O incêndio no arquivo do TJES na Serra destruiu todo o acervo físico que estava armazenado no galpão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, localizado em Jardim Limoeiro. A perda dos documentos foi confirmada pelo secretário-geral do Tribunal, juiz Anselmo Laghi Laranja.
O imóvel guardava processos judiciais já arquivados, além de móveis e outros bens considerados inservíveis, que estavam separados para leilão. Parte dos processos havia sido digitalizada, mas também existiam documentos que ainda aguardavam essa etapa e foram consumidos pelas chamas.
Apesar da destruição do acervo físico existente no local, o secretário-geral informou que o funcionamento normal da Justiça no Espírito Santo não será afetado. Até a última atualização, também não havia registro de pessoas feridas.
Matéria atualizada em 21 de julho de 2026, após a confirmação da perda total dos arquivos físicos armazenados no galpão.
Incêndio no arquivo do TJES na Serra: o que foi confirmado
- Local: Arquivo Geral do TJES, em Jardim Limoeiro, na Serra;
- Acervo físico: todos os arquivos armazenados no galpão foram destruídos;
- Digitalização: parte dos processos possuía cópia digital;
- Outros prejuízos: móveis e bens separados para leilão também foram queimados;
- Funcionamento da Justiça: não deverá ser afetado, segundo o secretário-geral do TJES;
- Vítimas: nenhuma confirmada até a última atualização;
- Causa do incêndio: ainda não determinada.
Importante: a perda total se refere aos processos físicos e materiais armazenados no galpão incendiado. Isso não significa que todos os processos do Tribunal de Justiça do Espírito Santo tenham sido destruídos.
Incêndio destruiu todo o acervo físico armazenado no galpão
O Tribunal de Justiça confirmou que os arquivos físicos existentes no imóvel sofreram perda total. O acervo era formado principalmente por processos já arquivados, que haviam sido enviados ao complexo de Jardim Limoeiro para armazenamento.
A confirmação foi apresentada pelo secretário-geral do TJES, juiz Anselmo Laghi Laranja. Segundo o magistrado, todos os processos que estavam fisicamente dentro do galpão foram queimados.
Parte desse material já havia passado por digitalização. Entretanto, o local também guardava um volume de documentos que ainda aguardava conversão para o formato digital.
O TJES ainda não apresentou publicamente a quantidade exata de processos sem cópias digitais. Por esse motivo, não é possível calcular neste momento o número de documentos cuja informação pode ter sido perdida de maneira definitiva.
A instituição deverá realizar um levantamento para identificar quais documentos estavam digitalizados, quais ainda dependiam desse procedimento e quais medidas administrativas serão necessárias depois do incêndio.
Qual foi exatamente a perda?
Foram destruídos os processos físicos e demais materiais que estavam armazenados no galpão atingido. Processos existentes em fóruns, sistemas eletrônicos, outras unidades ou locais de armazenamento não fazem parte desse balanço.
Parte dos processos já havia sido digitalizada
A digitalização permitiu preservar parte das informações contidas no acervo destruído. De acordo com o secretário-geral, os processos encaminhados ao arquivo durante a atual gestão já chegavam ao local depois de terem sido convertidos para o formato digital.
Isso significa que, mesmo com a destruição do documento em papel, parte do conteúdo poderá continuar sendo consultada eletronicamente.
O Tribunal informou que processos considerados sensíveis e que podem precisar ser desarquivados futuramente foram preservados pela digitalização.
Entre os exemplos mencionados estão processos relacionados às áreas de família, órfãos e sucessões. Esses documentos podem tratar de assuntos que voltam a ser consultados anos depois do encerramento inicial de uma ação.
A existência de cópias digitais reduz o impacto administrativo, mas não elimina completamente a importância da perda dos documentos originais.
Alguns processos antigos podem conter peças, assinaturas, fotografias, laudos, documentos históricos ou outros materiais que não tenham sido integralmente reproduzidos em formato eletrônico.
Funcionamento da Justiça não será afetado, afirma TJES
Apesar da destruição do acervo físico, o secretário-geral do Tribunal afirmou que não haverá prejuízo ao funcionamento normal da Justiça no Espírito Santo.
Até a última atualização, o TJES não havia anunciado suspensão de prazos judiciais, audiências, atendimento ao público ou funcionamento das comarcas.
A maior parte do material armazenado no galpão era formada por processos já arquivados. Esses processos não estavam necessariamente em tramitação ativa, embora pudessem ser consultados ou desarquivados em determinadas situações.
A digitalização de parte do acervo permitirá que servidores, magistrados, advogados e partes continuem acessando as informações preservadas.
O Tribunal ainda deverá esclarecer como serão tratados os processos que não possuíam versão digital completa e se será necessário estabelecer algum procedimento especial para reconstrução de documentos.
Serviços seguem normalmente
Segundo a administração do TJES, a perda foi importante, mas não comprometerá o funcionamento regular do Judiciário capixaba. Eventuais alterações deverão ser comunicadas oficialmente pelo Tribunal.
Quais comarcas possuíam documentos no arquivo?
Segundo informações divulgadas após o incêndio, o arquivo processual reunia acervos das comarcas de Serra, Vitória, Vila Velha, Cariacica e Viana.
Esses municípios concentram uma parcela expressiva da população e das demandas judiciais da Grande Vitória. Por isso, o complexo funcionava como ponto central de armazenamento para documentos que não precisavam permanecer dentro dos fóruns.
A confirmação de que todos os processos físicos existentes no galpão foram queimados não significa, porém, que toda a documentação dessas comarcas tenha sido perdida.
Processos eletrônicos permanecem nos sistemas do Judiciário. Além disso, documentos físicos podem estar armazenados em outras unidades, secretarias, fóruns ou arquivos.
O balanço detalhado deverá indicar quais períodos, classes processuais e unidades judiciais tinham documentos guardados especificamente no prédio incendiado.
Quantidade de processos destruídos ainda não foi divulgada
Durante as primeiras horas da ocorrência, veículos de imprensa divulgaram estimativas sobre a quantidade de caixas existentes dentro do imóvel.
O Tribunal, entretanto, ainda não apresentou um inventário definitivo com o número de caixas, processos ou documentos destruídos.
Por isso, números divulgados inicialmente não devem ser tratados como balanço final. A contabilização dependerá de registros administrativos, sistemas de arquivamento e listas de movimentação do acervo.
Mesmo que o interior do imóvel tenha sido completamente destruído, o TJES poderá utilizar bancos de dados e controles internos para identificar os processos que haviam sido enviados ao local.
O levantamento também deverá separar os documentos que possuíam cópia digital daqueles que ainda aguardavam digitalização.
Fogo também destruiu móveis e bens que seriam leiloados
O incêndio não atingiu somente o acervo processual. O galpão também armazenava móveis e outros objetos considerados inservíveis pelo Tribunal de Justiça.
Esses bens haviam sido recolhidos em unidades da Grande Vitória e em cidades do interior do Espírito Santo. Depois da seleção, os itens eram organizados em lotes destinados a leilão.
Parte do material destruído já havia sido vendida e aguardava retirada pelos compradores. Outros objetos ainda estavam sendo separados e preparados para futura venda.
Entre os materiais armazenados estavam móveis, cadeiras e outros itens que já não seriam utilizados nas unidades do Poder Judiciário.
O TJES deverá avaliar as consequências contratuais e financeiras relacionadas aos lotes vendidos que foram destruídos antes da retirada.
Bens novos foram preservados
O Tribunal informou que bens permanentes novos haviam sido retirados do galpão durante uma reorganização realizada anteriormente. Por isso, esses materiais não foram alcançados pelo incêndio.
Como começou o incêndio no Arquivo Geral do TJES?
As chamas começaram nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 21 de julho. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 6h30 para atender inicialmente uma ocorrência registrada como incêndio em estabelecimento comercial.
Quando a primeira equipe chegou ao endereço, encontrou o fogo já em grandes proporções. As chamas se espalhavam pelo galpão e formavam uma coluna de fumaça preta que podia ser vista de diferentes regiões da Serra.
Diante da dimensão da ocorrência, o chefe da guarnição solicitou reforço operacional. Outras equipes e viaturas de combate foram enviadas ao local.
Aproximadamente oito viaturas de diferentes unidades da Grande Vitória teriam sido mobilizadas durante a operação, além de uma equipe de resgate e responsáveis pelo comando da ocorrência.
A Defesa Civil da Serra também foi acionada para fornecer um caminhão-pipa e reforçar o abastecimento de água utilizado pelos bombeiros.
Galpão foi totalmente destruído
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, coronel Alexandre dos Santos Cerqueira, informou que a avaliação preliminar apontava destruição total do galpão.
Durante a operação, o incêndio foi confinado, reduzindo o risco de propagação para outro galpão ou imóvel próximo.
Mesmo depois do confinamento das chamas, os bombeiros precisaram continuar o resfriamento da estrutura e o trabalho de rescaldo.
Galpões com grande quantidade de papel, caixas, madeira e móveis apresentam elevada carga de incêndio. Esses materiais podem manter pontos quentes por várias horas, mesmo depois que as principais labaredas são apagadas.
A entrada no imóvel também depende da avaliação das condições estruturais. O calor pode comprometer paredes, telhado, vigas e outros componentes da construção.
O que significa incêndio confinado?
Significa que as equipes conseguiram impedir o avanço das chamas para outras áreas. Isso não quer dizer que todo o fogo esteja apagado, pois ainda podem existir focos e materiais aquecidos.
Não houve registro de vítimas
Até a última atualização, não havia informação de pessoas feridas ou intoxicadas durante o incêndio.
O fogo começou antes do horário de maior movimentação de trabalhadores no complexo, o que pode ter contribuído para que não houvesse vítimas.
Uma equipe de resgate foi enviada ao endereço de forma preventiva, enquanto os militares responsáveis pelo combate atuavam na contenção das chamas.
O balanço oficial pode ser atualizado caso as autoridades identifiquem alguma ocorrência relacionada à inalação de fumaça ou ao trabalho de emergência.
Causa do incêndio ainda é desconhecida
O que provocou o incêndio ainda não foi esclarecido. Informações iniciais indicavam que as chamas poderiam ter começado em uma área anexa, localizada na parte traseira do imóvel.
Essa versão ainda precisa ser confirmada pela perícia. Imagens e relatos de testemunhas podem ajudar a identificar o ponto inicial, mas não são suficientes para determinar a causa.
O Tribunal de Justiça informou que fará uma apuração criteriosa em conjunto com os órgãos públicos de segurança competentes.
Os peritos deverão examinar instalações elétricas, equipamentos, estruturas, imagens de monitoramento e marcas deixadas pelo fogo.
Somente o laudo técnico poderá indicar se o incêndio foi provocado por falha elétrica, problema em equipamento, ação humana ou outro fator.
Atenção: não existe causa oficialmente confirmada. Qualquer explicação apresentada antes da conclusão da perícia deve ser tratada como hipótese.
TJES diz que galpão possuía documentação de segurança válida
Em nota divulgada após o incêndio, o Tribunal informou que o imóvel possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros válido.
O complexo também tinha seguro contra incêndio, sistema de monitoramento por câmeras e vigilância reforçada, segundo a instituição.
O TJES afirmou que a atual administração, iniciada em dezembro de 2025, vinha realizando medidas de organização, conservação e limpeza do espaço.
Entre essas ações estavam mutirões de limpeza e reorganização do acervo. Uma força-tarefa havia sido realizada em junho de 2026 para manutenção e preservação das instalações.
Durante o recesso de dezembro de 2025, o Tribunal também promoveu uma reorganização mais ampla do Arquivo Geral.
Segundo a administração, foi durante esse trabalho que bens permanentes novos foram remanejados para outros locais e, consequentemente, preservados do incêndio.
Arquivo havia sido alvo de alertas anteriores
As condições do Arquivo Geral já haviam sido questionadas antes do incêndio. Em outubro de 2025, o sindicato dos servidores do Poder Judiciário capixaba apresentou denúncias sobre o armazenamento de documentos e as condições de trabalho no local.
A entidade apontou problemas como desorganização, mofo, calor, presença de pragas e possíveis riscos de incêndio.
O sindicato solicitou inspeções técnicas, avaliação de riscos ocupacionais, higienização, dedetização, melhoria das rotas de fuga e avanço na digitalização dos processos físicos.
Depois da divulgação das denúncias, o Conselho Nacional de Justiça solicitou esclarecimentos ao TJES sobre as condições do arquivo.
O caso passou a ser acompanhado dentro das ações relacionadas à gestão documental e à preservação da memória do Poder Judiciário.
A existência desses alertas não permite concluir que os problemas relatados causaram o incêndio desta terça-feira.
A relação entre as condições anteriores e o fogo somente poderá ser estabelecida, ou descartada, depois da investigação técnica.
Alertas anteriores não comprovam a causa
As denúncias ajudam a contextualizar a situação do arquivo, mas não substituem o trabalho da perícia. Ainda não é possível afirmar que os problemas apontados tenham provocado ou contribuído para o incêndio.
Fumaça preta foi vista de diferentes bairros
A grande coluna de fumaça escura chamou a atenção de moradores e motoristas que passavam por Jardim Limoeiro.
Imagens registradas durante a manhã mostraram labaredas elevadas e fumaça visível a quilômetros de distância.
A queima de papel, plástico, madeira, tecidos, móveis e outros materiais pode liberar partículas prejudiciais à saúde.
Pessoas que estiverem em uma região diretamente atingida pela fumaça devem evitar permanecer ao ar livre, fechar portas e janelas e seguir as orientações das autoridades.
Irritação nos olhos, dificuldade para respirar, tosse persistente, tontura ou mal-estar exigem avaliação médica.
O que ainda precisa ser esclarecido?
Apesar da confirmação da perda total do acervo físico armazenado no galpão, vários pontos ainda dependem de esclarecimento.
- Qual foi o ponto exato onde o fogo começou?
- O que provocou o incêndio?
- Quantos processos físicos estavam armazenados no galpão?
- Quantos documentos ainda não haviam sido digitalizados?
- Quais períodos e unidades judiciais foram afetados?
- Como será feita a reconstrução de documentos sem cópia digital?
- Qual é o valor do prejuízo material?
- Como serão tratados os bens leiloados e destruídos?
- Quando será concluído o laudo pericial?
Tribunal deverá realizar levantamento detalhado
Depois da conclusão do trabalho dos bombeiros e da liberação da área, o Tribunal deverá iniciar um levantamento administrativo e documental.
Esse trabalho deverá comparar os registros internos com os documentos digitalizados, as caixas recebidas e os materiais armazenados no complexo.
Também será necessário calcular os prejuízos relacionados à estrutura, aos móveis, aos bens em leilão e ao acervo físico.
No caso de processos sem versão digital, o TJES poderá avaliar formas de reconstrução a partir de cópias existentes com advogados, partes, Ministério Público, Defensoria Pública ou outros órgãos que tenham participado das ações.
As medidas concretas dependerão da identificação de cada processo perdido e da importância jurídica dos documentos.
Incêndio no arquivo do TJES na Serra será investigado
O incêndio no arquivo do TJES na Serra causou a perda total dos processos físicos e materiais armazenados no galpão atingido.
A digitalização preservou parte das informações, incluindo processos sensíveis que podem precisar ser consultados novamente.
Segundo o secretário-geral do Tribunal, o funcionamento normal da Justiça capixaba não será prejudicado. Ainda assim, a destruição representa uma perda documental, histórica e material relevante para o Poder Judiciário.
A causa do incêndio, o número exato de processos destruídos, o volume sem cópia digital e o valor total do prejuízo ainda serão apurados.
Esta matéria continuará sendo atualizada conforme novos comunicados forem publicados pelo TJES, pelo Corpo de Bombeiros e pelos órgãos responsáveis pela investigação.
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Perguntas frequentes
Todos os processos do TJES foram destruídos?
Não. Foram destruídos todos os processos físicos armazenados no galpão atingido. Processos eletrônicos e documentos guardados em outros locais não foram incluídos nessa perda.
Parte dos processos estava digitalizada?
Sim. O Tribunal informou que parte do acervo já possuía versão digital. Processos considerados sensíveis também foram preservados por meio da digitalização.
O funcionamento da Justiça será afetado?
Segundo o secretário-geral do TJES, não haverá prejuízo ao funcionamento normal da Justiça no Espírito Santo.
Quantos processos foram destruídos?
O número oficial ainda não foi divulgado. O Tribunal deverá realizar um levantamento dos documentos que estavam armazenados no local.
Houve vítimas?
Até a última atualização, não havia registro de pessoas feridas.
A causa do incêndio foi descoberta?
Não. A origem das chamas ainda será investigada por meio de perícia e apuração conjunta com os órgãos de segurança.





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