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O que Alvin encontrou a 390 metros no Atlântico?

Por · 13 de julho de 2026 · 5 minutos

Qual foi sua reação?

O naufrágio do Quest, navio ligado ao explorador Ernest Shackleton, foi fotografado a cerca de 390 metros de profundidade no Atlântico Norte. A operação utilizou o Alvin, submersível que participou das primeiras visitas tripuladas ao Titanic.

As novas imagens revelam detalhes que o sonar utilizado na descoberta de 2024 não conseguia mostrar. Partes da estrutura, equipamentos, áreas danificadas e organismos que vivem sobre o casco puderam ser observados de perto.

A missão é liderada pela Royal Canadian Geographical Society em parceria com a Woods Hole Oceanographic Institution, dos Estados Unidos. A equipe reúne pesquisadores, arqueólogos, historiadores e especialistas em exploração de grandes profundidades.

Naufrágio do Quest é visto de perto pela primeira vez

Embora os destroços tenham sido localizados em 2024, a nova expedição marca a primeira visita humana ao local. Os ocupantes do Alvin conseguiram observar diretamente o navio no fundo do Mar do Labrador.

O que as imagens mostraram?

Equipamentos fotográficos de alta definição registraram grande parte do casco e do campo de destroços ao redor da embarcação. Um veículo operado remotamente também auxiliou na aproximação e na captação de áreas difíceis de alcançar.

Os registros mostram que o navio se transformou em habitat para diferentes organismos marinhos. Animais e outras formas de vida utilizam partes da estrutura como abrigo e superfície de fixação.

A equipe também enfrentou um problema atual: redes de pesca presas aos destroços limitaram a movimentação e impediram a documentação completa de alguns pontos.

Redes dificultaram a exploração

Além de representar risco para os equipamentos, redes abandonadas podem aprisionar animais e alterar o ambiente formado ao redor de naufrágios históricos.

Imagens serão usadas para criar uma cópia digital

O objetivo não é retirar o Quest do fundo do mar. Os pesquisadores pretendem criar um modelo tridimensional detalhado, conhecido como “gêmeo digital”.

A técnica utiliza milhares de fotografias sobrepostas para reconstruir a embarcação virtualmente. O resultado permitirá observar o naufrágio por diferentes ângulos, medir estruturas e acompanhar mudanças provocadas pelo tempo.

Além da pesquisa científica, a réplica poderá ser usada em museus, exposições e projetos educativos, aproximando o público de um local que não pode ser visitado de forma convencional.

Tecnologia usada na missão

  • Submersível tripulado Alvin;
  • veículo operado remotamente;
  • câmeras de alta definição com resolução de até 5.2K;
  • fotogrametria para reconstrução tridimensional;
  • mapeamento do casco e do campo de destroços.

Qual é a ligação do Alvin com o Titanic?

O Alvin é um dos submersíveis científicos mais conhecidos do mundo. Ele pode levar dois pesquisadores e um piloto a profundidades de até 6.500 metros.

O Titanic foi localizado em 1985 pelo sistema de câmeras Argo, rebocado pelo navio de pesquisa Knorr. No ano seguinte, o Alvin levou os primeiros pesquisadores que observaram o naufrágio diretamente desde o afundamento de 1912.

Durante aquela missão, o pequeno robô Jason Jr. saiu do Alvin e entrou em partes da estrutura do Titanic, produzindo imagens que se tornaram históricas.

Agora, a experiência acumulada em décadas de exploração está sendo aplicada ao Quest e a outros navios ligados à chamada Era Heroica da Exploração Antártica.

Quem foi Ernest Shackleton?

Ernest Shackleton foi um explorador polar britânico conhecido pelas expedições à Antártica e pela liderança durante o naufrágio do Endurance.

O Quest foi adquirido para uma nova missão polar. Shackleton morreu a bordo da embarcação em janeiro de 1922, quando o navio estava ancorado em Grytviken, na Geórgia do Sul.

Depois da morte do explorador, o navio continuou em atividade por décadas. Foi utilizado em pesquisas, viagens pelo Ártico e operações marítimas.

Como o Quest afundou?

O Quest afundou em 5 de maio de 1962 durante uma viagem de caça a focas no Mar do Labrador. O casco foi danificado pelo gelo, e a tripulação precisou abandonar a embarcação.

Todos os tripulantes sobreviveram. O navio desceu até o fundo do mar e permaneceu desaparecido por mais de seis décadas.

Em junho de 2024, pesquisadores liderados pela Royal Canadian Geographical Society localizaram os destroços utilizando sonar. O casco foi encontrado apoiado no fundo, com o mastro principal quebrado nas proximidades.

O navio não pertencia mais a Shackleton em 1962

O Quest ficou conhecido como o último navio utilizado pelo explorador, mas já havia passado por outros proprietários e funções quando afundou.

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Fonte: Ars Technica

Expedição também investigará outro naufrágio

Após os trabalhos no Quest, a missão prevê documentar o Terra Nova, embarcação associada ao explorador Robert Falcon Scott.

O objetivo é produzir o primeiro levantamento visual completo dos dois naufrágios usando a mesma tecnologia. Os modelos digitais permitirão comparar o estado das embarcações e preservar informações que podem desaparecer com a deterioração natural.

Outras notícias internacionais podem ser acompanhadas na página de Mundo do Capixaba da Gema.

Patrimônio marítimo também desperta curiosidade no ES

Embora em escala muito diferente, construções ligadas à navegação também ajudam a contar a história do Espírito Santo. Entre elas estão as Ruínas do Trapiche de Marataízes, associadas ao antigo porto da Barra do Itapemirim.

Outro exemplo é a história da Casa do Navio, na Praia da Costa, construção que marcou a paisagem de Vila Velha.

Resumo da descoberta

Navio: Quest

Ligação histórica: Ernest Shackleton

Ano do naufrágio: 1962

Descoberta dos destroços: 2024

Profundidade: cerca de 390 metros

Local: Mar do Labrador, Atlântico Norte

Submersível: Alvin

Objetivo: fotografar, mapear e criar uma réplica digital do naufrágio.

Mais informações técnicas estão disponíveis no comunicado oficial da Woods Hole Oceanographic Institution.

Conteúdo atualizado em julho de 2026. Informações sobre o mergulho atual foram divulgadas pela expedição; o histórico da embarcação e o plano científico foram conferidos em fontes institucionais.

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