Espírito Santo

Ilhas do Espírito Santo: quais visitar, como chegar e dicas

Guia direto das ilhas do Espírito Santo, com opções para passeio de barco, banho, mergulho, fotos, história, regras ambientais, custos e atrações próximas.

Por · 6 de julho de 2026 · 21 minutos

Qual foi sua reação?

Ilhas do Espírito Santo não são todas iguais. Algumas recebem passeio de barco com banho rápido, outras são melhores para mergulho com operadora, há ilhas urbanas com acesso de carro e existe até ilha oceânica que não funciona como passeio turístico. A graça está justamente nessa variedade: dá para sair de Vila Velha para uma travessia curta, fazer escuna em Guarapari, conhecer o litoral sul em Itapemirim e Piúma, ou entender por que a Ilha da Trindade tem valor científico e militar para o Brasil.

Este guia foi feito para responder de forma prática: quais ilhas capixabas valem atenção, como chegar, quando ir, o que custa, como são as avaliações de quem visita e o que combinar por perto. Para uma visão mais ampla do estado, use também o guia de o que fazer no Espírito Santo. Se a sua dúvida for praia, o conteúdo sobre praias do Espírito Santo ajuda a comparar melhor cada faixa de areia.

Ilhas do Espírito Santo com mar azul e formações rochosas
As ilhas do Espírito Santo misturam travessias curtas, áreas de proteção, mergulho e pontos históricos do litoral capixaba.
Para passeio rápido

Ilhas Itatiaia e Pituã, em Vila Velha, ficam perto da orla e dependem de barco local.

Para mergulho

Ilha Escalvada e Três Ilhas, em Guarapari, são boas para quem quer ver vida marinha.

Para história

Ilha dos Franceses, em Itapemirim, chama atenção pelo farol e pelas histórias ligadas ao litoral sul.

Antes de escolher: ilha visitável, ilha urbana ou área restrita?

Ao pesquisar ilhas capixabas, vale separar três tipos de lugar. O primeiro reúne ilhas que recebem embarcações de passeio, como Pituã, Itatiaia, Três Ilhas, Ilha dos Franceses e Ilha dos Cabritos. Nesses casos, o visitante depende de barqueiro, escuna ou operadora.

O segundo tipo são ilhas urbanas, ligadas à cidade por ponte ou rua, como Ilha do Frade, Ilha do Boi e Ilha de Guriri. Elas têm praias, restaurantes ou áreas residenciais próximas, mas não são passeios de barco no sentido clássico.

O terceiro tipo exige mais cuidado na informação: ilhas ambientais, militares, científicas ou sem estrutura para turismo comum. A Ilha da Trindade é o melhor exemplo. Ela pertence à União, tem presença da Marinha e só recebe atividades autorizadas, principalmente de pesquisa. O visitante comum não compra um passeio para lá.

Essa diferença evita frustração. Quem quer banho e foto deve priorizar ilhas com travessia local. Quem quer mergulho precisa contratar empresa preparada. Quem quer aprender sobre geografia, história e ciência pode incluir ilhas restritas no texto da viagem, mas não no plano de deslocamento.

Ilhas Itatiaia e Pituã, em Vila Velha

As Ilhas Itatiaia ficam no litoral de Vila Velha e formam um conjunto de sete ilhas rochosas a cerca de 800 metros da costa, segundo a Secretaria de Turismo do Espírito Santo. O ponto mais conhecido costuma ser o Boqueirão, área procurada por quem faz passeio de barco, banho e mergulho livre quando a visitação está liberada. Pituã fica próxima e costuma aparecer junto na busca de quem quer águas claras perto de Vitória e Vila Velha.

O acesso é feito por embarcação, normalmente a partir da orla de Itapuã. Quem sai de Vitória atravessa a Terceira Ponte, segue em direção à Praia de Itapuã e combina a travessia com barqueiros locais. Não há ponte nem acesso a pé. Antes de sair, confirme se a embarcação está regularizada, se há colete salva-vidas para todos e se o mar está favorável.

O ponto mais importante aqui é o período de proteção das aves. Em 2026, a visitação às Ilhas Itatiaia e dos Pacotes foi suspensa de 15 de abril a 15 de outubro para proteger aves marinhas durante a reprodução, conforme noticiado com base em informação da Prefeitura de Vila Velha. A Ilha Pituã costuma ter tratamento diferente, mas também pede conduta responsável: sem lixo, som alto, fogueira, retirada de conchas ou perturbação da fauna.

Preço: não há ingresso para entrar no mar ou ver as ilhas. O gasto é a travessia de barco, que muda conforme barqueiro, temporada, número de pessoas e tempo de permanência. Pergunte o valor total de ida e volta antes de embarcar. Avaliações de visitantes costumam elogiar a água clara e a proximidade da cidade, mas também apontam que tudo depende do vento, da maré e da organização do transporte.

Por perto, combine com Praia da Costa, Farol Santa Luzia, Morro do Moreno e o guia pilar de Vila Velha. Para detalhes de regras e acesso, veja também o post específico sobre Ilhas Itatiaia e Pituã.

Ilhas Itatiaia e Pituã em Vila Velha
Itatiaia e Pituã ficam próximas à orla de Vila Velha, mas o acesso depende de barco e das regras ambientais em vigor.
Como chegar

Siga até Itapuã, em Vila Velha, e combine a travessia com barqueiros locais.

Melhor cuidado

Cheque o período de restrição das aves antes de planejar o desembarque em Itatiaia.

Estrutura

Não conte com banheiro, restaurante ou sombra fixa nas ilhas. Leve pouca coisa e traga o lixo de volta.

Ilha dos Franceses, em Itapemirim

A Ilha dos Franceses fica no litoral de Itapemirim, no sul do Espírito Santo. A Marinha do Brasil informa que o Farol Ilha do Francês fica a cerca de 2 milhas náuticas de Itaoca e possui 12 metros de altura. O farol foi restaurado pela Capitania dos Portos do Espírito Santo em 2022 e segue como referência para a navegação na região.

O acesso é por barco, geralmente saindo de Itaoca, Itaipava ou pontos combinados com pescadores e condutores locais. Não é uma ilha com quiosque, banheiro ou estrutura de praia montada. O passeio pede água, lanche simples, proteção solar, saco para lixo, calçado que possa molhar e atenção às pedras.

O valor varia conforme embarcação, grupo e tempo no mar. Quando houver escuna ou lancha de temporada, pergunte se o preço inclui ida e volta, tempo de parada e colete. A entrada na ilha não costuma ser o gasto principal; o custo real é o transporte. Em dias de mar mexido, o passeio pode ser cancelado, e isso é bom sinal: condutor prudente não força saída ruim.

Quem avalia bem a Ilha dos Franceses costuma destacar o visual do farol, a água clara em dias bons e a sensação de estar longe da área urbana. Os pontos negativos mais comuns são falta de estrutura e dependência total do mar. Para quem prefere conforto, vale fazer a ilha como saída curta e depois almoçar em Itaoca ou Itaipava.

Por perto, inclua Praia de Itaoca, Praia de Itaipava e o píer, Monte Aghá e Barra do Itapemirim. Se quiser um guia dedicado, leia Ilha dos Franceses.

Ilha dos Franceses em Itapemirim com farol
A Ilha dos Franceses combina travessia de barco, farol histórico e mar aberto no litoral sul capixaba.

Três Ilhas, em Guarapari

Três Ilhas é um dos nomes mais fortes quando se fala em ilhas do Espírito Santo para passeio de barco. O conjunto fica em Guarapari e costuma entrar nos passeios náuticos que saem da cidade. A Prefeitura de Guarapari informa que há escunas com saídas da Nova Marina, no Centro, e que alguns percursos contemplam Setiba, Três Ilhas e manguezal, com duração média entre 3h e 6h.

O acesso depende de embarcação. Em alta temporada, a oferta costuma ser maior, mas também há mais procura. Quem busca uma saída mais tranquila deve tentar dias úteis, chegar cedo e confirmar com antecedência. Pergunte se há parada para banho, banheiro na embarcação, música, lotação e tempo real de navegação. Isso muda bastante a qualidade do passeio.

Não trate Três Ilhas como praia com barraca. O foco é mar, barco, banho e observação. Use colete quando indicado, não nade longe da embarcação e evite pisar em áreas frágeis sem autorização. Quem faz snorkel deve manter distância de ouriços, corais e pedras.

Preço: não há uma tabela única pública para todos os operadores. Escunas e barcos particulares cobram conforme temporada, embarcação, saída compartilhada ou privativa. Avaliações costumam ser boas quando o mar está calmo e a embarcação respeita o tempo de parada. Reclamações aparecem quando há superlotação, atraso ou falta de informação clara. Feche tudo por escrito ou mensagem.

Por perto, combine com as praias de Setiba, Parque Estadual Paulo César Vinha, Praia do Morro e o guia de Guarapari. Para a página específica, use Três Ilhas em Guarapari.

Três Ilhas em Guarapari vistas do mar
Três Ilhas é uma das saídas de barco mais conhecidas de Guarapari, principalmente em dias de mar calmo.

Ilha Escalvada, em Guarapari

A Ilha Escalvada também fica em Guarapari, mas o perfil é diferente de Três Ilhas. Ela é mais lembrada por mergulho embarcado do que por passeio de banho comum. A operadora Atlantes, que atua em Guarapari desde 1993, descreve a Escalvada como um ponto de recife e cabeços de coral, com profundidade entre 6 e 24 metros, navegação em torno de 55 minutos a partir da marina e operação voltada a mergulhadores certificados.

Na prática, a Ilha Escalvada não é para quem quer simplesmente descer do barco e ficar na areia. O melhor aproveitamento acontece com empresa de mergulho, equipamentos, briefing, avaliação de vento e condutor preparado. Quem nunca mergulhou pode procurar batismo em pontos adequados para iniciantes, sempre com instrutor e checagem de saúde básica.

Preço: varia por operador, tipo de saída, aluguel de equipamento, batismo ou mergulho para certificado. Como envolve segurança, evite escolher apenas pelo menor valor. Veja reputação, estrutura, estado dos equipamentos, política de cancelamento e quantidade de pessoas por instrutor.

As avaliações positivas geralmente falam da vida marinha, da visibilidade em dias bons e da sensação de fazer mergulho em um dos pontos mais estudados da costa capixaba. As negativas costumam vir de expectativa errada: quem espera praia urbana pode se frustrar. É uma ilha de mar aberto, pedra e mergulho.

Por perto, a base natural é Guarapari: Centro, Praia do Morro, Meaípe, Setiba e Nova Guarapari. Leia também surf em Guarapari, praias de Guarapari e o guia de Guarapari para montar melhor a viagem.

Ilha Escalvada em Guarapari para mergulho
A Ilha Escalvada é uma escolha para quem busca mergulho com operação especializada, não uma praia comum.

Ilhas de Piúma: Gambá, Meio e Cabritos

Piúma tem um conjunto de ilhas muito associado ao litoral sul capixaba: Ilha do Gambá, Ilha do Meio e Ilha dos Cabritos. O ipatrimônio, com base em registro da Secult-ES, trata a Ilha do Gambá como patrimônio natural, usada por aves e animais marinhos, com espécies únicas de anêmonas. A Ilha do Meio e a Ilha de Fora, também chamada de Cabritos, aparecem como conjunto com fauna, flora e águas claras.

A Ilha do Gambá é a mais simples de acessar porque fica ligada ao continente. Ela funciona como ponto de caminhada, pesca e vista para a orla de Piúma. A Ilha do Meio depende da maré e de orientação local; em alguns momentos pode haver travessia curta ou caminhada com maré baixa, mas isso não deve ser feito sem checar segurança. A Ilha dos Cabritos costuma exigir barco ou escuna.

Preço: Ilha do Gambá pode ser visitada sem travessia paga, considerando apenas estacionamento, alimentação e deslocamento. Para Ilha do Meio e Cabritos, o custo muda conforme embarcação. Não há uma tabela única pública; combine com condutores locais e confirme ida, volta e tempo de permanência.

As avaliações de quem gosta das ilhas de Piúma costumam destacar banho em dias de mar baixo, visual para fotos e proximidade com a cidade. Já os cuidados são básicos: maré, pedras, lixo, falta de estrutura e sol forte. Não vá contando com restaurante na ilha; resolva alimentação na cidade ou leve lanche leve.

Por perto, aproveite a orla de Piúma, Monte Aghá, Itapemirim e Anchieta. Se a viagem for pelo litoral sul, vale combinar com Anchieta, praias de Anchieta e Iriri.

Ilhas de Piúma no litoral sul capixaba
Piúma tem ilhas próximas da cidade, com passeios que dependem de maré, barco e orientação local.

Ilha do Frade, em Vitória

A Ilha do Frade é uma ilha urbana de Vitória. Diferente de Itatiaia ou Três Ilhas, não exige barco turístico para chegar: o acesso é por via urbana, em área residencial. Ela entra neste guia porque tem praias pequenas, ruas arborizadas e um litoral muito procurado por moradores da capital, especialmente em dias de sol e mar calmo.

O cuidado aqui é entender o perfil do lugar. A Ilha do Frade não é área de escuna, nem praia grande com quiosques alinhados. As praias são menores, algumas com acesso mais discreto, e o visitante deve respeitar moradores, vagas, silêncio e limpeza. Vá com o básico, evite volume alto e confira a condição do mar.

Preço: o acesso urbano é gratuito. O custo fica por conta de transporte, estacionamento quando houver, alimentação e possíveis serviços na região. Avaliações positivas citam beleza, água clara em dias bons e clima mais reservado. Avaliações negativas costumam falar de pouco espaço, dificuldade para estacionar e lotação em fins de semana.

Por perto, combine com Praia de Camburi, Curva da Jurema, Praça do Papa e o guia de Vitória. Para ver o tema de forma específica, leia Ilha do Frade em Vitória.

Ilha do Frade em Vitória com praia pequena e mar calmo
A Ilha do Frade é uma ilha urbana de Vitória, boa para quem quer praia pequena sem sair da capital.

Ilha do Boi, em Vitória

A Ilha do Boi também fica em Vitória e tem acesso urbano. É uma área residencial conhecida por praias pequenas e vistas para a baía. O visitante costuma procurar a região para banho curto, fotos, caminhada e passagem durante um dia de passeio pela capital.

Como em outras áreas residenciais da cidade, a regra prática é ir com discrição e respeito. Evite bloquear garagem, não deixe lixo, não leve som alto e fique atento às placas. Em dias de mar calmo, as praias podem agradar bastante; com vento ou água mexida, a visita perde força.

Preço: gratuito, com gastos apenas de deslocamento e alimentação. Avaliações positivas citam tranquilidade e vista; as negativas aparecem quando a pessoa espera estrutura de praia grande. Não há a mesma oferta de quiosques e serviços que existe em Camburi ou Praia do Canto.

Por perto, dá para combinar com Praia do Canto, Curva da Jurema, Praça dos Namorados, Praça do Papa e Projeto Tamar. Para quem monta um dia na capital, o guia o que fazer em Vitória ajuda a organizar melhor as paradas.

Ilha das Caieiras, em Vitória

Ilha das Caieiras não deve ser entendida como passeio de barco para praia isolada. Ela é uma região tradicional de Vitória, ligada ao manguezal, à pesca, à culinária e à memória das comunidades que vivem da relação com a maré. É uma parada muito mais gastronômica e cultural do que balneária.

O acesso é por via urbana, saindo do Centro de Vitória, Jardim Camburi, Praia do Canto ou outros bairros da capital. O melhor horário costuma ser fim de tarde, quando a luz favorece a vista para o manguezal e os restaurantes começam a receber mais movimento.

Preço: circular pela região é gratuito. O gasto principal é alimentação. As avaliações de visitantes costumam valorizar moqueca, torta capixaba, mariscada e vista para a água. Pontos de atenção: confira horário dos restaurantes, evite chegar muito tarde em dia vazio e use transporte por aplicativo se não conhece bem as ruas.

Por perto, combine com Paneleiras de Goiabeiras, Parque Pedra da Cebola e praias de Vitória. O post específico de Ilha das Caieiras aprofunda essa parte.

Ilha de Guriri, em São Mateus

Guriri é uma ilha no município de São Mateus, no norte do Espírito Santo. O perfil é diferente das ilhas pequenas de barco: trata-se de uma área urbana e de praia, acessada por ponte, com comércio, hospedagem, restaurantes, vida de verão e longas faixas de areia.

Para chegar, siga até São Mateus e depois avance para Guriri. Quem sai de Vitória deve considerar uma viagem mais longa pela BR-101, com acesso ao litoral norte. A ilha funciona bem para quem quer ficar alguns dias, e não apenas fazer bate e volta. No verão, feriados e grandes eventos, reserve hospedagem antes.

Preço: acesso gratuito às praias; gastos com hospedagem, alimentação e deslocamento. Avaliações boas costumam citar praia extensa, clima de vila praiana e estrutura básica para família. Pontos negativos comuns: mar pode variar bastante, há trechos com ondas e a distância desde a Grande Vitória pede planejamento.

Por perto, inclua o Centro Histórico de São Mateus, Barra Nova, Conceição da Barra e Riacho Doce. Veja também Ilha de Guriri em São Mateus, Barra Nova e São Mateus.

Ilha de Guriri em São Mateus no litoral norte capixaba
Guriri é uma ilha com acesso por ponte, praia extensa e estrutura para quem quer ficar mais de um dia no norte capixaba.

Ilha da Trindade e Arquipélago de Martin Vaz

A Ilha da Trindade é uma das ilhas mais importantes ligadas ao Espírito Santo, mas não deve entrar no plano de passeio comum. Segundo a Marinha do Brasil, Trindade fica a cerca de 1.140 km de Vitória e, junto com Martin Vaz, marca o extremo leste da soberania brasileira. A ilha é ocupada pela Marinha desde 1957, por meio do Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade.

A Marinha também informa que Trindade só pode ser visitada por pesquisadores vinculados a projetos científicos autorizados. Isso significa que não há escuna, pacote turístico, diária de pousada ou passeio de fim de semana. O lugar aparece neste guia por relevância geográfica, ambiental, científica e histórica, não por acesso ao público.

Não há preço turístico a informar. Não há visita avulsa. Não há hospedagem para viajantes. O que existe é apoio logístico da Marinha a atividades autorizadas, presença militar e pesquisas sobre fauna, flora, geologia, oceano e conservação.

Para quem gosta do tema, vale ler mais na página da Marinha sobre o PROTRINDADE e no seu conteúdo sobre Ilha da Trindade. É uma ilha para conhecer pela informação, pelas imagens e pela importância para o Brasil.

Ilha da Trindade no Espírito Santo
A Ilha da Trindade não é passeio turístico: é área federal, com presença da Marinha e uso científico autorizado.

Ilhas Galhetas, Ilha da Fumaça e Ilha da Pólvora

Algumas ilhas do Espírito Santo aparecem mais em conversas de história, navegação, pesca, pesquisa ou curiosidade local do que como parada de banho. É o caso das Ilhas Galhetas, em Vitória, da Ilha da Fumaça e da Ilha da Pólvora.

As Ilhas Galhetas entram na rota de proteção de aves marinhas citada em reportagens sobre o período reprodutivo no litoral capixaba. Isso exige cuidado com qualquer informação de visita. Antes de tentar aproximação, procure orientação local, checagem ambiental e condutor habilitado.

A Ilha da Pólvora tem forte apelo histórico e aparece no imaginário da capital. Não é o tipo de lugar para vender como praia ou banho. Ela funciona melhor em conteúdo sobre história urbana, baía, memória de Vitória e curiosidades. O mesmo vale para a Ilha da Fumaça, que pede abordagem cuidadosa para não prometer acesso sem estrutura.

Se o interesse for Vitória, veja Vitória, principais pontos turísticos de Vitória e Ilha da Pólvora.

Como escolher a melhor ilha para você

Com criança

Prefira Ilha do Frade, Ilha do Boi, Guriri ou passeios curtos com barco estável e colete para todos.

Para fotos

Itatiaia, Pituã, Três Ilhas, Ilha dos Franceses e Piúma rendem bons ângulos em dias de sol.

Para mergulho

Ilha Escalvada e Guarapari são escolhas mais técnicas, com operadora e avaliação do mar.

Para quem está na Grande Vitória e tem pouco tempo, Itatiaia/Pituã e Ilha do Frade são as escolhas mais simples. Para quem vai passar alguns dias em Guarapari, Três Ilhas e Escalvada entram bem no plano. Para quem desce ao litoral sul, Ilha dos Franceses e Piúma fazem mais sentido. Para quem vai ao norte, Guriri pede uma viagem própria.

Não tente encaixar tudo em um fim de semana. As ilhas ficam espalhadas pelo litoral, e boa parte depende de mar, vento, maré e barco. Melhor escolher uma base e fazer bem do que atravessar o estado correndo.

Preços: quanto custa visitar as ilhas do Espírito Santo?

Na maior parte dos casos, a ilha em si não cobra ingresso. O que custa é chegar até ela. Barcos, escunas, lanchas, estacionamento, alimentação e guia/operadora são os itens que pesam. Em alta temporada, feriados e fins de semana de sol, a procura sobe e os valores podem mudar.

Em Vila Velha, combine travessia com barqueiros locais e pergunte se o valor é por pessoa ou por embarcação. Em Guarapari, escunas e operadores de mergulho têm propostas diferentes: passeio simples, saída com banho, batismo, saída para certificados ou barco privativo. Em Itapemirim e Piúma, valores são mais dependentes de negociação local e disponibilidade.

Se alguém prometer preço muito baixo sem colete, sem informação de retorno e sem checar o mar, desconfie. Em ilhas, economia ruim pode virar problema. Prefira quem explica rota, horário, condições de cancelamento e regras ambientais.

Melhor época para visitar as ilhas capixabas

O verão aumenta a oferta de passeios e deixa o mar mais convidativo em muitos dias, mas também traz lotação, preços mais altos e disputa por vagas. Primavera e início do outono costumam ter bons dias de sol com menos tumulto, mas o mar sempre precisa ser conferido no dia.

Para Itatiaia, o calendário ambiental manda mais que o clima. Evite planejar desembarque durante o período de proteção das aves, que ocorre anualmente entre abril e outubro, conforme regras divulgadas para Vila Velha. Para mergulho na Escalvada, a operadora deve avaliar vento, visibilidade, correnteza e nível dos mergulhadores.

Em qualquer época, confira previsão do tempo, vento, maré e orientação local. O sol na praia pode estar bonito, mas o mar aberto pode não estar adequado para barco pequeno.

Cuidados antes de embarcar

  • Use colete salva-vidas sempre que o condutor orientar.
  • Confirme ida, volta, tempo de permanência e preço antes de pagar.
  • Leve água, protetor solar, boné, toalha e pouco peso.
  • Use sapatilha aquática ou chinelo firme em áreas de pedra.
  • Não retire conchas, corais, pedras ou plantas.
  • Não alimente animais.
  • Não faça fogueira, churrasco improvisado ou acampamento em área sem autorização.
  • Não entre no mar se houver correnteza forte ou orientação contrária.
  • Traga todo o lixo de volta.
  • Respeite períodos de proteção ambiental.

Para checar dados que podem mudar, consulte a área de turismo náutico de Guarapari, a notícia da Marinha sobre o Farol da Ilha do Francês e o programa da Marinha para a Ilha da Trindade. Para mergulho em Guarapari, operadores especializados como a Atlantes ajudam a entender perfil, nível e condições.

Perguntas frequentes sobre ilhas do Espírito Santo

Quais ilhas do Espírito Santo são melhores para passeio de barco?

Itatiaia e Pituã, em Vila Velha, Três Ilhas, em Guarapari, Ilha dos Franceses, em Itapemirim, e Ilha dos Cabritos, em Piúma, estão entre as opções mais lembradas para travessia ou passeio de barco.

Qual ilha capixaba fica mais perto de Vitória?

Para quem está em Vitória, as opções mais próximas são Ilha do Frade e Ilha do Boi, com acesso urbano, e Itatiaia/Pituã, em Vila Velha, com travessia curta de barco a partir da orla.

Ilhas Itatiaia podem ser visitadas o ano todo?

Não conte com isso. Há período anual de restrição ligado à reprodução de aves marinhas, normalmente entre abril e outubro. Antes de ir, confirme a regra vigente com fontes oficiais ou barqueiros autorizados.

Ilha da Trindade recebe turistas?

Não como passeio comum. A Ilha da Trindade é área federal com presença da Marinha e acesso ligado a atividades autorizadas, especialmente pesquisa científica.

Qual ilha é melhor para mergulho no Espírito Santo?

Ilha Escalvada, em Guarapari, é uma das mais conhecidas para mergulho embarcado com operadora. Três Ilhas também pode render bom snorkel em dias de mar calmo.

Precisa pagar para entrar nas ilhas?

Na maioria dos casos, não há ingresso. O gasto costuma ser a embarcação, operadora, equipamento, estacionamento e alimentação.

Qual ilha combina com família?

Ilha do Frade, Ilha do Boi e Guriri são mais fáceis por acesso urbano. Para barco, escolha travessia curta, mar calmo, colete para todos e condutor bem avaliado.

Dá para visitar várias ilhas do Espírito Santo no mesmo dia?

Só quando ficam na mesma região, como Itatiaia e Pituã, ou algumas ilhas de Piúma. Misturar Vila Velha, Guarapari e Itapemirim no mesmo dia não é uma boa escolha.

Vale a pena conhecer as ilhas capixabas?

Vale, desde que você escolha a ilha certa para o seu tipo de viagem. Quem quer facilidade deve começar por Vila Velha e Vitória. Quem quer barco e banho pode olhar Guarapari, Itapemirim e Piúma. Quem quer mergulho deve procurar operadora em Guarapari. Quem gosta de geografia e ciência precisa conhecer a história da Ilha da Trindade, mesmo sabendo que ela não é aberta ao turismo comum.

As ilhas do Espírito Santo rendem alguns dos melhores dias de mar do estado, mas pedem responsabilidade. Verifique regras, respeite áreas de proteção, não leve lixo para o mar e não transforme uma área natural em extensão da praia urbana. Fazendo isso, o passeio fica melhor para você e para quem vem depois.

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