O número de mortos pelos terremotos na Venezuela subiu para 4.829 nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, segundo o balanço divulgado por Jorge Rodríguez e publicado pela Reuters. O total de feridos permanece em 16.740, enquanto 17.907 pessoas continuam sem moradia.
A emergência entrou em uma fase prolongada, marcada por saúde pública, água e saneamento, abrigamento, identificação de vítimas, avaliação estrutural e reconstrução. No mesmo dia, a União Europeia anunciou € 20 milhões adicionais em ajuda humanitária para equipamentos médicos e apoio às equipes de busca e resgate.
Última atualização: 15 de julho de 2026. Os números podem mudar conforme novos registros forem consolidados.
Balanço mais recente: 4.829 mortos, 16.740 feridos e 17.907 pessoas sem casa. O dado de 15 de julho substitui os balanços de 4.734 mortos em 14 de julho, 4.490 em 12 de julho e 4.333 em 11 de julho.
Relatórios humanitários continuam apontando forte pressão sobre a rede de saúde e os abrigos. Há registros de doenças diarreicas e de pele, interrupção de tratamentos para doenças crônicas e dificuldades persistentes de acesso a água limpa, saneamento e medicamentos em comunidades de La Guaira.
O relatório de situação de 12 de julho registrava 6.462 pessoas resgatadas e 1.222 réplicas. Esses indicadores têm datas de corte diferentes do balanço de mortos e devem ser apresentados com a referência temporal para evitar comparações enganosas.
A ONU pediu US$ 296 milhões adicionais para a resposta humanitária. A Organização Pan-Americana da Saúde lançou um apelo específico de US$ 23,9 milhões para seis meses de ações de saúde, e a União Europeia anunciou mais € 20 milhões em ajuda emergencial em 15 de julho.
Nota de verificação: esta atualização prioriza Reuters, OCHA/ReliefWeb, OPS/OMS, USGS, Unicef e Associated Press. Balanços anteriores permanecem na cronologia apenas como registro histórico e estão identificados pela data.
Últimas atualizações sobre o terremoto na Venezuela
15 de julho
Balanço oficial sobe para 4.829 mortos
O número de mortos pelos dois terremotos de 24 de junho chegou a 4.829, segundo dados divulgados por Jorge Rodríguez e publicados pela Reuters nesta quarta-feira. O total de feridos permanece em 16.740, e 17.907 pessoas continuam sem moradia.
A nova contagem supera o balanço de 4.734 mortes registrado no relatório humanitário com corte de 14 de julho. A diferença reflete o horário de fechamento de cada fonte e a continuidade da identificação de vítimas.
Mortos: 4.829.
Feridos: 16.740.
Pessoas sem casa: 17.907.
Fonte do balanço: governo venezuelano, em atualização publicada pela Reuters em 15 de julho.
15 de julho
União Europeia anuncia € 20 milhões adicionais em ajuda
A União Europeia anunciou um novo pacote de € 20 milhões, equivalente a cerca de US$ 22,8 milhões na conversão citada pela Reuters, para apoiar a resposta ao desastre. Os recursos devem financiar equipamentos médicos e ações de busca e resgate.
O valor se soma a um pacote emergencial de € 5 milhões aprovado em junho e à assistência de € 52 milhões anunciada para a Venezuela no início do ano. Nem todo esse montante anterior é exclusivo para os terremotos, por isso os valores foram mantidos separados.
14 de julho
Relatório humanitário registrava 4.734 mortos antes da nova atualização
O relatório de situação publicado com dados de 14 de julho registrava 4.734 mortos e 16.740 feridos. Esse retrato foi superado pelo balanço de 4.829 mortes divulgado no dia seguinte, mas continua útil para mostrar a velocidade com que a contagem vem mudando.
Como ler os números: relatórios da ONU, balanços governamentais e reportagens podem ter horários de corte diferentes. O número mais recente deve aparecer no topo; os anteriores devem permanecer apenas na linha do tempo.
12 de julho
Relatório registra 6.462 resgatados e 1.222 réplicas
O relatório humanitário de 12 de julho contabilizou 6.462 pessoas resgatadas e 1.222 réplicas desde os tremores principais. Naquele corte, o balanço oficial era de 4.490 mortos e 16.740 feridos.
Como esses indicadores não são atualizados no mesmo horário, eles devem ser citados com a data do relatório. O dado de mortos já foi superado, mas o número de resgatados e réplicas permanece como a referência pública mais recente localizada para esses itens.
10 de julho
Balanço se aproxima de 3.900 mortos, mas números ainda variam entre fontes
A contagem de vítimas segue em consolidação. A Reuters informou que o balanço oficial divulgado por Jorge Rodríguez chegou a 3.811 mortos, com 16.740 feridos e 17.907 pessoas sem casa. Em atualização posterior, a Associated Press citou 3.889 mortos e cerca de 18 mil pessoas sem moradia.
O El País, em reportagem desta sexta-feira sobre o alerta da OPS, manteve no texto o dado de 3.811 mortos, mas exibiu atualização audiovisual mencionando 3.899 vítimas. Por isso, a formulação mais segura neste momento é que o desastre já está na faixa de quase 3.900 mortos, com o balanço oficial ainda sujeito a revisões.
Mortos: entre 3.811 e cerca de 3.900, conforme a fonte e o horário da atualização.
Feridos: 16.740 no balanço oficial citado pela Reuters; a OPS fala em cerca de 18 mil lesionados.
Pessoas sem casa: 17.907 no balanço oficial; AP resume como cerca de 18 mil.
Edifícios afetados: 856 danificados, dos quais 190 colapsaram totalmente.
Fase atual: saúde pública, saneamento, abrigos, identificação de vítimas, escombros e reconstrução.
10 de julho
OPS diz que emergência sanitária entrou em etapa crítica
A Organização Pan-Americana da Saúde alertou que a crise após os terremotos entrou em uma etapa crítica. A preocupação central é a combinação de superlotação em abrigos, falta de água potável, saneamento insuficiente, dificuldade de vacinação, interrupção de tratamentos de rotina e rede hospitalar sobrecarregada.
Segundo a avaliação citada pelo El País, há cerca de 400 pessoas ainda hospitalizadas e mais de 300 corpos sem identificação definitiva. A OPS afirma que a recuperação física de milhares de feridos pode levar meses, especialmente nos casos que exigem reabilitação prolongada.
Alerta sanitário: a prioridade passa por ampliar vacinação, água potável, banheiros, coleta de resíduos, atendimento básico, vigilância epidemiológica e apoio psicológico nos pontos de abrigo.
10 de julho
Hospitais seguem funcionando, mas com capacidade reduzida
A OPS informa que mais de 50 hospitais permanecem operacionais nos estados afetados, mas muitos trabalham com capacidade limitada por danos estruturais, falta de recursos e pressão acumulada do sistema de saúde. A entidade reporta três hospitais com danos estruturais que exigiram evacuação, 24 com danos que comprometeram temporariamente o funcionamento e outros 20 com afetações menores.
Também foram relatados 20 estabelecimentos ambulatoriais especializados danificados e mais de 100 unidades de atenção primária afetadas, das quais 20 apresentam danos severos. Em La Guaira, autoridades sanitárias informaram que cerca de metade dos profissionais de saúde foi diretamente afetada pela tragédia.
10 de julho
Casos de diarreia, doenças de pele e falta de remédios pressionam atendimento
A Associated Press relata aumento na procura por clínicas móveis e serviços de organizações humanitárias em Catia La Mar e outras áreas de La Guaira. Médicos registram mais casos de doenças de pele, quadros diarreicos e pedidos de medicamentos para doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.
A pressão já não vem apenas de feridos pelos desabamentos. Pessoas que perderam acesso a tratamentos regulares também procuram ajuda, o que confirma a transição da emergência imediata para uma crise de saúde pública mais longa.
10 de julho
ONU pede US$ 300 milhões para atender 1,3 milhão de pessoas
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários lançou um apelo de aproximadamente US$ 300 milhões para apoiar 1,3 milhão de venezuelanos em necessidade urgente. A ajuda deve cobrir saúde, água, saneamento, alimentação, abrigo, proteção e logística.
A AP informa que cozinhas móveis, clínicas, hospitais de campanha e grupos locais parceiros de organizações internacionais já atuam em espaços públicos de La Guaira. O coordenador humanitário da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a resposta precisa tratar não apenas ferimentos imediatos, mas também necessidades de saúde de longo prazo.
10 de julho
Falta de água e saneamento continua deixando famílias em situação precária
A falta de água limpa permanece como uma das frentes mais graves. Em Maiquetía e outras comunidades de La Guaira, famílias que já conviviam com abastecimento irregular perderam reservatórios domésticos durante os tremores e passaram a depender de caminhões-pipa, doações e soluções improvisadas.
A AP descreve deslocados vivendo em escolas, calçadas, parques, praças e acampamentos temporários. Organizações humanitárias alertam que a combinação de calor, chuvas sazonais, privacidade limitada e saneamento insuficiente aumenta o risco de doenças.
10 de julho
WSJ relata atraso de equipe americana por burocracia e autorização de pouso revogada
O Wall Street Journal publicou reportagem sobre uma equipe americana de resgate que teria perdido dias à espera de autorizações para entrar na Venezuela. Segundo o jornal, o grupo já estava a caminho quando recebeu a informação de que a permissão de pouso havia sido revogada, sem explicação, e teve de seguir para a República Dominicana.
A equipe, ligada à Strategic Response Partners, esperou cerca de 15 horas antes de conseguir nova liberação. O episódio alimenta críticas sobre burocracia, coordenação falha e perda de tempo em uma janela decisiva para resgates após grandes desabamentos.
10 de julho
Financial Times analisa colapso da chamada “Hugo Chávez City”
O Financial Times publicou análise sobre o colapso da chamada Hugo Chávez City, complexo de moradias populares em La Guaira construído na década passada. Segundo o jornal, imagens e análises citadas na reportagem indicam que mais de 90% dos edifícios do conjunto foram danificados ou destruídos.
A reportagem reforça uma discussão que já aparecia em análises de engenheiros: a tragédia não pode ser explicada apenas pela magnitude dos tremores. Qualidade de construção, fiscalização, manutenção, ocupação de solos vulneráveis e falta de auditorias estruturais entram no centro do debate sobre reconstrução.
10 de julho
Reconstrução já é tratada como problema técnico e político
O El País publicou análise defendendo que a reconstrução venezuelana exigirá mais do que obras. A estimativa preliminar de danos físicos diretos aparece em torno de US$ 37 bilhões, mas especialistas apontam que o país também precisa recompor capacidade técnica, gestão de risco, fiscalização urbana e confiança institucional.
O debate inclui propostas de uma estrutura extraordinária para coordenar emergência, moradia, saúde, identificação de vítimas, transparência no uso de recursos e planejamento de longo prazo. O risco, segundo especialistas, é reconstruir rápido demais em áreas inseguras e repetir vulnerabilidades antigas.
8 de julho
Balanço oficial segue em 3.685 mortos, 16.740 feridos e 17.907 sem casa
A atualização consolidada desta quarta-feira mantém o número de mortos em 3.685 e o total de feridos em 16.740. O dado novo mais relevante é o detalhamento da população sem moradia: 17.907 pessoas perderam suas casas ou não podem retornar a imóveis considerados inseguros.
O governo também informa 856 edifícios afetados, dos quais 190 colapsaram totalmente. Desde os tremores principais, de magnitude 7,5 e 7,2, foram registradas 1.076 réplicas, o que mantém moradores e equipes técnicas em alerta sobre prédios já fragilizados.
Mortos: 3.685.
Feridos: 16.740.
Pessoas sem casa: 17.907.
Edifícios afetados: 856, sendo 190 com colapso total.
Réplicas registradas: 1.076.
Resgatistas internacionais mobilizados: mais de 4.388.
Efetivos nacionais mobilizados: 29.567.
Famílias atendidas: 86.794.
Alimentos distribuídos: mais de 9.603 toneladas.
8 de julho
Falta de água e saneamento vira risco central em La Guaira
A Associated Press relata que milhares de sobreviventes em La Guaira enfrentam dificuldade crescente para acessar água limpa, banheiros, chuveiros e itens básicos de higiene. Muitas famílias vivem em abrigos temporários, áreas abertas ou estruturas improvisadas depois do colapso de prédios e da perda de suas casas.
Em Maiquetía, moradores fizeram fila nesta quarta-feira para receber caixas de ajuda com alimentos, água e kits de higiene. A crise é agravada porque parte das comunidades já tinha abastecimento irregular antes dos terremotos e porque reservatórios domésticos foram danificados pelos abalos.
Risco imediato: organizações humanitárias alertam que abrigos densos, calor, chuvas sazonais e saneamento precário podem favorecer surtos de doenças se a distribuição de água, banheiros, coleta de resíduos e atendimento básico não avançarem rapidamente.
8 de julho
Espanha eleva balanço para 38 mortos, 138 desaparecidos e 11 localizados sob escombros
O Ministério das Relações Exteriores da Espanha atualizou o balanço de cidadãos espanhóis afetados pelos terremotos. Agora são 38 espanhóis mortos, 138 desaparecidos e 11 pessoas localizadas sob escombros, segundo comunicado citado pelo HuffPost Espanha.
O número substitui as atualizações anteriores, que falavam em 35 ou 36 mortos. A Espanha mantém canais consulares de emergência abertos e orienta cidadãos no país a buscar contato com a Embaixada em Caracas.
8 de julho
Custo da reconstrução pode superar US$ 37 bilhões
O El País informa que a conta da reconstrução pode superar US$ 37 bilhões, com base em estimativas do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. O cálculo inclui cerca de US$ 24 bilhões em danos a edifícios residenciais, comerciais e educacionais, além de US$ 13 bilhões em infraestrutura crítica.
A infraestrutura afetada inclui água, telecomunicações, estradas, energia, portos, aeroportos, petróleo e gás. O problema não é apenas financeiro: especialistas alertam que a Venezuela terá de recompor capacidade técnica, mão de obra especializada, planejamento urbano e confiança institucional para evitar uma reconstrução apressada e vulnerável.
8 de julho
Governo reorganiza equipe econômica e cria missão para reconstrução
Em meio à emergência, Delcy Rodríguez promoveu mudanças em postos econômicos do governo e anunciou a Misión Venezuela Renace, voltada à recuperação de moradias e infraestrutura após os tremores. Jacqueline Faría foi colocada à frente da nova estrutura, segundo o El País.
O movimento indica que a tragédia já está entrando na agenda econômica e institucional do país. A reconstrução dependerá de recursos externos, coordenação técnica, avaliação de imóveis e decisões sobre onde reconstruir, sobretudo em áreas costeiras e encostas com risco elevado.
8 de julho
Busca por sobreviventes dá lugar ao luto e à recuperação de corpos
Reportagem do Le Monde descreve a mudança de fase da emergência: mais de dez dias depois dos terremotos, a expectativa de novos sobreviventes diminui e as equipes se concentram na recuperação de corpos, identificação de vítimas e apoio às famílias que vivem nas ruas, em parques ou em acampamentos improvisados.
O veículo cita autoridades venezuelanas com mais de 3.600 mortos e mais de 17 mil pessoas sem casa, além de uma estimativa da ONU de até 50 mil pessoas sem localização confirmada. Esse número deve ser tratado com cautela, pois pode incluir registros duplicados, pessoas incomunicáveis e casos ainda não atualizados.
7 de julho, noite
Balanço sobe para 3.685 mortos; feridos seguem em 16.740
O governo venezuelano informou nesta terça-feira que o número de mortos pelos dois terremotos de 24 de junho subiu para 3.685. O total de feridos permanece em 16.740, enquanto o número de pessoas deslocadas ou sem moradia se aproxima de 18 mil.
A nova atualização confirma que a contagem de vítimas ainda não estabilizou. O avanço ocorre principalmente pela retirada de corpos de prédios colapsados e pela consolidação de registros de hospitais, necrotérios, famílias e equipes de campo.
Mortos: 3.685.
Feridos: 16.740.
Deslocados ou sem moradia: quase 18 mil.
Abrigados: cerca de 12.800 pessoas em aproximadamente 80 abrigos.
Área mais afetada: La Guaira, especialmente Catia La Mar, Caraballeda e Los Corales.
7 de julho
Voluntários enterram vítimas em Catia La Mar, muitas ainda sem identificação
Reportagem da Reuters mostrou voluntários atuando no cemitério La Esperanza, em Catia La Mar, onde centenas de vítimas foram enterradas após os terremotos. Parte dos corpos ainda não foi identificada, reflexo da sobrecarga dos serviços forenses e do estado em que muitas vítimas são retiradas dos escombros.
A cena marca a virada emocional da tragédia: o país já não acompanha apenas operações de resgate, mas também sepultamentos em massa, busca por nomes, pressão sobre morgues e famílias tentando reconhecer parentes por documentos, roupas, tatuagens ou sinais pessoais.
7 de julho
Agências alertam para risco sanitário em abrigos superlotados
A situação nos abrigos virou uma preocupação central. Cerca de 12.800 pessoas estão instaladas em abrigos temporários em Caracas e La Guaira, com relatos de superlotação, saneamento insuficiente e dificuldade de acesso regular a água, alimentos e medicamentos.
A Organização Pan-Americana da Saúde e outras agências humanitárias alertam que a próxima frente da emergência pode ser sanitária, com risco de surtos entre deslocados se vacinação, água potável, banheiros, manejo de resíduos e atendimento básico não forem ampliados rapidamente.
7 de julho
Ajuda dos EUA supera US$ 310 milhões, segundo diplomata americano
O encarregado de negócios dos Estados Unidos em Caracas, John Barrett, afirmou que a ajuda norte-americana à Venezuela após os terremotos já supera US$ 310 milhões. A declaração ocorre em meio a cobranças por mais recursos internacionais para socorro, saúde pública, abrigos e reconstrução.
A cooperação externa ganhou peso político porque a destruição atingiu um país que já vinha de crise econômica, infraestrutura fragilizada e serviços públicos pressionados. Mesmo com novas promessas de ajuda, organizações humanitárias afirmam que o apoio disponível ainda é insuficiente para a escala da tragédia.
7 de julho
ONU defende acesso a recursos e reconstrução planejada
O coordenador residente da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla, defendeu que o país tenha acesso a seus próprios recursos e a apoio internacional, mas alertou que dinheiro sozinho não resolverá a reconstrução. Segundo ele, será necessário decidir onde reconstruir, como reduzir risco estrutural e como articular governo, agências internacionais e sociedade civil.
A fala reforça um ponto crítico: reconstruir rapidamente pode repetir vulnerabilidades antigas. A prioridade agora é combinar moradia, saúde, saneamento e infraestrutura com avaliação técnica de solo, encostas, prédios e áreas costeiras expostas a novos tremores.
6 de julho, noite
Balanço sobe para 3.342 mortos e 16.740 feridos
O balanço oficial dos terremotos na Venezuela subiu para 3.342 mortos e 16.740 feridos. A atualização representa um salto de quase 400 mortes em relação ao balanço anterior e mostra que a recuperação de corpos ainda avança entre os escombros.
A tragédia já é descrita por veículos internacionais como a catástrofe natural mais mortal da Venezuela em mais de um século. La Guaira segue como a região mais atingida.
Mortos: 3.342.
Feridos: 16.740.
Pessoas sem casa: 17.345.
Acampamentos temporários: 79.
Edifícios afetados: 856, sendo 190 com colapso total.
6 de julho
Equipes internacionais começam a deixar o país
Onze dias após os tremores, parte das equipes internacionais de busca e resgate começou a encerrar operações na Venezuela. Permanecem no terreno bombeiros, Defesa Civil, militares, forças de segurança e voluntários venezuelanos.
A mudança marca uma nova fase da emergência: menos busca por sobreviventes e mais recuperação de corpos, demolição controlada, identificação de vítimas, apoio sanitário e reconstrução.
6 de julho
Corpos sem identificação pressionam morgues e serviços forenses
Reportagens internacionais apontam morgues sobrecarregadas, corpos sem identificação e técnicos forenses trabalhando em ritmo contínuo. Em muitos casos, a identificação depende de roupas, tatuagens, documentos, arcada dentária ou outros sinais pessoais.
A deterioração dos corpos e a demora para retirá-los dos escombros dificultam o reconhecimento por familiares. Autoridades e equipes médicas já discutem soluções para lidar com o volume de vítimas.
6 de julho
Famílias recorrem a máquinas privadas para retirar parentes dos escombros
O El País relatou que familiares passaram a contratar máquinas pesadas por conta própria para acelerar buscas. No caso do ex-jogador de beisebol Eliezer Alfonzo, equipamentos foram alugados por cerca de US$ 1.200 por dia para procurar sua esposa e filha no Hotel Eduard’s Suites.
Os corpos das duas foram encontrados sem vida dez dias depois. A história expõe a desigualdade no acesso a recursos: quem tem dinheiro consegue mobilizar máquinas, equipes e logística, enquanto outras famílias dependem da fila de atendimento oficial.
6 de julho
Ajuda inclui 9.500 toneladas de alimentos e 670 mil litros de água
Segundo balanços divulgados nesta segunda, mais de 9.500 toneladas de alimentos e cerca de 670 mil litros de água foram distribuídos nas áreas atingidas.
O governo também afirma que quase 87 mil famílias receberam algum tipo de assistência. Mesmo assim, moradores de áreas destruídas seguem denunciando demora, desigualdade na entrega de ajuda e falta de moradia segura.
6 de julho
30 mil militares e 27 mil voluntários seguem mobilizados
As autoridades mantêm quase 30 mil integrantes do Exército e das forças de segurança, além de mais de 27 mil voluntários, em ações de assistência, remoção de escombros, distribuição de ajuda e apoio aos deslocados.
A escala da mobilização mostra que a emergência entrou em uma fase prolongada, com necessidades simultâneas de saúde, abrigo, saneamento, reconstrução, alimentação e segurança.
6 de julho
Delcy Rodríguez nega risco de revolta social e defende resposta oficial
Delcy Rodríguez voltou a defender a resposta do governo, rejeitou a ideia de que o país possa mergulhar em convulsão social e afirmou que há solidariedade nacional na resposta à tragédia.
As declarações ocorrem em meio a críticas de sobreviventes e familiares, que denunciam lentidão nos primeiros dias, falta de máquinas e demora na chegada da ajuda a algumas áreas de La Guaira.
5 de julho
Balanço anterior era de 2.954 mortos e 16.592 feridos
No domingo, o balanço havia chegado a 2.954 mortos, 16.592 feridos, 16.309 pessoas sem casa e mais de 31 mil registros de pessoas sem contato com familiares.
Esse balanço foi superado nesta segunda-feira, com nova atualização para 3.342 mortos e 16.740 feridos.
5 de julho
Mapa da destruição apontava centenas de edifícios colapsados
Análises publicadas no domingo indicavam ao menos 606 edifícios destruídos e 448 danificados em área analisada pelo Copernicus. Modelos da Microsoft AI for Good Lab detectaram 10.510 construções com algum tipo de afetação.
O volume de escombros foi estimado em cerca de 17 milhões de toneladas, um dos maiores desafios logísticos da reconstrução.
4 de julho
Danos em Maiquetía agravaram o isolamento aéreo
O Aeroporto Internacional de Maiquetía sofreu danos no terminal e em pistas, agravando o isolamento do país e exigindo desvio de parte dos voos para Valencia.
Uma pista foi reaberta para voos humanitários, mas restrições para voos internacionais não regulares foram prorrogadas até 9 de julho.
3 de julho
Delcy Rodríguez defendeu a resposta do governo e falou em apoio financeiro internacional
Em coletiva com meios internacionais, Delcy Rodríguez defendeu a atuação do governo venezuelano e afirmou que equipes de resgate teriam sido ativadas nas primeiras horas após os tremores.
Ela também disse que o país conversava com Estados Unidos, FMI, Banco Mundial e BID para obter apoio financeiro à reconstrução.
2 de julho
Hernán Alberto Gil foi resgatado com vida após quase oito dias
Equipes de resgate retiraram com vida Hernán Alberto Gil, vigilante que ficou preso por quase oito dias sob os escombros de um centro comercial em La Guaira.
O resgate mobilizou equipes internacionais e virou uma das imagens de esperança da tragédia.
1º de julho
Balanço anterior havia chegado a 2.295 mortos e 11.267 feridos
Na noite de 1º de julho, o governo venezuelano havia elevado o balanço para 2.295 mortos, 11.267 feridos e 12.841 damnificados.
Esse balanço foi superado nas atualizações seguintes, com aumento no número de mortos, feridos, pessoas sem casa e estrangeiros afetados.
30 de junho
Balanço de 30 de junho registrava 1.719 mortos e 5.034 feridos
Este foi o balanço divulgado em 30 de junho, antes das novas atualizações da semana. Naquele momento, Jorge Rodríguez havia elevado para 1.719 o número de mortos pelos terremotos na Venezuela. O total de feridos era de 5.034.
As autoridades também informaram 15.866 pessoas fora de casa e 22.619 pessoas afetadas registradas em hospitais, hospitais de campanha e pontos de triagem. Esse balanço foi superado nas atualizações seguintes.
Mortos: 1.719.
Feridos: 5.034.
Desabrigados ou fora de casa: 15.866.
Pessoas afetadas contabilizadas: 22.619.
Edifícios afetados: 855, sendo 189 com colapso total, segundo atualização citada por El País.
30 de junho
OMS alerta que sistema de saúde está sob forte pressão
A Organização Mundial da Saúde informou que o sistema de saúde venezuelano está sob pressão significativa após os terremotos. Segundo a Reuters, ao menos três centros de saúde estão criticamente danificados, enquanto outros seis estão danificados ou operando apenas parcialmente.
Uma avaliação com 21 unidades de saúde aponta atendimento caótico, superlotação e aumento das filas cirúrgicas. A OMS também relatou falta de profissionais especializados em atendimento materno em La Guaira, o que cria uma lacuna crítica para gestantes e recém-nascidos.
A agência também alerta para risco de surtos como dengue e febre amarela entre deslocados, especialmente em um contexto de baixa cobertura vacinal.
30 de junho
Ajuda internacional chega a 30 países, 1.000 toneladas e 118 cães de busca
Segundo a Reuters, autoridades venezuelanas afirmam que o país recebeu apoio de 30 nações, incluindo cerca de 1.000 toneladas de suprimentos, mais de 3.600 trabalhadores de resgate e apoio e 118 cães de busca.
A ONU também coordena equipes enviadas por dezenas de países. A Cadena SER informa que há mais de 2.000 especialistas de 27 países e mais de 40 equipes de busca e resgate atuando, com 160 cães. As diferenças entre números refletem recortes e horários diferentes de atualização.
30 de junho
Cerca de 45 mil pessoas seguem em registros de não localizados
A Reuters informa que plataformas cidadãs usadas por famílias para registrar desaparecidos ainda reúnem cerca de 45 mil nomes. Esse número não é uma lista oficial definitiva: pode incluir registros duplicados, pessoas sem comunicação e casos já resolvidos que ainda não foram atualizados.
Mesmo com essa cautela, o volume mostra a dimensão da ruptura familiar e informacional causada pelo desastre, especialmente em áreas com energia, internet e telefonia instáveis.
30 de junho
Engenheiros cobram auditoria urgente em prédios que continuam de pé
Engenheiros e urbanistas ouvidos pela Reuters defendem uma auditoria imediata em conjuntos habitacionais e prédios ainda ocupados. A preocupação é que construções aparentemente estáveis tenham sofrido danos em pilares, fundações, lajes ou escadas.
Especialistas apontam que a tragédia foi agravada por décadas de manutenção precária, fiscalização fraca de códigos de construção e obras apressadas. Em La Guaira, o risco aumenta por causa da geografia: faixa costeira estreita, encostas íngremes, solos moles, areia, cascalho e material depositado por antigas enchentes e deslizamentos.
30 de junho
Espanha atualiza balanço para 19 mortos, 131 desaparecidos e 12 sob escombros
O ministro espanhol José Manuel Albares informou que 19 espanhóis morreram nos terremotos. Outros 131 permanecem desaparecidos, e 12 foram localizados sob os escombros.
A Espanha também anunciou o envio de ajuda emergencial da Aecid, incluindo um hospital de campanha START para atender feridos. O dado substitui as atualizações anteriores, que falavam em 17 ou 18 espanhóis mortos.
30 de junho
Resgate de Aaron Levi vira símbolo de esperança após 106 horas
A Reuters confirmou que Aaron Levi, de 21 anos, foi retirado com vida de um prédio colapsado em La Guaira após 106 horas sob os escombros. A operação durou cerca de 43 horas, segundo Delcy Rodríguez.
O caso ganhou destaque porque as chances de encontrar sobreviventes diminuem drasticamente depois das primeiras 72 horas. Mesmo assim, equipes seguem trabalhando em pontos onde há sinais de vida, sons ou indicações de vazios sob concreto.
30 de junho
Equipes detectam sinais de vida em prédio derrubado, diz imprensa argentina
O canal argentino TN informou que equipes de resgate detectaram sinais de vida no edifício La Gabarra, onde ao menos 13 pessoas poderiam continuar presas. Segundo a reportagem, equipes do Qatar e de Israel atuam na tentativa de acessar a estrutura.
A informação ainda deve ser tratada com cautela até confirmação oficial sobre quantas pessoas foram localizadas, em que estado estão e se o resgate é tecnicamente possível.
30 de junho
Menor é resgatado com vida mais de 120 horas após os terremotos, segundo TV argentina
A TN também informou que um menor de idade foi resgatado com vida no setor Caribe, em La Guaira, mais de 120 horas depois dos terremotos. O governo venezuelano teria divulgado o caso na noite de segunda-feira.
O caso reforça por que equipes internacionais ainda trabalham em busca de sobreviventes, embora especialistas alertem que a fase de resgate já se aproxima de uma etapa dominada pela recuperação de corpos e avaliação de estruturas.
30 de junho
ONU prepara 10 mil bolsas mortuárias, mas espera que balanço final fique abaixo disso
A imprensa internacional relata que a ONU preparou o envio de 10 mil bolsas mortuárias para apoiar a resposta ao desastre. A medida é logística e preventiva, não significa que esse seja o balanço esperado ou confirmado de mortos.
Autoridades humanitárias esperam que o número final fique abaixo desse patamar, mas a escala da destruição e o volume de desaparecidos exigem preparação para identificação e manejo digno de vítimas.
30 de junho
PMA pede coordenação na entrega de ajuda para evitar caos logístico
O Programa Mundial de Alimentos pediu maior coordenação na entrega de ajuda às comunidades atingidas. Segundo a imprensa regional, a chegada espontânea de voluntários, alimentos, água e materiais criou pontos de desorganização em áreas destruídas.
A recomendação é concentrar doações e transporte por canais verificados, para que socorro, equipamentos, ambulâncias e equipes de busca consigam circular sem bloqueios.
30 de junho
Governo promete novas moradias antes do fim do ano
Delcy Rodríguez prometeu providenciar novas moradias antes do fim do ano para famílias que perderam casas ou não poderão retornar a edifícios comprometidos. A promessa vem em meio a críticas de moradores sobre demora na ajuda, falta de equipamentos pesados e incerteza sobre onde viver nas próximas semanas.
A medida deve depender de avaliações estruturais, definição de terrenos seguros, financiamento e coordenação com organismos humanitários, já que a reconstrução não será apenas habitacional: envolve saúde, saneamento, transporte, escolas e renda.
29 de junho
Pai e filho são resgatados com vida após quatro dias sob os escombros
Um pai e seu filho foram retirados com vida dos escombros de um prédio desabado em La Guaira no domingo (28), quatro dias depois dos terremotos que devastaram o norte da Venezuela. A operação foi relatada pela Reuters nesta segunda-feira (29).
As equipes levaram cerca de 12 horas para alcançar os sobreviventes, usando câmeras especializadas de busca e retirando destroços lentamente por causa da instabilidade da estrutura. Os dois estavam muito debilitados e foram levados em macas improvisadas até uma ambulância.
O resgate foi feito por equipes francesas e norte-americanas. No dia anterior, os mesmos grupos também haviam participado do salvamento de uma mãe e de seu bebê de nove meses.
29 de junho
Réplica de magnitude 4,6 assusta moradores perto de Caracas e La Guaira
Uma réplica atingiu o norte da Venezuela na manhã desta segunda-feira. A Associated Press informou que o tremor ocorreu às 7h01 locais, cerca de 27 km ao norte de Caraballeda, na costa venezuelana, com magnitude 4,6 segundo o USGS.
O serviço geológico colombiano mediu a réplica em magnitude 5,1. Moradores de Caracas e La Guaira voltaram às ruas com medo de novos desabamentos, mas Jorge Rodríguez afirmou que não havia relatos imediatos de danos adicionais.
29 de junho
Resgatistas entram em “horas críticas” para encontrar sobreviventes
Jorge Rodríguez afirmou que o país está em horas críticas para continuar resgatando vidas e montar acampamentos para pessoas que perderam suas casas ou não podem retornar aos imóveis danificados.
Especialistas citados pela imprensa internacional lembram que as primeiras 72 horas após um desastre são a principal janela para encontrar pessoas vivas sob escombros. Mesmo assim, os resgates recentes mantêm a esperança em La Guaira e Caraballeda.
29 de junho
Jovem de 21 anos é retirado vivo em Caraballeda
O Guardian informou que equipes da Venezuela, do México e de El Salvador retiraram com vida Aaron Levi Cantillo Vargas, de 21 anos, que estava preso sob um prédio em Caraballeda, La Guaira.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, chamou a operação de “milagre” e afirmou que o jovem passou a receber atendimento médico especializado após ser resgatado.
29 de junho
Escolas seguem fechadas e algumas viram abrigos
O Ministério da Educação venezuelano manteve suspensas as atividades escolares por causa dos danos estruturais e de serviços provocados pelos terremotos. A imprensa internacional informou que parte das escolas será usada como centro de emergência e abrigo para famílias afetadas.
A medida reforça que a crise já entrou em uma segunda fase: além de localizar sobreviventes, o país precisa organizar abrigo, água, alimentação, atendimento médico e proteção para crianças.
29 de junho
Ajuda internacional chega de 24 países; China anuncia US$ 14,7 milhões
Segundo atualização citada pelo Guardian, Delcy Rodríguez afirmou que ao menos 24 países enviaram ajuda à Venezuela, incluindo 521 toneladas de suprimentos, 86 unidades com cães de busca e mais de 2.700 profissionais de busca e resgate.
A China anunciou o envio de 100 milhões de yuans, cerca de US$ 14,7 milhões, em ajuda emergencial e também colocou imagens de satélite à disposição das operações de resgate.
29 de junho
Balanço anterior da Espanha citava 17 mortos e 138 desaparecidos
Na segunda-feira, o governo espanhol havia atualizado o balanço de cidadãos afetados pelos terremotos. Segundo El País e Cadena SER, o número de espanhóis mortos havia subido para 17, enquanto os desaparecidos tinham caído de 150 para 138.
Esse dado foi superado pela atualização de terça-feira, que elevou o número de espanhóis mortos para 19, com 131 desaparecidos e 12 localizados sob escombros.
29 de junho
Serviços básicos começam a voltar parcialmente em La Guaira
Atualizações citadas pela imprensa espanhola indicam recuperação parcial de serviços em La Guaira, o estado mais atingido. As informações mencionam avanço no restabelecimento de eletricidade, água e vias, mas a situação continua instável em áreas com prédios colapsados.
A normalização parcial ajuda a operação humanitária, mas não resolve a falta de abrigo, equipamentos pesados e assistência a famílias que perderam casa ou parentes.
29 de junho
Refúgios em Caracas recebem famílias deslocadas
Reportagens desta segunda-feira mostram famílias deslocadas chegando a parques, escolas e acampamentos improvisados em Caracas. Algumas pessoas deixaram suas casas por medo de réplicas; outras perderam completamente os imóveis.
O Parque del Este e o Parque Alí Primera aparecem como pontos de acolhimento de moradores que aguardam informação sobre danos, familiares desaparecidos e possibilidade de retorno.
29 de junho
ONGs alertam que recuperação será longa após a fase de resgate
Organizações humanitárias e o Unicef alertam que a resposta ao terremoto não terminará com a retirada de sobreviventes e corpos dos escombros. A crise agora inclui reconstrução de moradias, apoio psicossocial, saúde, saneamento, água potável, alimentação e proteção de crianças.
O Unicef estima necessidade de US$ 52 milhões para responder à emergência dentro do seu apelo humanitário de 2026 para a Venezuela.
29 de junho
Há enchentes no país, mas fora da zona principal do terremoto
Além da emergência sísmica, a Venezuela registra inundações em outras regiões. A EFE informou que partidos de oposição alertaram para enchentes em Chabasquén, no estado Portuguesa, após o transbordamento de um rio.
O episódio teria afetado duas escolas e deixado cerca de 350 damnificados. Até as fontes consultadas, não há confirmação de uma enchente ampla em La Guaira ligada diretamente ao terremoto; vídeos de areia e água na costa devem ser tratados com cautela, pois podem mostrar liquefação do solo, não inundação.
28 de junho, domingo à noite
Balanço de domingo à noite havia subido para 1.450 mortos
No domingo à noite, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que o número de mortos nos terremotos havia chegado a 1.450. A atualização acrescentava 20 mortes ao total anterior, que era de 1.430.
Esse balanço foi superado na segunda-feira, quando as autoridades passaram a informar 1.719 mortos, 5.034 feridos e 15.866 pessoas fora de casa.
Balanço de domingo: 1.450 mortos, 3.150 feridos e 12.721 desalojados.
Balanço mais recente: 1.719 mortos, 5.034 feridos e 15.866 pessoas fora de casa.
Área mais atingida: La Guaira, especialmente Catia La Mar, Caraballeda e Los Corales.
28 de junho, domingo à noite
Quase 50 mil pessoas aparecem em lista de não localizados, diz Reuters
A Reuters informou que quase 50 mil pessoas aparecem em uma lista de não localizados após os terremotos. Esse dado deve ser tratado com cautela, porque listas de busca podem reunir registros familiares, nomes repetidos, informações incompletas e pessoas sem contato por falha de comunicação.
Ainda assim, o número mostra a escala da interrupção provocada pelo desastre. Em regiões com energia instável, telefonia limitada e deslocamento difícil, famílias podem demorar dias para confirmar a localização de parentes.
28 de junho, domingo à noite
Equipes estrangeiras passam de 2.600 integrantes, segundo atualização da Reuters
A Reuters atualizou para mais de 2.600 o número de integrantes de equipes estrangeiras que chegaram à Venezuela para apoiar buscas, resgate, atendimento médico, logística e comunicações.
Reportagens brasileiras publicadas no mesmo dia ainda citam mais de 1.600 socorristas estrangeiros. A diferença sugere que os balanços estão sendo atualizados em horários distintos, e não necessariamente uma contradição direta.
28 de junho, domingo à noite
Unicef estima 1,8 milhão de pessoas precisando de assistência humanitária
O Unicef estima que 1,8 milhão de pessoas precisam de assistência humanitária após os terremotos. Desse total, 680 mil são crianças, quase 40% dos afetados.
A agência afirma que hospitais estão operando acima da capacidade, que milhares de crianças não têm acesso confiável à água potável e que muitas escolas foram danificadas. O primeiro voo de ajuda do Unicef chegou ao país com suprimentos médicos, itens de água e saneamento e tendas.
Próxima fase da crise: além das buscas, a resposta humanitária agora depende de água potável, saneamento, abrigo, atendimento médico, proteção infantil e apoio psicossocial.
28 de junho, domingo à noite
Análise por satélite indica danos em quase um terço dos prédios avaliados em Catia La Mar
Segundo o Unicef, uma análise preliminar por satélite encontrou danos em quase um terço dos edifícios avaliados até agora na área mais atingida de Catia La Mar, no estado de La Guaira.
O dado reforça a necessidade de avaliação técnica antes do retorno de moradores a prédios com rachaduras, danos aparentes ou risco estrutural. Mesmo construções que não desabaram podem ter pilares, lajes, escadas ou fundações comprometidas.
28 de junho, domingo à noite
Governo suspende aulas, restabelece parte da energia e cria comissão para avaliar prédios
Delcy Rodríguez anunciou a suspensão das aulas e a criação de uma comissão para avaliar a habitabilidade de edifícios danificados. A energia foi parcialmente restabelecida em áreas afetadas, mas serviços seguem instáveis em pontos com desabamentos, danos a vias e falhas de comunicação.
A decisão de avaliar imóveis é central para evitar novas mortes, já que réplicas e tremores menores podem derrubar estruturas que ficaram fragilizadas pelos dois abalos principais.
28 de junho, domingo à noite
Necrotério de Caracas fica sobrecarregado, segundo imprensa britânica
O Guardian informou que o necrotério de Bello Monte, em Caracas, ficou sobrecarregado com a chegada de corpos, alguns transportados por veículos particulares por causa das dificuldades operacionais em outras áreas.
A situação amplia a pressão sobre identificação de vítimas, serviços funerários e famílias que ainda procuram parentes desaparecidos ou sem contato.
28 de junho, domingo à noite
Brasil atua com 37 bombeiros, técnicos da Anatel e cerca de 10 toneladas de equipamentos
A missão brasileira iniciou operações de busca e resgate no sábado (27), coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e pela Defesa Civil Nacional.
Segundo a Agência Brasil, o Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Anatel para apoiar a força-tarefa internacional.
28 de junho
Balanço anterior da Espanha citava 9 mortos e 131 não localizados
No domingo, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha havia elevado para 9 o número de espanhóis mortos após os terremotos na Venezuela. O número de espanhóis não localizados havia sido atualizado para 131.
Esse dado foi superado pelas atualizações de segunda-feira, que apontam 17 espanhóis mortos e 138 desaparecidos, além de 12 localizados sob escombros aguardando resgate.
🇪🇸🇻🇪 España confirma seis españoles muertos por el terremoto en Venezuela; 14 siguen bajo los escombros y 133 permanecen desaparecidos. pic.twitter.com/Ct0H5nMTRR
— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) June 27, 2026
28 de junho
33 pessoas foram resgatadas com vida, segundo balanço citado pela imprensa internacional
Delcy Rodríguez afirmou que 33 pessoas foram resgatadas com vida desde o início das operações de busca. A informação foi divulgada em meio a encontros com brigadistas internacionais que atuam nos escombros.
As buscas seguem em uma fase crítica, já que o período de maior chance de encontrar sobreviventes costuma se concentrar nas primeiras 72 horas após grandes desabamentos.
28 de junho
Movistar e Starlink ativam mensagens via satélite em áreas afetadas
Para reduzir o isolamento de áreas sem telefonia e internet, especialmente em La Guaira, a Movistar anunciou um serviço gratuito de mensagens de texto via satélite em parceria com a Starlink.
A medida busca ajudar famílias a avisar que estão vivas, pedir socorro e restabelecer contato com parentes em regiões onde torres, energia e redes convencionais foram afetadas.
28 de junho
Metrôs de Caracas, Valencia e Maracaibo retomam serviços
A ministra dos Transportes, Jacqueline Faría, informou a retomada dos serviços de metrô em Caracas, Valencia e Maracaibo após paralisações e inspeções provocadas pelos terremotos.
A normalização do transporte é tratada como parte da tentativa de reorganizar a mobilidade urbana, liberar rotas de emergência e reduzir o caos em áreas com prédios danificados.
28 de junho
Balanço anterior citava 1.430 mortos; número subiu à noite
Mais cedo, o balanço citado pela imprensa internacional mantinha 1.430 mortos e cerca de 3.238 feridos. À noite, uma nova atualização oficial elevou o total de mortes para 1.450 e ajustou o número de feridos para 3.150.
A diferença mostra como os dados ainda estão em consolidação. Em grandes desastres, números de mortos, feridos, desalojados e não localizados costumam mudar conforme equipes acessam prédios colapsados e hospitais atualizam registros.
Balanço anterior: 1.430 mortos e cerca de 3.238 feridos.
Balanço de domingo à noite: 1.450 mortos e 3.150 feridos.
Resgatados com vida: 33, segundo balanço citado pela imprensa internacional.
Área mais atingida: La Guaira, especialmente Caraballeda, Catia La Mar e Los Corales.
28 de junho
Venezuela segue com centenas de réplicas após os dois terremotos principais
A Venezuela segue registrando réplicas depois dos dois grandes tremores de 24 de junho. Um novo abalo de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas e Maracay na sexta-feira (26), aumentando o medo de novos danos em prédios já comprometidos.
Moradores continuam evitando retornar a edifícios com rachaduras, enquanto equipes técnicas avaliam estruturas em áreas residenciais, hospitais, vias e prédios públicos.
28 de junho
Vídeo mostra a intensidade dos tremores em edifícios venezuelanos
Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a força dos dois terremotos que atingiram a Venezuela. As imagens reforçam relatos de moradores sobre paredes rachando, janelas vibrando, objetos caindo e pessoas deixando prédios às pressas.
Os dois abalos ocorreram em sequência, com intervalo inferior a um minuto, o que ampliou o impacto sobre estruturas já fragilizadas pelo primeiro tremor.
Circula en redes este vídeo donde se puede observar la intensidad de los dos terremotos que impactaron a Venezuela. 🇻🇪 pic.twitter.com/UcaOBFaTzB
— Eduardo Menoni (@eduardomenoni) June 28, 2026
28 de junho
Imagens de praia levantam discussão sobre liquefação do solo
Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra areia saturada se movendo como líquido em uma praia venezuelana. O fenômeno é compatível com liquefação do solo, que pode ocorrer quando solos arenosos e encharcados perdem resistência durante tremores fortes.
A confirmação técnica depende de análise geológica local. Em regiões costeiras como La Guaira, solos saturados, aterros e construções próximas ao mar podem aumentar o risco de instabilidade durante abalos intensos.
🚨🇻🇪 This video from a Venezuelan beach shows why the June 24 quakes were so destructive.
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) June 27, 2026
The saturated sand lost all strength and started moving like liquid, splitting the surface open.
Absolutely terrifying. pic.twitter.com/AaTZCL6bjD
28 de junho
Afeganistão e Paquistão também registram forte terremoto
Um terremoto na região do Hindu Kush, no Afeganistão, foi sentido também no Paquistão. As medições variam conforme o órgão: a AP citou magnitude 5,9, com o USGS medindo 6,1, enquanto a Reuters informou magnitude 6,0 pelo EMSC.
A Reuters informou mais de 20 feridos e cerca de 125 casas danificadas no distrito de Musakhail, no Balochistão, Paquistão. O tremor também foi sentido em Islamabad, Punjab, Khyber Pakhtunkhwa, Caxemira administrada pelo Paquistão e Kabul.
Terremoto. 5.9 atinge Afeganistão e Paquistão pic.twitter.com/l38iwDKYFI
— Desiree Rugani (@desireerugani) June 28, 2026
28 de junho
Japão tem nova sequência de tremores sem alerta de tsunami
O Japão também registrou novos tremores nos últimos dias. Um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a costa nordeste perto de Iwate na quinta-feira (25), sem alerta de tsunami e sem relatos imediatos de danos graves.
No domingo (28), outro tremor de magnitude 6,1 foi registrado perto da costa nordeste do Japão, também sem alerta de tsunami. A Agência Meteorológica do Japão e a imprensa internacional seguem monitorando possíveis réplicas.
28 de junho
Etna tem atividade vulcânica, mas evento é separado dos terremotos
Vídeos de lava no Monte Etna, na Itália, também circularam nas redes sociais. O Etna é o vulcão mais ativo da Europa, e imagens de lava chamam atenção, mas esse é um evento vulcânico separado.
Até as fontes consultadas, não há ligação confirmada entre a atividade no Etna e os terremotos registrados na Venezuela, Afeganistão, Paquistão ou Japão.
🚨🇮🇹 Lava pouring down the slopes after a new fracture opened at the summit of Mount Etna, Italy.
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) June 28, 2026
Europe’s most active volcano is putting on a show, but scientists say it’s staying relatively calm FOR NOW.
Writer: Claudiopic.twitter.com/TMqllO1d7N
Observação: vulcões e terremotos podem estar ligados a processos tectônicos em algumas regiões do planeta, mas isso não significa que eventos em países diferentes tenham relação direta entre si.
27 de junho
Mais de 1.600 resgatistas estrangeiros chegam à Venezuela
Mais de 1.600 resgatistas estrangeiros chegaram à Venezuela, com novas equipes ainda a caminho. O reforço internacional se concentra principalmente em La Guaira e áreas de Caracas.
Equipes dos Estados Unidos, México, Brasil, França, El Salvador, Colômbia e outros países participam da operação de busca, resgate, apoio médico e logística emergencial.
27 de junho
Acesso a La Guaira é restringido para priorizar resgates
Autoridades venezuelanas restringiram o acesso a La Guaira, uma das regiões mais devastadas. A medida busca reduzir congestionamentos e liberar a passagem de ambulâncias, caminhões de ajuda, bombeiros, militares e equipes internacionais.
Civis que não integram operações oficiais precisam de credenciais para passar por determinados pontos de controle. O governo afirma que o tráfego de voluntários e veículos particulares estava atrasando o socorro.
27 de junho
Helicópteros dos EUA levam equipes para Caraballeda
Em Caraballeda, uma das áreas mais destruídas de La Guaira, helicópteros dos Estados Unidos transportaram equipes de resgate para zonas de difícil acesso.
Moradores continuam procurando familiares desaparecidos em prédios colapsados, enquanto equipes estrangeiras e voluntários locais trabalham em meio a poeira, concreto instável e risco de novos desabamentos.
27 de junho
Maquinário pesado começa a operar em Caraballeda e Los Corales
Após críticas de moradores sobre a falta de equipamentos, maquinário pesado começou a operar em áreas de Caraballeda e Los Corales.
Nos primeiros dias, familiares e vizinhos relataram que parte das buscas era feita com pás, ferramentas simples e até com as mãos, especialmente em prédios residenciais que ruíram.
27 de junho
Navio da Marinha dos EUA fica posicionado na costa
Um navio de transporte da Marinha dos Estados Unidos ficou posicionado próximo à costa venezuelana para receber sobreviventes que precisem de atendimento médico após resgate aéreo.
A operação faz parte do esforço de coordenação de logística, transporte e resposta médica em meio à destruição no litoral.
27 de junho
Mortos estrangeiros incluem brasileiros, espanhóis, chineses, portugueses e italianos
A imprensa internacional confirma vítimas estrangeiras entre os mortos. Reportagens citam portugueses ou descendentes, chineses, brasileiros, espanhóis e um cidadão ítalo-venezuelano.
O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros e informou assistência consular às famílias das vítimas.
27 de junho
Dois brasileiros mortos são identificados por familiares
A imprensa brasileira informou, com base em familiares, que os dois brasileiros mortos são Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, e Romildo Batista de Lima, de 69 anos.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de uma cidadã e de um cidadão brasileiros, mas não divulgou os nomes por razões de privacidade.
27 de junho
Avião da FAB com ajuda humanitária chega à Venezuela
Uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira chegou à Venezuela com equipe de busca, resgate e ajuda humanitária para apoiar a resposta ao desastre.
A missão brasileira inclui bombeiros, técnicos da Defesa Civil, profissionais de comunicação e toneladas de equipamentos para busca, salvamento e apoio emergencial.
27 de junho
Vídeo explica por que os dois terremotos foram tão destrutivos
Os dois terremotos ocorreram com intervalo inferior a um minuto. O primeiro teve magnitude próxima de 7,2, e o segundo, de 7,5, foi raso, com profundidade aproximada de 10 km.
Terremotos rasos tendem a produzir maior impacto na superfície, especialmente quando atingem áreas urbanas densas, com construções antigas, vulneráveis ou sem reforço sísmico adequado.
26 de junho
Novo tremor de magnitude 4,9 é sentido em Caracas e Maracay
Um novo terremoto de magnitude 4,9 foi sentido no norte da Venezuela, com relatos em Caracas e Maracay.
O abalo aumentou a tensão entre moradores e equipes de resgate, já que estruturas danificadas pelos tremores principais seguem vulneráveis a novas réplicas.
26 de junho
Danos diretos são estimados em US$ 6,7 bilhões
A ONU estimou que os danos diretos causados pelos terremotos chegam a aproximadamente US$ 6,7 bilhões, o equivalente a cerca de 6% do PIB venezuelano.
O cálculo inclui perdas em ativos como moradias, mas não cobre todo o impacto econômico indireto, como interrupções em comércio, serviços, energia, portos e transporte.
26 de junho
Porto de La Guaira é transformado em centro de emergência
O porto de La Guaira permaneceu fechado e passou a ser usado como base para operações de emergência.
Em Puerto Cabello, maior porto de cargas a granel do país, operações ficaram limitadas por causa de falhas de energia, com caminhões aguardando liberação de mercadorias.
26 de junho
Aeroporto de Maiquetía segue operando com limitações
O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, foi severamente afetado pelos tremores e continua com operação limitada.
A situação prejudica voos comerciais e também atrasa parte da chegada de equipes internacionais, materiais de socorro e ajuda humanitária.
WATCH: Moment powerful 7+ magnitude earthquake (terremoto) causes major damage at Caracas Airport, Venezuela pic.twitter.com/2kd7oNFxbs
— Rapid Report (@RapidReport2025) June 24, 2026
Wilmer Azuaje, ex-deputado venezuelano e opositor do antigo regime de Maduro, estava no aeroporto de Maiquetia, em Caracas, e filmou o efeito dos dois fortes sismos. Podemos ver toda a estrutura do aeroporto se deslocando. Houve desabamentos. pic.twitter.com/MgvzEyTm0B
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) June 25, 2026
26 de junho
La Guaira tem ao menos 100 prédios destruídos
La Guaira segue como o epicentro da destruição. Reportagens internacionais informam que pelo menos 100 edifícios foram destruídos no estado, incluindo prédios residenciais de vários andares.
Moradores relatam ruas bloqueadas, poeira, falta de energia, dificuldade de comunicação e resgates feitos com ferramentas improvisadas nos primeiros momentos.
26 de junho
Hospitais, Cruz Vermelha e Embaixada da França sofrem danos
Ao menos 13 hospitais foram afetados pelos terremotos, segundo balanços divulgados pela imprensa internacional.
Também foram relatados danos severos na sede da Cruz Vermelha Venezuelana e na Embaixada da França. Em Catia La Mar, pacientes chegaram a ser atendidos do lado de fora de unidades de saúde.
25 de junho
Al Jazeera encerra liveblog inicial com 188 mortos e mais de 1.500 feridos
A Al Jazeera encerrou sua primeira cobertura ao vivo destacando que autoridades venezuelanas confirmavam ao menos 188 mortos e mais de 1.500 feridos.
O veículo destacou que La Guaira havia sido declarada zona de desastre, que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanecia fechado e que organizações humanitárias alertavam para o peso adicional da tragédia sobre uma economia já fragilizada.
25 de junho
Jorge Rodríguez informa 188 mortos e 1.520 feridos
Jorge Rodríguez informou que ao menos 188 pessoas morreram e 1.520 ficaram feridas após os dois terremotos.
Ele também afirmou naquele momento que cerca de 200 pessoas ainda estariam presas sob os escombros.
25 de junho
Delcy Rodríguez informa 164 mortos e 971 feridos
Pela manhã, Delcy Rodríguez informou que os terremotos haviam deixado ao menos 164 mortos e 971 feridos.
A TV estatal mostrou crianças retiradas com vida dos escombros em La Guaira.
25 de junho
Primeiro balanço cita 32 mortos e 700 feridos
Delcy Rodríguez informou inicialmente 32 mortos, sem incluir ainda o balanço completo de La Guaira, e mais de 700 feridos atendidos em hospitais públicos e privados.
Ela afirmou que La Guaira era o estado mais atingido e que havia dezenas de prédios colapsados.
25 de junho
Tremores são sentidos no Brasil
Os terremotos na Venezuela foram sentidos em partes do Brasil. Moradores do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá relataram tremores, especialmente em prédios altos.
Houve evacuação preventiva em cidades como Belém, Macapá e Manaus, mas não houve registro de danos estruturais graves no território brasileiro.
24 de junho
Dois terremotos atingem a Venezuela em sequência
A Venezuela foi atingida por dois terremotos fortes em sequência. Segundo o USGS, o primeiro teve magnitude próxima de 7,2 e foi seguido cerca de 39 segundos depois por outro de magnitude 7,5.
O segundo tremor foi raso, com cerca de 10 km de profundidade, o que aumentou o potencial de destruição em áreas urbanas vulneráveis.
🇻🇪 | TERREMOTOS EN VENEZUELA: Los servicios de emergencia rescatan a una persona atrapada en un edificio colapsado en Caracas. pic.twitter.com/yupwi9Fvvn
— Alerta News 24 (@AlertaNews24) June 25, 2026
Antes dos tremores
Crise humanitária já deixava o país vulnerável
Antes dos terremotos, a Venezuela já enfrentava uma crise humanitária prolongada. Organizações internacionais apontavam milhões de pessoas em situação de necessidade no país.
Essa fragilidade agravou a resposta ao desastre, especialmente em áreas com serviços públicos comprometidos, infraestrutura deteriorada e dificuldades de comunicação.
Resumo da situação até agora
Mortos: 4.829 no balanço divulgado em 15 de julho de 2026.
Feridos: 16.740.
Pessoas sem casa: 17.907.
Resgatados: 6.462 no relatório humanitário com corte de 12 de julho.
Réplicas: 1.222 registradas no relatório de 12 de julho; relatórios com cortes anteriores traziam números menores.
Edifícios afetados: 856, com 190 colapsados ou em falha estrutural, segundo balanços oficiais reproduzidos por Reuters e organismos humanitários.
Abrigamento: milhares de pessoas continuam em refúgios, escolas, espaços públicos e acampamentos improvisados, sobretudo em La Guaira.
Saúde pública: organizações humanitárias relatam aumento de doenças diarreicas e de pele, falta de medicamentos de uso contínuo e sobrecarga de clínicas e hospitais.
Água e saneamento: seguem entre as necessidades mais urgentes, especialmente em comunidades que já enfrentavam abastecimento irregular antes dos terremotos.
Apelo da ONU: US$ 296 milhões adicionais para apoiar a resposta e atender cerca de 1,3 milhão de pessoas.
Apelo da OPS: US$ 23,9 milhões para seis meses de intervenções de saúde.
Ajuda da União Europeia: € 20 milhões adicionais anunciados em 15 de julho, além de € 5 milhões aprovados em junho.
Reconstrução: estimativas citadas anteriormente situam os danos físicos diretos em torno de US$ 37 bilhões, mas o cálculo pode ser revisado.
Fase atual: assistência humanitária prolongada, vigilância sanitária, identificação de vítimas, demolição e avaliação de estruturas, reassentamento e planejamento da reconstrução.
Fontes principais e atualizadas
As informações foram confrontadas com fontes jornalísticas e humanitárias que publicam data e horário de corte. Links consultados em 15 de julho de 2026:
Último balanço e ajuda internacional
Reuters: balanço sobe para 4.829 mortos em 15 de julho
Reuters: União Europeia anuncia € 20 milhões adicionais
CNN Brasil: atualização em português do balanço de 15 de julho
Relatórios humanitários
ReliefWeb: página consolidada da emergência na Venezuela
ReliefWeb/OCHA: relatório de situação de 14 de julho
ReliefWeb/OCHA: relatório de 12 de julho, com resgatados e réplicas
OCHA: apelo por US$ 296 milhões adicionais
Unicef: relatório humanitário nº 4
Saúde e sismologia
OPS/OMS: página oficial da resposta aos terremotos
OPS/OMS: relatório de situação nº 4
OPS/OMS: estratégia de resposta e apelo de US$ 23,9 milhões
USGS: sequência sísmica e risco de deslizamentos
Impacto sanitário e social
Associated Press: doenças crônicas, diarreia e crise sanitária
Associated Press: fluxo de ajuda humanitária para a Venezuela
Matéria em atualização
Esta cronologia foi atualizada em 15 de julho de 2026. O balanço mais recente é de 4.829 mortos, 16.740 feridos e 17.907 pessoas sem moradia. Como os números são divulgados por diferentes órgãos em horários distintos, futuras revisões devem substituir apenas o destaque principal, preservando os balanços anteriores como registro histórico datado.






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