Espírito Santo

Um antigo porto escravista preserva parte da história mais complexa do Espírito Santo

Veja como visitar o Largo do Chafariz e o casario do antigo porto e combine o passeio com Igreja Velha, Museu Municipal e Mercado Municipal.

Por · 20 de julho de 2026 · 2 minutos

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O Porto de São Mateus reúne o Largo do Chafariz, o antigo cais do Rio Cricaré e um conjunto de casarões ligados ao comércio fluvial dos séculos XVIII e XIX. A visita é curta, mas ganha sentido quando o viajante entende que o local preserva tanto a prosperidade econômica quanto a violência do período escravista.

O sítio histórico passou por requalificação urbana entregue em julho de 2025. O espaço público ficou mais integrado à parte alta da cidade, mas nem todos os imóveis históricos funcionam como museu ou estão abertos para visita interna.

Largo do Chafariz Rio Cricaré Casario tombado História negra Roteiro a pé

Resumo rápido: visite durante o dia, comece pelo Largo do Chafariz, observe o casario pelas áreas públicas e confirme a programação da Casa da Cultura. Depois, siga para a parte alta e combine Museu Municipal, Igreja Velha e Mercado Municipal. Reserve entre duas e quatro horas para o roteiro cultural.

Porto de São Mateus: informações para visitar

Item Informação prática Ponto de atenção
Localização Largo do Chafariz, bairro Porto, às margens do Rio Cricaré Use o nome completo no mapa para evitar resultados de outras cidades
Entrada A praça, o cais e as vias públicas não possuem bilheteria indicada Casarões e espaços culturais podem estar fechados ou ter programação própria
Melhor horário Manhã ou fim da tarde, com luz natural para caminhar e fotografar Não dependa de visita interna sem confirmação
Duração Uma hora no Porto; de duas a quatro horas com a parte alta O terreno possui ladeiras e exige calçado confortável
Acessibilidade A requalificação melhorou mobilidade e integração urbana Nem todo imóvel antigo possui acesso universal
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Porto de São Mateus história e como visitar

Por que o Porto é importante?

A praça portuária cresceu próxima ao Rio Cricaré e tornou-se o principal núcleo econômico e aristocrático da cidade. Os casarões foram construídos com influência portuguesa, geralmente com comércio no térreo e residência nos pavimentos superiores.

Farinha de mandioca, café, cana-de-açúcar e madeira circularam pelo porto. A atividade marítima e fluvial perdeu força depois da abertura da estrada entre São Mateus e Linhares, em 1938, quando casas comerciais migraram para a parte alta.

A história não deve ser apresentada apenas como um passado de riqueza. A praça também foi espaço de comércio de pessoas escravizadas. A Secult registra que a região esteve ligada a um dos grandes mercados escravistas do país e à apreensão, em 1856, de um navio negreiro clandestino.

O conjunto é tombado pelo Conselho Estadual de Cultura desde 1976. Consulte a apresentação oficial do Sítio Histórico Porto.

O que observar nos casarões

Fachadas estreitas

Muitos imóveis seguem o formato comprido e estreito dos sobrados portugueses implantados em lotes urbanos profundos.

Uso comercial e residencial

O térreo era destinado a negócios e armazenamento, enquanto os pisos superiores serviam de residência.

Praça voltada para o rio

O Largo do Chafariz preserva a leitura de praça portuária, com o casario de um lado e o Cricaré do outro.

Camadas de restauração

As fachadas apresentam diferentes estados de conservação. Observe sem entrar em imóveis fechados ou áreas isoladas.

A requalificação entregue em 2025 recebeu investimento estadual de aproximadamente R$ 10,9 milhões e buscou conciliar preservação, drenagem, pavimentação, mobilidade e acessibilidade. Veja os detalhes na página da Secretaria da Cultura do Espírito Santo.

Como visitar o Porto de São Mateus

1

Comece no Largo do Chafariz

Caminhe pela praça e observe a relação entre o casario, o cais e o Rio Cricaré. É a melhor introdução à formação urbana do sítio.

2

Procure a Casa da Cultura

O espaço recebe oficinas, exposições, apresentações e atividades comunitárias. Não há horário turístico único divulgado; confira a agenda da Secretaria de Cultura.

3

Suba para o Centro

Complete o percurso na parte alta, onde ficam o Museu Municipal, igrejas, praças e outros edifícios históricos.

4

Termine no Mercado

O Mercado Municipal acrescenta comércio e sabores locais ao roteiro e evita que a visita fique restrita às fachadas históricas.

O Museu Municipal fica na Praça Municipal, 68, e informa funcionamento de terça a domingo, das 10h às 18h, com última entrada às 17h. Confirme eventuais mudanças na página oficial do Museu Municipal de São Mateus.

O Porto está aberto todos os dias?

As áreas externas são ruas, praça e cais públicos, sem horário de visitação divulgado. Isso não significa que os espaços internos estejam sempre abertos. Casa da Cultura, exposições e casarões ocupados seguem agendas próprias.

Em 2026, o Iphan e a Ufes realizaram no local oficinas, apresentações de jongo e Reis de Boi e uma exposição de educação patrimonial. A programação reforça que o bairro é um território vivo, ligado aos moradores e às comunidades tradicionais, não apenas um cenário histórico.

Visita responsável: use as vias públicas, não entre em imóveis abandonados ou fechados, não fotografe moradores sem consentimento e evite bloquear portas, rampas e acessos. Para caminhar e fotografar com tranquilidade, prefira o período diurno.

Como combinar o Porto de São Mateus com outros pontos

Perguntas frequentes

Onde fica o Porto de São Mateus?

No Largo do Chafariz, bairro Porto, na parte baixa de São Mateus e às margens do Rio Cricaré.

Precisa pagar para visitar?

Não há bilheteria indicada para praça, cais e ruas públicas. Atividades culturais ou imóveis específicos podem seguir regras próprias.

É possível entrar nos casarões?

Somente quando o imóvel estiver funcionando como espaço cultural, comércio ou atividade aberta ao público. Não entre em prédios fechados.

Quanto tempo reservar?

Reserve cerca de uma hora para o Largo do Chafariz e até quatro horas para combinar o Porto com o Centro histórico.

Em resumo, o Porto de São Mateus deve ser visitado como patrimônio arquitetônico, paisagem fluvial e lugar de memória negra. O roteiro fica mais completo quando o cais é conectado à Igreja Velha, ao Museu e ao Mercado Municipal.

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