O rio atmosférico do Chile, responsável por temporais e transtornos no país vizinho, não deve alcançar o Brasil nos próximos cinco dias. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet.

Segundo o instituto, as chuvas previstas para a Região Sul têm outra origem. Portanto, o sistema que provoca instabilidade no Brasil não possui relação direta com o corredor de umidade que atua sobre o território chileno.

Entenda a diferença

  • Chile: enfrenta temporais associados a um rio atmosférico.
  • Brasil: não deve ser atingido pelo mesmo fenômeno.
  • Região Sul: terá chuva provocada por uma área de baixa pressão.
  • Maior risco: temporais, rajadas de vento e granizo no Rio Grande do Sul.
Mapa do Inmet mostra sistema de umidade direcionado à Região Sul do Brasil
Mapa meteorológico divulgado pelo Inmet mostra a circulação de umidade em direção ao Sul do Brasil. Imagem: Inmet.

Rio atmosférico do Chile atua de forma independente

Rios atmosféricos são corredores estreitos e alongados que transportam grandes volumes de vapor de água dos oceanos para o continente.

Quando essa umidade encontra barreiras naturais, como a Cordilheira dos Andes, o ar sobe, esfria e favorece a formação de nuvens carregadas. Como resultado, podem ocorrer chuvas fortes e persistentes.

O que o Inmet esclareceu: embora Chile e Brasil estejam sob influência de sistemas meteorológicos de grande escala, as configurações são diferentes e atuam de forma independente.

Esses corredores de umidade exercem papel importante no abastecimento hídrico. Entretanto, quando permanecem intensos sobre uma mesma região, podem aumentar o risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos.

Por que haverá temporais no Sul do Brasil?

No território brasileiro, a instabilidade está relacionada à formação de uma área de baixa pressão atmosférica sobre a Argentina e o Paraguai.

Além disso, o sistema favorece o transporte de calor e umidade para a Região Sul. Essa combinação cria condições para chuva intensa, trovoadas, rajadas fortes e eventual queda de granizo.

Atenção para o Rio Grande do Sul

O estado deve concentrar os maiores volumes de chuva e o maior potencial para ocorrências severas.

Durante tempestades, a orientação é evitar áreas alagadas, manter distância de árvores e estruturas frágeis e acompanhar os avisos oficiais.

Temporais podem avançar por diferentes áreas do Sul

A chuva deve atingir inicialmente áreas do oeste e do sul gaúcho. Em seguida, a instabilidade pode avançar para outras partes do estado, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Os ventos também podem ganhar intensidade em pontos de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. No entanto, a distribuição e a intensidade das tempestades podem variar ao longo do período.

Por isso, o Inmet recomenda que a população acompanhe as atualizações da previsão e os alertas emitidos para cada município.

Espírito Santo não está na rota do fenômeno

O Espírito Santo não deve sofrer influência do rio atmosférico do Chile. Enquanto a Região Sul enfrenta maior instabilidade, o Sudeste tende a permanecer com tempo mais estável.

No território capixaba, as madrugadas podem continuar frias, principalmente nas áreas serranas. Já durante a tarde, o tempo tende a ficar mais seco e com elevação das temperaturas.

Para os capixabas: não há previsão de que o sistema responsável pelos temporais no Chile avance sobre o Espírito Santo. Mesmo assim, mudanças locais no tempo devem ser acompanhadas pelos boletins meteorológicos.

Para acompanhar as condições locais, consulte a previsão do tempo no Espírito Santo .

Fonte

Instituto Nacional de Meteorologia — Inmet