vulnerável ao fogo.
Para acompanhar as mudanças diárias, consulte a previsão do tempo no Espírito Santo .
A previsão não confirma chuva abaixo da média
A situação das chuvas exige uma interpretação cuidadosa.
Os modelos analisados pelo boletim apresentaram resultados diferentes para o trimestre de julho a setembro.
Não existe consenso suficiente para afirmar se a chuva ficará acima, dentro ou abaixo da média histórica.
No mapa oficial, todo o Espírito Santo aparece em branco.
Essa cor não representa ausência de chuva.
Ela significa que as três categorias possuem probabilidades semelhantes.
Portanto, não é correto afirmar que o El Niño provocará automaticamente uma seca extrema no estado.
Também não é possível descartar períodos de chuva forte ou temporal.
O Espírito Santo pode atravessar semanas secas e, mesmo assim, registrar episódios localizados de precipitação intensa.
O que a previsão realmente confirma
Há alta confiança na previsão de temperaturas acima da média.
Para as chuvas, os modelos ainda não indicam uma categoria predominante.
Seca fraca já alcança todo o Espírito Santo
O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas registrou agravamento das condições em junho de 2026.
A seca fraca avançou e passou a abranger 100% do território capixaba.
A classificação ainda representa um nível inicial de severidade.
Os principais efeitos estão relacionados à agricultura, às pastagens e à umidade do solo.
Mesmo sendo considerada fraca, a expansão para todo o estado funciona como um sinal de alerta.
Se o déficit de chuva continuar durante a estação seca, o quadro poderá evoluir para categorias mais severas.
Isso aumentaria os impactos sobre rios, lavouras, pastagens e sistemas de abastecimento.
O risco de incêndios em vegetação também aumentaria.
O boletim comparou o cenário de junho de 2026 ao observado no início do El Niño de 2023.
Os dois períodos apresentam predominância de seca fraca.
A diferença é que as projeções atuais indicam um El Niño potencialmente mais intenso.
Seca está mais evidente no curto e médio prazo
O boletim também analisou o Índice Integrado de Secas do Cemaden em três períodos.
O indicador de um mês mostra predominância de condições normais, mas com seca fraca e pontos de seca moderada.
As ocorrências aparecem principalmente nas regiões Central e Norte.
Esse resultado reflete a redução recente das chuvas e os primeiros efeitos sobre o solo e a vegetação.
No indicador de três meses, as áreas de seca moderada se tornam mais amplas.
Elas atingem principalmente partes das regiões Central e Sul.
O resultado mostra que o déficit de água está se tornando mais persistente.
Já o índice de seis meses apresenta uma situação menos grave.
Predominam condições normais, com áreas isoladas de seca fraca.
Isso significa que a seca ainda não se consolidou como um evento prolongado.
O risco está na continuidade do tempo seco durante os próximos meses.
Rios importantes estão em estado de alerta
Todas as estações indicadoras analisadas pela Agência Estadual de Recursos Hídricos registraram vazões abaixo das médias mensais.
A redução foi observada durante os 30 dias anteriores à publicação do boletim.
As bacias dos rios Doce, Jucu, Santa Maria da Vitória, Itabapoana e Benevente estavam em estado de alerta.
Nessas áreas, as vazões ficaram abaixo da chamada Q90.
A Q90 é uma referência usada para representar condições de baixa disponibilidade de água.
A situação mais delicada aparece na bacia do rio Benevente.
As vazões estavam próximas do limite de restrição de uso, correspondente a 50% da Q90.
Os rios Itapemirim e Guandu também operavam próximos do limite de atenção.
O rio São Mateus tinha uma condição relativamente melhor, embora sua vazão também estivesse abaixo da média histórica.
Chuvas recentes tiveram efeito temporário
Segundo a Agerh, as chuvas das últimas semanas elevaram os níveis dos rios por pouco tempo. Depois dos episódios, as vazões voltaram rapidamente aos patamares anteriores.
Quatro sistemas tinham previsão hidrológica desfavorável
O boletim apresentou previsões de vazão para o período de 20 a 27 de julho.
Santa Maria do Rio Doce, Benevente, Muqui do Sul e Castelo deveriam permanecer abaixo da Q90.
Essas condições representam baixa disponibilidade de água durante o período analisado.
O rio Iconha aparecia em estado de atenção.
Sua vazão estava muito próxima da referência.
Santa Joana, Guandu, Pancas e Liberdade tinham previsão de permanecer acima da Q90.
Essas projeções possuem horizonte de até sete dias.
Elas precisam ser atualizadas constantemente e não servem como previsão para todo o restante do inverno.
Vinte pontos de captação de água estão em atenção
A Cesan monitorava 103 pontos de captação de água em 20 de julho.
Desse total, 20 estavam em estado de atenção.
Os pontos estavam distribuídos por 12 municípios.
As ocorrências se concentram principalmente nas regiões Central, Serrana, Metropolitana e Sul.
Cerca de 19% das captações apresentavam algum nível de atenção.
Ao mesmo tempo, aproximadamente 81% permaneciam operando em condições normais.
O boletim afirma que não havia comprometimento generalizado do abastecimento público.
O estado de atenção serve para antecipar medidas caso a estiagem continue.
A Cesan mantém acompanhamento diário dos mananciais e pode adotar ajustes operacionais, interligações e remanejamentos.
Não há crise generalizada de abastecimento
A maior parte das captações continua em situação normal. A atenção se concentra nos sistemas mais vulneráveis à continuidade da queda das vazões.
Focos de calor aumentaram antes do período mais crítico
O monitoramento do INPE identificou crescimento dos focos de calor no Espírito Santo.
O satélite de referência registrou aproximadamente 70 focos em junho.
O número ficou acima da média histórica e próximo do maior resultado já observado para o mês.
Em julho, mesmo com dados ainda parciais, mais de 50 focos já haviam sido registrados pelo mesmo satélite.
Historicamente, os números mais elevados aparecem entre agosto e outubro.
O aumento antecipado reforça a necessidade de prevenção antes da chegada do pico habitual.
Considerando todos os satélites ativos, foram detectados 197 focos de calor entre 13 e 19 de julho.
A maior concentração ocorreu na Região Sul.
Também foram identificados focos no litoral, no Caparaó e em direção ao Noroeste.
Por que os números de focos são diferentes?
O satélite de referência é usado nas comparações históricas. Já o total semanal considera todos os satélites ativos, que possuem sensores e horários de passagem diferentes.
Alegre teve 57 focos de calor em uma semana
Alegre foi o município com maior número de registros entre 13 e 19 de julho.
Foram identificados 57 focos de calor.
O resultado foi mais de quatro vezes superior ao segundo colocado.
Linhares apareceu em seguida, com 13 focos.
Aracruz registrou 11.
Iúna e Cachoeiro de Itapemirim tiveram dez registros cada.
Castelo apresentou nove focos e a Serra teve oito.
O boletim mostra que as condições favoráveis às queimadas estavam presentes em diferentes partes do estado.
Bombeiros atenderam 76 incêndios em vegetação
O Corpo de Bombeiros atendeu 76 ocorrências de incêndio em vegetação no período analisado pelo boletim.
Foram utilizadas as 23 viaturas de combate disponíveis no serviço operacional ordinário.
Segundo o documento, o número ainda estava dentro da normalidade para essa época do ano.
Mesmo assim, o histórico mostra crescimento das ocorrências a partir de julho.
O pico médio ocorre em setembro.
Entre 2016 e 2025, setembro teve uma média de aproximadamente 434 atendimentos.
Serra, Guarapari, Linhares, Vila Velha, São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina concentram historicamente os maiores números.
Esses dados ajudam o Estado a posicionar equipes e equipamentos nas áreas com maior recorrência.
Não havia alerta de propagação de fogo para os dez dias analisados
As projeções do Cemaden indicavam aumento gradual das condições favoráveis à propagação do fogo.
Ainda assim, o Espírito Santo não deveria atingir a condição formal de alerta no período de dez dias analisado.
O modelo considera temperatura, umidade do ar e velocidade do vento.
Uma condição crítica ocorre quando esses fatores aparecem ao mesmo tempo.
O boletim utiliza como referências temperatura acima de 30°C, umidade inferior a 30% e ventos superiores a 15 quilômetros por hora.
Esse produto não prevê diretamente que um incêndio acontecerá.
Ele indica se o ambiente está favorável para um foco existente avançar com mais velocidade.
Quais medidas fazem parte do Plano do ES contra o El Niño?
A resposta estadual foi organizada para integrar clima, recursos hídricos, agricultura, meio ambiente, abastecimento e Defesa Civil.
O Centro Integrado de Comando e Controle foi criado por decreto no dia 8 de julho.
O grupo acompanha dados meteorológicos, vazões dos rios, captações de água, focos de calor e ocorrências de incêndio.
As informações são usadas para orientar ações antes que os impactos se tornem mais graves.
Principais ações em andamento
- Monitoramento contínuo do clima e dos rios;
- acompanhamento diário dos pontos de captação;
- fiscalização de queimadas e crimes ambientais;
- reforço do planejamento do Corpo de Bombeiros;
- aeronave em prontidão para apoio às operações;
- entrega de caminhões-pipa aos municípios;
- construção de barragens para armazenamento de água;
- orientação aos produtores rurais;
- campanhas de prevenção contra incêndios em vegetação.
Corpo de Bombeiros mantém equipes em prontidão
O Corpo de Bombeiros continua atendendo as ocorrências com os recursos operacionais disponíveis.
O efetivo poderá ser ampliado se o número de incêndios aumentar.
O Núcleo de Operações e Transporte Aéreo mantém uma aeronave e sua tripulação em condição de pronto emprego.
O apoio aéreo pode ser utilizado no combate ao fogo, no reconhecimento de áreas e no transporte de equipes.
O Iema também mantém acompanhamento das condições meteorológicas e ambientais.
A Polícia Militar Ambiental intensificou o patrulhamento em unidades de conservação e outras áreas sensíveis.
Municípios receberam caminhões-pipa e equipamentos
A Secretaria da Agricultura entregou 46 caminhões-pipa para 34 municípios.
Outros três veículos estavam previstos.
Com isso, o total deverá chegar a 49 caminhões-pipa distribuídos para 37 municípios.
O Estado também entregou 444 equipamentos destinados à infraestrutura rural.
Mais 38 unidades estavam previstas.
As ações incluem ainda a entrega de 140 ensacadoras de forragem.
Esses equipamentos ajudam os produtores a armazenar alimento para os animais durante períodos de pastagem reduzida.
Barragens fazem parte das medidas para o campo
Trinta barragens já haviam sido concluídas dentro das ações de infraestrutura hídrica.
Juntas, elas possuem capacidade para armazenar 16,9 milhões de metros cúbicos de água.
Outras três barragens estavam em execução.
Essas estruturas ajudam a guardar água para períodos secos.
Elas também podem reduzir a dependência imediata da chuva em propriedades rurais.
Barragens não eliminam os efeitos de uma estiagem prolongada.
Mesmo assim, aumentam a capacidade de planejamento e de resposta.
Veja também a Barragem do Rio Bonito, em Santa Maria de Jetibá .
Outro conteúdo relacionado mostra o deck da Barragem Liberdade, em Marilândia .
Fiscalização e orientação aos produtores foram ampliadas
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal realizou 45 ações de fiscalização.
O órgão também promoveu 40 orientações técnicas e 34 atividades educativas.
As ações abordam prevenção de incêndios, uso responsável do fogo e cuidados durante a estiagem.
O objetivo é reduzir queimadas acidentais e evitar que pequenos focos avancem sobre áreas rurais e florestais.
A Agerh intensificou o monitoramento das principais bacias.
A Cesan passou a acompanhar diariamente os mananciais usados no abastecimento público.
Como o El Niño pode afetar a agricultura?
A agricultura está entre os setores mais expostos ao calor e à irregularidade das chuvas.
Quando o solo perde umidade, a irrigação precisa ser usada com mais frequência.
Isso aumenta os custos e a pressão sobre rios, córregos e reservatórios.
A redução das pastagens também pode afetar a criação de animais.
O produtor precisa organizar estoques de alimento e utilizar a água disponível com maior eficiência.
A seca fraca já identificada pelo boletim apresenta impactos de curto prazo principalmente sobre agricultura, pastagens e umidade do solo.
Caso a estiagem continue, os prejuízos podem se tornar mais amplos.
O que a população pode fazer?
O enfrentamento dos impactos não depende apenas dos órgãos públicos.
O comportamento da população também pode ajudar a reduzir a pressão sobre os sistemas de água e diminuir o risco de incêndios.
- Evite desperdício de água em casa e no trabalho;
- não use fogo para limpar terrenos ou pastagens;
- não queime lixo, folhas ou restos de poda;
- acompanhe os avisos da Defesa Civil;
- respeite eventuais restrições de uso da água;
- mantenha distância de incêndios em vegetação;
- acione o Corpo de Bombeiros ao identificar fogo fora de controle;
- redobre os cuidados com crianças, idosos e pessoas doentes em dias muito quentes.
Em dias de temperatura elevada, acompanhe também o conteúdo sobre calor extremo no Espírito Santo .
Evite qualquer tipo de queimada
Com vegetação seca e vento, uma chama pequena pode avançar rapidamente. Não coloque fogo em lixo, terrenos, folhas, pastagens ou áreas próximas a matas.
Quando os efeitos podem ficar mais evidentes?
O boletim avalia que os impactos do El Niño ainda estão em uma fase inicial no Espírito Santo.
Os sinais podem se tornar mais claros a partir da segunda quinzena de agosto.
Setembro e outubro concentram a maior preocupação.
Nesse período, as temperaturas podem aumentar e a umidade da vegetação tende a diminuir.
Também é quando os incêndios em vegetação normalmente alcançam os maiores números.
O cenário deve ser atualizado por novos boletins estaduais.
As previsões podem mudar conforme novas observações são incluídas nos modelos.
El Niño não representa apenas risco de seca
O principal alerta atual envolve calor, redução das vazões e maior potencial de incêndios.
Isso não elimina a possibilidade de chuva intensa.
Frentes frias e outros sistemas podem provocar temporais mesmo durante uma estação mais seca.
O estado pode atravessar um período prolongado de pouca chuva e, ainda assim, enfrentar episódios localizados de alagamento.
Por esse motivo, o planejamento precisa considerar eventos aparentemente opostos.
O Espírito Santo pode enfrentar estiagem em uma região e chuva forte em outra.
Veja também a reportagem sobre a chuva intensa que atingiu o Norte do Espírito Santo .
Outro conteúdo relacionado aborda as enchentes no Espírito Santo .
O que acompanhar nos próximos meses
A população deve acompanhar três informações principais.
A primeira é a previsão do tempo de curto prazo.
A segunda é a situação dos rios e dos pontos de captação.
A terceira é o número de focos de calor e incêndios em vegetação.
Produtores rurais também devem acompanhar orientações sobre irrigação, conservação do solo e armazenamento de água.
Quem pretende visitar cachoeiras deve verificar as condições locais.
A redução da vazão pode mudar a paisagem e tornar algumas áreas impróprias para banho.
Consulte também o guia de cachoeiras capixabas .
Plano do ES contra o El Niño entra em nova fase
O Plano do ES contra o El Niño agora trabalha com um cenário mais preocupante do que o apresentado nas projeções iniciais.
O fenômeno já está estabelecido e apresenta tendência de fortalecimento durante o segundo semestre.
A seca fraca alcança todo o território capixaba.
Rios importantes estão abaixo dos níveis de referência e 20 pontos de captação entraram em atenção.
Os focos de calor também cresceram antes da época historicamente mais crítica.
Ao mesmo tempo, a maior parte dos sistemas de abastecimento continua funcionando normalmente.
Não existe uma previsão definida de chuva abaixo da média entre julho e setembro.
O momento exige prevenção, economia de água e acompanhamento constante.
Não é necessário criar pânico, mas também não é prudente ignorar os sinais apresentados pelo boletim.
Perguntas frequentes
O El Niño já está acontecendo?
Sim. As condições do oceano e da atmosfera confirmam que o fenômeno está estabelecido e em processo de fortalecimento.
Qual é a chance de um El Niño muito forte?
O boletim apresenta 81% de probabilidade de intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026.
Vai chover menos no Espírito Santo?
Ainda não é possível afirmar. Os modelos não apontam uma tendência predominante para as chuvas entre julho e setembro.
Existe risco de faltar água?
Há rios e pontos de captação em atenção. Porém, cerca de 81% das captações monitoradas ainda operavam normalmente.
O risco de incêndio aumentou?
Os focos de calor cresceram acima da média em junho e julho. O período mais crítico normalmente ocorre entre agosto e outubro.
Até quando o El Niño pode durar?
Os modelos indicam alta probabilidade de permanência durante o verão e possível extensão até fevereiro, março e abril de 2027.
Fontes consultadas
- Governo do Espírito Santo — 1º Boletim CICC El Niño 2026/2027
- Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil — Alerta ES
- Agência Nacional de Águas — Monitor de Secas
- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — Programa Queimadas
- Agerh — boletins da Sala de Situação
- Sim Notícias — reforço das medidas preventivas no Espírito Santo






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