O Porto de São Mateus reúne o Largo do Chafariz, o antigo cais do Rio Cricaré e um conjunto de casarões ligados ao comércio fluvial dos séculos XVIII e XIX. A visita é curta, mas ganha sentido quando o viajante entende que o local preserva tanto a prosperidade econômica quanto a violência do período escravista.
O sítio histórico passou por requalificação urbana entregue em julho de 2025. O espaço público ficou mais integrado à parte alta da cidade, mas nem todos os imóveis históricos funcionam como museu ou estão abertos para visita interna.
Resumo rápido: visite durante o dia, comece pelo Largo do Chafariz, observe o casario pelas áreas públicas e confirme a programação da Casa da Cultura. Depois, siga para a parte alta e combine Museu Municipal, Igreja Velha e Mercado Municipal. Reserve entre duas e quatro horas para o roteiro cultural.
Porto de São Mateus: informações para visitar
| Item | Informação prática | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Localização | Largo do Chafariz, bairro Porto, às margens do Rio Cricaré | Use o nome completo no mapa para evitar resultados de outras cidades |
| Entrada | A praça, o cais e as vias públicas não possuem bilheteria indicada | Casarões e espaços culturais podem estar fechados ou ter programação própria |
| Melhor horário | Manhã ou fim da tarde, com luz natural para caminhar e fotografar | Não dependa de visita interna sem confirmação |
| Duração | Uma hora no Porto; de duas a quatro horas com a parte alta | O terreno possui ladeiras e exige calçado confortável |
| Acessibilidade | A requalificação melhorou mobilidade e integração urbana | Nem todo imóvel antigo possui acesso universal |
Por que o Porto é importante?
A praça portuária cresceu próxima ao Rio Cricaré e tornou-se o principal núcleo econômico e aristocrático da cidade. Os casarões foram construídos com influência portuguesa, geralmente com comércio no térreo e residência nos pavimentos superiores.
Farinha de mandioca, café, cana-de-açúcar e madeira circularam pelo porto. A atividade marítima e fluvial perdeu força depois da abertura da estrada entre São Mateus e Linhares, em 1938, quando casas comerciais migraram para a parte alta.
A história não deve ser apresentada apenas como um passado de riqueza. A praça também foi espaço de comércio de pessoas escravizadas. A Secult registra que a região esteve ligada a um dos grandes mercados escravistas do país e à apreensão, em 1856, de um navio negreiro clandestino.
O conjunto é tombado pelo Conselho Estadual de Cultura desde 1976. Consulte a apresentação oficial do Sítio Histórico Porto.
O que observar nos casarões
Fachadas estreitas
Muitos imóveis seguem o formato comprido e estreito dos sobrados portugueses implantados em lotes urbanos profundos.
Uso comercial e residencial
O térreo era destinado a negócios e armazenamento, enquanto os pisos superiores serviam de residência.
Praça voltada para o rio
O Largo do Chafariz preserva a leitura de praça portuária, com o casario de um lado e o Cricaré do outro.
Camadas de restauração
As fachadas apresentam diferentes estados de conservação. Observe sem entrar em imóveis fechados ou áreas isoladas.
A requalificação entregue em 2025 recebeu investimento estadual de aproximadamente R$ 10,9 milhões e buscou conciliar preservação, drenagem, pavimentação, mobilidade e acessibilidade. Veja os detalhes na página da Secretaria da Cultura do Espírito Santo.
Como visitar o Porto de São Mateus
Comece no Largo do Chafariz
Caminhe pela praça e observe a relação entre o casario, o cais e o Rio Cricaré. É a melhor introdução à formação urbana do sítio.
Procure a Casa da Cultura
O espaço recebe oficinas, exposições, apresentações e atividades comunitárias. Não há horário turístico único divulgado; confira a agenda da Secretaria de Cultura.
Suba para o Centro
Complete o percurso na parte alta, onde ficam o Museu Municipal, igrejas, praças e outros edifícios históricos.
Termine no Mercado
O Mercado Municipal acrescenta comércio e sabores locais ao roteiro e evita que a visita fique restrita às fachadas históricas.
O Museu Municipal fica na Praça Municipal, 68, e informa funcionamento de terça a domingo, das 10h às 18h, com última entrada às 17h. Confirme eventuais mudanças na página oficial do Museu Municipal de São Mateus.
O Porto está aberto todos os dias?
As áreas externas são ruas, praça e cais públicos, sem horário de visitação divulgado. Isso não significa que os espaços internos estejam sempre abertos. Casa da Cultura, exposições e casarões ocupados seguem agendas próprias.
Em 2026, o Iphan e a Ufes realizaram no local oficinas, apresentações de jongo e Reis de Boi e uma exposição de educação patrimonial. A programação reforça que o bairro é um território vivo, ligado aos moradores e às comunidades tradicionais, não apenas um cenário histórico.
Visita responsável: use as vias públicas, não entre em imóveis abandonados ou fechados, não fotografe moradores sem consentimento e evite bloquear portas, rampas e acessos. Para caminhar e fotografar com tranquilidade, prefira o período diurno.
Como combinar o Porto de São Mateus com outros pontos
- Igreja Velha: ruína de uma igreja colonial do século XIX cuja construção foi interrompida em 1853. Veja a Igreja Velha em São Mateus.
- Mercado Municipal: parada para comércio e gastronomia local. Consulte o guia do Mercado Municipal de São Mateus.
- Centro histórico: use o artigo sobre São Mateus ES para organizar igrejas, museu e praças.
- Guriri: deixe a praia para outro turno ou dia. Veja a Ilha de Guriri.
- Hospedagem: compare sede e litoral no guia de hospedagens em São Mateus.
Perguntas frequentes
Onde fica o Porto de São Mateus?
No Largo do Chafariz, bairro Porto, na parte baixa de São Mateus e às margens do Rio Cricaré.
Precisa pagar para visitar?
Não há bilheteria indicada para praça, cais e ruas públicas. Atividades culturais ou imóveis específicos podem seguir regras próprias.
É possível entrar nos casarões?
Somente quando o imóvel estiver funcionando como espaço cultural, comércio ou atividade aberta ao público. Não entre em prédios fechados.
Quanto tempo reservar?
Reserve cerca de uma hora para o Largo do Chafariz e até quatro horas para combinar o Porto com o Centro histórico.
Em resumo, o Porto de São Mateus deve ser visitado como patrimônio arquitetônico, paisagem fluvial e lugar de memória negra. O roteiro fica mais completo quando o cais é conectado à Igreja Velha, ao Museu e ao Mercado Municipal.
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